Party I

2071 Words
Depois de um tempo e mais algumas músicas eletrônicas, para me acalmar do excesso de adrenalina, chegamos na minha casa que como sempre estava vazia. -retiro hippie? -Jake perguntou entrando em casa comigo e se jogando no sofá. -yep! -respondi indo na geladeira e pegando duas latas de refrigerante. Joguei uma em Jake e me sentei no sofá ao seu lado abrindo a minha. -você não se sente sozinha aqui? Já disse que se quiser ficar lá em casa não tem problema nenhum. -ele disse enquanto bebia o refrigerante. -pra quê? Pra você descobrir minhas manias estranhas como colecionar unhas em um pote de maionese? -ironizei. -Além do mais, já aturo sua cara feia por tempo demais. -completei segurando o riso. -ok, essa é a maior mentira que você já disse. -ele disse se fingindo de ofendido. -sobre o pote de maionese? Tem razão, eu não coleciono unhas. -respondi e o vi semicerrar os olhos me encarando. -vou ignorar isso porque sei que me acha lindo. -ele rebateu. -mas sério, não deveria ficar aqui sozinha. -disse voltando ao assunto original. -agradeço a preocupação do fundo do meu coração. -disse irônica. -mas alguém tem que cuidar da Dorothy. -não entendo o porquê desse nome e o mais importante o porquê caralhos você tem uma cobra?! -ele perguntou com os olhos arregalados. -cobras são ótimos animais, quietas e discretas. Tem cara de inofensivas, mas podem ser letais. Além do mais, só atacam quando se sentem ameaçadas. -respondi indo na direção do "aquário" de vidro que eu uso pra manter ela. Era grande e espaçoso suficiente para ela, a mesma não parecia se importar. Era um antigo aquário de água salgada do meu avô. -tem razão, se parece com você. -ele respondeu me alfinetando. -uma pena que eu não seja letal. -respondi fazendo carinho nela através do vidro. -azar o seu, sorte a minha. -ele deu de ombros. -escuta, vai ter uma festa na casa de um dos amigos riquinhos problemáticos do Jessie hoje a noite, o que me diz? -perguntei animada me virando para ele novamente. Eu adoro essas festas. Aliás, adoro todo tipo de festa. Elas podem ser demais quando sabe se controlar. -amigo do Jessie? Não sei. -ele disse fazendo uma careta. Jake não vai com a cara do Jessie, ele diz que "esse garoto é uma bomba prestes a explodir". Jessie é um cara que eu fico de vez em quando, mas nada sério. Ele está fazendo faculdade de química. Quando o conheci ele usava seus conhecimentos da faculdade para fabricar drogas, como o famoso loló, e vender nas festas, mas eu meio que o convenci que isso era errado e que poderia dar muita merda, então ele parou. Até onde eu sei. Por falar nisso, eu o conheci no início desse ano em uma festa neon quando eu ainda estava ficando com o Chris, que era um cara que fazia faculdade de jornalismo. Enfim, ele estava dormindo, eu estava entediada então resolvi desenhar um p*u na cara dele com aquelas canetas que só brilham na luz n***a. Todos riram e ele demorou 2 horas para perceber o que tinha acontecido. Foi aí o início de uma bela amizade e algumas noites de sexo selvagem. -isso é ridículo, não pode deixar de ir só por causa dele. É uma casa grande, provavelmente nem vai ver ele a noite toda. -eu disse e ele pareceu pensar. -e também vão ter gostosas universitárias. -disse sabendo que assim o convenceria. -tudo bem. - ele se levantou animado. Como eu disse. -te vejo mais tarde. -ele disse se despedindo indo em direção a saída. -me pega ás 21 horas. -gritei antes dele fechar a porta e ir embora. (...) Eram 20:50 e eu já tava com meu biquini branco. Se tem algo que é bem comum por aqui é ir a festas com biquíni por baixo. Afinal, estamos em miami e na maioria das casas tem piscina, principalmente quando são em frente a praia. Por cima estava com uma regata soltinha laranja, short jeans claro e sandálias bege. Meu cabelo estava preso em um coque frouxo que eu julguei ter ficado bem bonito e pra não contrariar o biquíni no meu corpo o rosto estava limpo de maquiagem. Não seria nada legal seu rosto começar a desmontar depois de um banho de mar, sem contar que eu não sou muito de usar maquiagem, se usei 3 vezes na vida foi muito. Então, já era de se esperar. Jake chegou as 21:11. Eu fui em direção ao seu carro, entrando e colocando o endereço no GPS. Devon e Georgia, que eu esperava já estar com o cabelo na sua cor normal, iriam nos encontrar lá. A casa era enorme, estava toda iluminada e cheia de gente como esperado. Nós estacionamos e nos aventuramos a entrar naquela muvuca. Logo na entrada encontramos Georgia e Devon, que pelo que pude perceber trouxe a Jolie, mas não foi isso que me chamou atenção e sim o rosado no cabelo da Georgia. Ele não estava na mesma tonalidade de rosa de hoje mais cedo, era um mais fraco e que surpreendentemente ficou lindo nela. -não acredito! Achei alguém que conseguiu tirar algo de bom de uma pegadinha da Rose. -Jake disse ao se aproximar e perceber o cabelo da Georgia. -obrigada, sei que estou irresistível. -ela disse jogando os cabelos para o lado. -não foi o que você disse quando