O dia seguinte trouxe uma calma aparente que contrastava violentamente com a tempestade de ontem. Sofia,ainda sentia o efeito da provocação de Lucas Almeida, o corpo reagindo de forma involuntária a cada lembrança do elevador e do toque quase imperceptível que ele deixara. A raiva ainda queimava, misturada ao desejo que se recusava a desaparecer. Cada vez que fechava os olhos, lembrava a respiração rouca dele próxima à sua pele, a tensão que os separava, e a promessa implícita de mais provocações. Sofia passou o café da manhã tentando organizar a mente, mas a memória do toque, do calor e do olhar intenso de Lucas se infiltrava em cada pensamento. Rafaela percebeu imediatamente o efeito que o encontro tinha deixado. — Aconteceu de novo, não é? — disse com um sorriso cúmplice. — Você está…

