Party II

2898 Words
Após a troca de telefones, resolvi voltar para sala e dessa vez encontrei o Jessie sozinho conversando com uns amigos. Me aproximei deles. -olha só quem resolveu aparecer. -ele disse abrindo os braços pra me abraçar. A gente fica, mas a minha relação com ele é mais que isso, somos amigos e não apenas duas pessoas que transam, mas é claro que não envolvemos sentimento no que fazemos. -eu sei que estava morrendo de saudades. -disse o abraçando e me sentando do seu lado. -é, talvez eu tenha sentido um pouco. -ele disse fazendo charme e eu ri. -chegou há quanto tempo? -ele perguntou. -não sei, acho que algumas horas. -respondi sem ter noção do tempo. -e por que resolveu aparecer só agora menina veneno? -ele perguntou me chamando pelo apelido que inventou. Isso porque ele diz que aquela música "menina veneno o mundo é pequeno demais para nós dois..." foi escrita especialmente pra mim. A mãe do Jessie é latina, isso explica seu gosto por músicas brasileiras e devo dizer que de tanto ouvir também peguei um certo gosto, apesar de não entender muito bem a letra. -eu tinha te visto antes, mas você estava com uma garota. Não quis atrapalhar. -disse com sinceridade. Ele sabe que não sinto ciúmes, então preocupações desse tipo nós não temos. -você sabe que é muito mais importante que qualquer outra garota aqui. Podia ter aparecido e dito algo como "se manda" para ela. -ele disse rindo, eu acompanhei a risada. -claro que não, pra que ser empata f**a se eu posso fazer a minha própria f**a? -respondi ainda rindo, mas ele apenas deu mais uma risadinha e fechou a cara pegando mais um copo de cerveja que estava em cima da mesa. Eu fiquei observando o movimento e esperando uma musica realmente boa tocar para ir dançar junto com as outras pessoas. -então, o que fez esse tempo todo? -ele perguntou mudando de assunto. -joguei strip ping pong de cerveja. -entendi. -ele respondeu ainda com a cara de poucos amigos. -Jessie, se não te conhecesse bem diria que está se controlando para não fazer uma cena de ciúmes. -disse meio desconfiada e provavelmente teria sido melhor não dizer, mas como não controlo minha língua. -não é cena de ciúmes! É só que eu não gosto da ideia de ter a minha garota tirando a roupa por aí na frente de qualquer um ou falando em f***r com outros... eu só... não gosto. -ele disse abaixando o tom e olhando fixamente para frente com o maxilar travado. O jessie é bonito, ele tem os cabelos pretos, olhos azuis e o rosto bem desenhado. Ele costuma usar jaquetas de couro, é a sua marca registrada. Ele é bonito demais para ter ataques de ciúmes. Isso é ridículo. -certo. -respondi com cautela e respirando fundo para saber o que dizer ou como guiar essa situação. Isso sempre foi tudo do qual eu fugi, alguém achando que sou "sua garota", tendo ciúmes e essas coisas. Geralmente é esse tipo de discussão que leva à famosa conversa do "quer namorar comigo", apesar de que o Jessie me conhece muito bem e não seria e******o o suficiente pra me fazer essa pergunta, mas saber que ele está desenvolvendo um sentimento maior que o de amizade por mim me deixa desconfortável. -eu só não entendo, por que tem que ser assim? -ele perguntou agora me olhando e me pegando de surpresa. -por que está vindo com esse papo agora? -perguntei calmamente tentando ao máximo evitar uma possível DR. -porque eu não aguento mais guardar as coisas para mim e seguir as suas regras para tentar te manter por perto, não aguento mais tentar pegar outras garotas para parar de pensar em você o tempo inteiro e evitar te chamar para sair todos os dias, sendo que você só se preocupa em dar as caras em alguns finais de semana. Ás vezes eu fico um mês inteiro sem te ver e eu sinto tanto a sua falta, mas não posso te falar nada e isso está me matando por dentro. Já fazem 2 meses, 2 meses Rose... e você nem sequer aceita dormir comigo depois do sexo. -ele simplesmente colocou tudo para fora, o que me deixou sem reação. -você bebeu