O silêncio entre nós era um campo minado. O corpo dele tão perto, o calor da respiração tocando meu rosto, e a frase que ainda ecoava nos meus ouvidos: "Você não é dele. Nunca foi." Eu deveria ter corrido. Gritado. Bater a porta na cara dele e trancar o que sentia dentro de mim — para sempre. Mas meus pés não se moveram. Minhas mãos não tremiam. Era o peito que batia forte demais, como se soubesse que algo irreversível estava prestes a acontecer. — Você está me machucando — sussurrei, não pela força física, mas pela proximidade emocional. Pelo caos. Thiago recuou um passo. Os olhos azuis ainda queimando nos meus, e a mandíbula cerrada como se travasse uma guerra interna. — Você acha que isso é brincadeira? — ele perguntou, com a voz baixa, rouca. — Você acha que pode brincar com o D

