Sofia acordou antes do amanhecer, o corpo ainda em alerta, como se a presença de Lucas ainda pairasse no quarto. As lembranças do dia anterior a deixavam inquieta. O olhar dele, o toque que quase aconteceu, as palavras que ecoavam em sua mente como uma melodia perigosa. Tentava respirar fundo e retomar o controle, mas algo dentro dela parecia ter sido despertado de forma irreversível. Levantou-se, tomou um banho demorado e, diante do espelho, viu o reflexo de uma mulher diferente — mais viva, mais confusa, mais dominada por sensações que não sabia nomear. O perfume dele ainda parecia estar na pele dela, como uma marca invisível. Quando chegou à empresa, encontrou Rafael já a esperando com uma pilha de pastas. — Dormiu m*l? — perguntou ele, com aquele ar protetor. — Está pálida. — Estou