demais, Jessie. Eu vou buscar uma água para você. -é tudo que eu consigo dizer e me preparo para levantar, mas ele me agarra pela cintura e se aproxima mais de mim escondendo o rosto na curvatura do meu pescoço e dando um leve beijo em seguida em uma espécie de abraço. -por favor... não coloca a culpa na bebida para fugir do assunto, sabe muito bem que pra eu sequer ficar tontinho tenho que beber o dobro do que bebi até agora, eu só precisava falar. -ele diz sussurrando no meu ouvido e mordendo minha orelha em seguida. Me soltei dos seus braços. -Jessie, eu sempre fui clara com você sobre tudo, nunca te iludi e não vai ser agora que vou começar. Não posso te dar o que você está querendo e sinto muito por isso, acho melhor nós continuarmos só com a nossa amizade antes que isso acabe se estragando também. -eu disse. -não, nossa amizade nunca seria estragada. Não faz isso, por favor. Só finge que eu não te disse nada e vamos lá pra cima t*****r. -ele disse chegando perto e roçando seus lábios nos meus, mas eu me afastei. -não posso fazer isso, Jessie. Não posso te prender numa situação que eu sei que você não vai suportar por mais muito tempo e prefiro parar por aqui para preservar seus sentimentos. Eu gosto muito da sua amizade e a partir de hoje é só isso que nós somos, amigos. -disse me levantando. -eu tenho que ir. -terminei e lhe dei um beijo na bochecha. Me afastei ainda vendo seu olhar perdido me encarando. Como eu não percebi que ele estava gostando de mim de verdade?! Pelo olhar dele até julgo dizer que estava se apaixonando! Minha nossa! Isso não podia ter acontecido, mas já que aconteceu eu tive que parar antes que ele se machucasse ainda mais, infelizmente não sou capaz de corresponder aos sentimentos dele. O resto da festa eu procurei ficar afastada do Jessie e que de preferência ele não me visse, mas não foi preciso muito esforço até porque eu acho que ele foi embora. Depois daquela conversa eu fui tomar um banho de mar e depois que voltei para a festa, dancei muito com várias pessoas diferentes. Eu adoro dançar sozinha porque sempre acabo conhecendo pessoas muitos legais, pessoas que chamo de "amigos temporários" porque na hora do calor do momento são como se fossem meus amigos de infância e me fazem rir e me divertir como nunca, mas depois é como se nunca nem tivéssemos nos falado, é simples e rápido. Eu gosto dessa praticidade. Dancei com a Georgina também, vi Devon e Jolie se pegando e até subindo para um dos quartos com uma outra garota junto. Também vi Jake bebendo e se pegando com algumas garotas, nada fora do normal. A noite estava muito boa até eu bater o olho em uma cena que queria dizer que estava muito bêbada e por isso estava vendo errado, mas não... era o Jessie com cara de chapado vendendo drogas pra um garoto em um canto escuro e isolado da festa, não pensei duas vezes e fui até lá me esquecendo até do nosso recente "término". -mas que merda está acontecendo aqui, Jessie? -perguntei assim que me aproximei em um tom de sussurro pois não queria chamar atenção para a merda que ele estava fazendo, mas minha vontade mesmo era de gritar. O garoto que comprou, o que parecia ser LSD, arregalou os olhos e saiu rapidamente sem dizer nada. -olha só quem é, a menina veneno, também conhecida como destruidora de corações. -ele disse com a voz arrastada e dando uma risada sem humor no final. Que p***a é essa?! -não acredito, Jessie! Você está chapado? -perguntei totalmente indignada pegando o rosto dele e o analisando. -sai, não preciso da sua ajuda. Não finja se importar. -ele disse soltando minha mão do rosto dele. -você é inacreditável, óbvio que eu me importo, seu i****a! Você me disse que tinha parado com isso. -é, eu digo muitas coisas, pelo menos nisso você prestou atenção. -ele disse ainda se lamentando, ótimo... um drogado sentimental, tudo que eu queria agora. -pode deixar que eu cuido dele Rose, amanhã vocês conversam. Ele não está em condições de levar uma bronca agora e provavelmente