A luz da manhã m*l atravessava a cortina do pequeno quarto onde Helena se escondia. O ventilador rangia no teto, girando com lentidão preguiçosa, enquanto o som distante da cidade ecoava através das paredes finas do sobrado. Era um lugar simples, quase miserável, mas seguro — por ora. Ali, ela estava longe dos olhos de Thiago, das ameaças de Dario e da presença fantasmagórica de Camila. Desde que fugira, Helena m*l dormia. Seu corpo seguia no automático, mas a alma parecia sempre em estado de alerta. A cada som no corredor, a cada moto que passava acelerada na rua, seu coração disparava. O medo era constante, como uma febre que não baixava. Ela não sabia quem ainda estava do seu lado — ou se alguém ainda estava. Os noticiários locais já falavam dela como uma mulher instável, desaparecida

