Fogo Cruzado

1840 Words

A tempestade começou tímida, com trovões distantes e vento cortando a mata ao redor da casa. Thiago, sentado na poltrona, olhava para a porta como quem já esperava que a noite não fosse terminar bem. Helena dormia no quarto, o som da chuva começando a preencher o silêncio. Ele segurava um copo de uísque, mas não bebia. Os dedos tamborilavam sobre o vidro, inquietos. O estalo veio de repente — um galho quebrando perto demais. Thiago se levantou, os músculos tensos. Não era o vento. Aquilo tinha peso, intenção. Ele pegou a arma sobre a mesa. Outro som. Passos na varanda. — Maldito… — murmurou, indo até a porta sem acender as luzes. Mas antes que pudesse abrir, o vidro da janela estourou com um impacto seco. Ele se abaixou instintivamente, cobrindo o rosto. A tempestade lá fora pareci

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