vai ser perda de tempo. -falou Shay, um amigo do Jessie, se aproximando e o pegando pelo braço sustentando seu peso. -ei Shay, amigão... conhece a Rose? Eu sou apaixonado por ela, sabia? Ela é a mulher da minha vida, mas não me quer, a vida é engraçada, não é?! -Jessie continuou falando. Droga! Como gente chapada fala, só queria que ele calasse a boca porque eu estava quase o socando e não me importava se ele iria se lembrar disso amanhã ou não. -cara, você está muito chapado, vamos nessa. -Shay disse o arrastando ainda protestando e se declarando pra mim. -EI ROSE! EU TE AMO! -ele gritou antes de ser arrastado por Shay lá pra cima. Eu arregalei os olhos não acreditando no que tinha ouvido, mas devia ser efeito das drogas. Tinha que ser. Depois disso não tive mais disposição para ficar na festa, procurei o Jake para irmos embora e o encontrei enchendo um copo de cerveja na cozinha, ainda bem que estava sozinho se não seria mais difícil o convencer a ir embora agora. -ei, Jake! -o chamei e ele logo se virou franzindo o cenho ao me ver. -Rose? Está tudo bem? -ele perguntou me avaliando. -mais ou menos, a gente pode ir embora agora ou... -eu ia continuar, mas ele me interrompeu. -claro, vamos. -ele disse colocando o copo em cima da bancada e indo em direção a saída. Eu só o segui. Entramos no carro sem dizer nada e nem as músicas eletrônicas foram capazes de me animar, nem sabia para onde Jake estava indo. Só percebi quando ele parou o carro na garagem da sua casa. Eu desci sem questionar, entramos em silêncio e fomos direto para o seu quarto, ele entrou e trancou a porta. -pode ir para o banheiro tomar um banho, vou pegar uma camisa pra você. -ele disse indo em direção ao seu guarda roupa e eu fui direto para o banheiro, tomei um banho rápido e sai de lá com a toalha em volta do corpo. Percebi o Jake deitado na cama só de cueca e tenho que dizer, que corpo. Ele me encarava de boca aberta sem reação. -a camisa. Onde ela... -eu ia dizendo, mas ele me interrompeu apenas apontando pra cima da cadeira onde ela estava. Eu a peguei e voltei para o banheiro pra coloca-lá. Era uma camisa grande preta de mangas, ia até metade da minha coxa e era confortável. Quando voltei para o quarto ele já estava de baixo da coberta vendo TV, me aproximei sem saber o que fazer. -vem, deita aqui. Eu não mordo. -ele disse rindo me fazendo dar um mini risinho indo em direção a cama. -então quer dizer que eu vou dormir aqui? -perguntei. -não, quer dizer que você já está dormindo aqui. Agora não tem mais como escapar. -ele disse dessa vez me fazendo rir. -não costuma ser difícil te fazer rir, o que houve? Desembucha. -ele disse sem rodeios. -o Jessie... -eu comecei e ele revirou os olhos ao ouvir esse nome me fazendo rir baixo. -ele meio que se envolveu demais e acabou se "declarando" pra mim essa noite, eu obviamente cortei o m*l pela raiz e decidi permanecermos só com a amizade. O problema foi que um tempo depois dessa mini discussão eu o vi vendendo drogas de novo e dessa vez pareciam ser mais pesadas, como LSD e essas coisas. -eu disse tudo de uma vez. Foi um bom resumo. -bom, e qual dos dois é o real motivo dessa sua cara de enterro? Os sentimentos dele por você ou a merda que ele fez? -ele perguntou. -claro que o lance com as drogas! Ele tinha me prometido e o pior é que ele estava completamente chapado. -eu disse suspirando e ouvi Jake suspirar também. -não tenho um conselho bom pra isso, na verdade não sei o que dizer, eu sei que vocês são amigos e você se preocupa com ele, mas eu acho que ele já está bem grandinho. O cara vai ter que aprender com os próprios erros já que prefere fingir ser um adolescente inconsequente ainda. -Jake disse de maneira serena. -isso me pareceu um conselho. -disse sorrindo o fazendo rir. -é, me pareceu também. -ele disse dando de ombros e rindo. Continuamos vendo TV em silêncio e logo ouvi sua respiração pesada olhei pra cima esperando o encontrar dormindo, mas ele ainda estava acordado e