O sol começava a se pôr, tingindo o céu com tons alaranjados e dourados quando Dario me convidou para um passeio na praia. Eu aceitei, tentando afastar da mente o estranho e perturbador homem que era seu pai — Thiago Nogueira — e que parecia estar cada vez mais presente nos meus pensamentos, apesar do meu esforço para não ceder àquela atração proibida. A brisa marítima era fresca, e o som das ondas quebrando parecia acalmar a tempestade dentro de mim. Dario estava animado, sorridente, seu jeito carinhoso e leve parecia um porto seguro. Enquanto caminhávamos pela areia, ele falava sobre coisas simples, como a faculdade, os planos para o futuro, suas inseguranças e medos. Eu tentava sorrir, mas uma sombra de culpa e confusão pairava sobre mim. Porque, no fundo, a única coisa que eu realme