vendo TV. Ele desviou seu olhar para me encarar de volta e eu não sei quando nos aproximamos tanto porque só agora percebi o quão perto nossos rostos estavam, nossas bocas estavam a menos de 1 dedo de distância uma da outra. Eu sentia sua respiração pesada nos meus lábios e o cheiro do seu perfume que eu sempre gostei e até usei escondido algumas vezes. Continuamos sem desviar o olhar um do outro. O vi umedecer os lábios, o que fez com que eu automaticamente encarasse aqueles lábios que naquele momento pareciam tão convidativos e quando voltei a olhar para os olhos dele percebi que ele também encarava meus lábios e automaticamente os umedeci. Só deu tempo de fazer isso antes dele juntar seus lábios nos meus e colocar a mão no meu rosto aprofundando mais o beijo e pedindo espaço para a língua. Eu cedi, era o que eu queria naquele momento, sentir seu gosto e eu não passo vontade. Logo sua outra mão foi pra minha cintura me puxando pro seu colo, para em seguida sua outra mão invadir a única camisa que eu estava usando para me tapar. Suas mãos apertaram minha b***a me puxando mais para si e pude sentir seu m****o rígido se chocando com minha i********e que fez com que nos dois soltássemos um gemido. Ele passou seus beijos para o meu pescoço e eu não me aguentei e comecei a rebolar em cima do seu p*u que estava separado da minha i********e só pela minha calcinha e sua cueca. Ele soltou um gemido rouco e o senti apertando minha cintura e me pressionando mais contra seu p*u fazendo eu me esfregar com mais força, eu soltei um gemido no seu ouvido e em seguida mordi sua orelha, arranhei seu abdômen sarado e gostoso. Ele nos girou na cama ficando por cima dessa vez e deslizando sua mão do meu rosto até a parte interna da minha coxa enquanto ainda beijava meu pescoço e o mordia de vez em quando o chupando e levando sua mão lentamente até minha i********e. Quando ele a tocou por cima do fino tecido da calcinha eu arfei e ele gemeu rouco quando a sentiu completamente molhada. Ele a esfregou um pouco e a chegou pro lado agora estimulando meu c******s sem empecilhos da calcinha atrapalhando e me penetrou com dois dedos me fazendo gemer alto. -porra... -ele gemeu ao me escutando e apertou seu p*u com a mão livre por cima da sua boxer. Percebi que ele precisava urgentemente de alívio então levei a minha mão até lá e o acaricie por cima da cueca. Jake gemeu alto se esfregando contra minha mão enquanto me masturbava e eu logo levei minha mão até a barra da sua cueca libertando seu m****o que já estava pulsando. O agarrei e comecei com os movimentos de vai e vem nele que o fez gemer alto mais uma vez e jogar a cabeça pra trás. -caralho... isso... -ele gemeu e aumentou a velocidade me fazendo praticamente gritar de tanto prazer. -ah Jake... continua... -eu gemi e aumentei a velocidade também o vendo morder os lábios e se segurar ao máximo pra não gozar antes de mim. Eu não estava muito diferente, já que m*l conseguia manter meus olhos abertos quando explodi na sua mão, para logo em seguida o sentir chegando ao clímax também. Nós dois levamos nossas mãos até a boca chupando todo o líquido que tinha por ali enquanto nos encarávamos. -não faz isso que você vai me deixar duro de novo. -ele falou me vendo chupar todos os dedos engolindo seu g**o e em seguida se deitou do meu lado já vestido com sua cueca e eu com a minha calcinha também. Nós dois estávamos ofegantes e tentando entender o que tinha acabado de acontecer, apesar de eu saber muito bem o que houve e não me arrepender nem um pouco, eu tive vontade e fiz. Antes me arrepender por ter feito do que por não ter feito e sinceramente, ainda bem que fiz. Eu nem tinha o p*u dele dentro de mim e ele conseguiu me fazer gozar daquele jeito imagina como ele deve ser no sexo. Ele me puxou para ele nos fazendo ficar de conchinha e eu não tive energia para contestar, pois no segundo seguinte estava caindo no sono nos seus braços.
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