te tirei daquelas três detenções seguidas. -disse olhando para o Jake com as sobrancelhas arqueadas e ignorando o comentário da Georgia. -e eu não acredito que aquela sua ideia maluca deu certo. Rose, dessa vez tenho que admitir que você foi genial! -Devon disse me abraçando e comemorando pelo plano que pus em prática mais cedo. -todas as minhas ideias malucas dão certo, não sei por que ainda duvidam da minha capacidade. -o respondi. -espera, você participou daquilo? -Jake perguntou ao Devon incrédulo. -ele só baixou um aplicativo. -respondi com desânimo. -ok, só baixei um aplicativo... e quem foi que configurou ele todo? Eu fui a parte essencial do plano. -Devon disse com o nariz empinado. -além de gostosa é inteligente, você deveria sair daqui antes que eu me apaixone ainda mais por você, Rose. -Jolie disse me mandando uma piscada, pisquei para ela de volta vendo Jake rir baixo. -já que você já começou os seus flertes, vou começar os meus também. Até mais galera. -Jake disse se despedindo e indo para sua caçada. -já sabe como funciona, se precisar de qualquer coisa, se vira. -disse antes dele sumir na multidão, mas não sem antes me mandar um joinha como resposta. -então, então a gente se vê por aí. Tentem ficar vivos. -disse. -vai ser difícil. -Georgia disse já se afastando. Eu fui pela direção contrária. -e o meu beijo? -pude ouvir Jolie falar antes que eu pudesse entrar na cozinha. -já te disse que ela não é lésbica, amor. -também ouvi Devon a respondendo. Eu sinceramente não entendo como esse relacionamento deles dá certo e como ele não tem ciúmes, mas confesso que acho muito moderno e incrível, é a meta de relacionamento perfeita. E pra falar a verdade, eu nunca vi um casal tão apaixonado e que durasse tanto quanto esses dois. Eles estão juntos a 3 anos e isso em nível de escola é muito tempo. Todos os namoros de ensino médio que eu já vi duraram no máximo 6 meses, com sorte. Assim que entrei na cozinha ignorei os casais que se pegavam lá, enchi um copo de cerveja indo em direção a sala procurar o Jessie. O encontrei no sofá ficando uma garota loira que estava sentada no seu colo. Eu não iria atrapalhar, então resolvi dar uma volta e fui em direção a piscina. Estava rolando uma partida de strip ping pong de cerveja, digamos que é uma nova evolução do tradicional ping pong de cerveja. Não tem nada de muito especial, é a mesma coisa de sempre, só que toda vez que beber um copo de cerveja tem que tirar uma peça de roupa. Sem querer me gabar, mas sou ótima nisso. Acabou uma rodada e eu entrei na próxima. Estava eu e um outro garoto. Ele era loiro, bronzeado, de olhos azuis e malhado. Se fosse para chutar, eu diria surfista. Do outro lado da mesa estava um outro cara e uma garota, pareciam ser namorados ou no mínimo tinham alguma coisa. -sou Thomas. -o surfista, minha dupla, disse esticando a mão se apresentando com um sorriso, devo dizer, um belo sorriso, como tudo nele. -Rose. -disse apertando a mão dele, sorrindo de volta. O jogo começou e eu usei meu truque de sempre. Eu finjo ser r**m para dar confiança ao adversário, e então depois o ataco com tudo os pegando desprevenidos. Estávamos perdendo e eu estava sem a sandália e sem a blusa, ou seja, apenas de short e a parte de cima do biquíni. Thomas estava só de cueca, então achei que agora seria uma boa hora pra mostrar do que sou capaz. Ganhamos de lavada e acabou com o garoto só de cueca e a garota só com a parte de baixo do biquini, mas nenhum dos dois pareceu se importar. Eu e Thomas comemoramos nos abraçando enquanto ele me girava e ríamos. -não acredito que usou o velho truque de fingir de r**m e deu certo! -ele disse eufórico e abismado ao mesmo tempo. -aprenda comigo: não é o que se faz, mas sim como se faz. -respondi rindo e pegando mais um copo de cerveja da mesa. -essa frase acabou de virar o mantra da minha vida. -ele disse me fazendo gargalhar ainda mais. -você não pode roubar o meu mantra. -disse me fingindo de indignada. -então eu posso roubar um beijo? -ele disse como um sussurro chegando mais perto e me puxando pela cintura. -não se eu roubar primeiro. -disse e colei meus lábios no dele começando um beijo calmo que logo se transformou em um cheio de desejo. Ele me puxou pela cintura com uma mão colando ainda mais nossos corpos enquanto a outra estava segurando meu rosto, meus braços estavam em volta do seu pescoço puxando de leve os fios do seu cabelo que estavam ali o fazendo arfar entre os beijos. Logo desci minha mão em direção ao seu abdômen definido o arranhando de leve ali. Ele deixou escapar um gemido rouco e desceu a mão que estava na minha cintura para a minha b***a, onde ele deu um aperto forte intensificando ainda mais o beijo e colou ainda mais nossos corpos chocando nossas intimidades. Pude sentir sua ereção, já que só estava com o fino tecido da sua boxer no corpo, o que fez com que nós dois soltássemos um leve gemido e eu quebrasse o beijo me afastando dele. -eu tenho que ir. -me afastei pronta para ir embora e nunca mais ver a cara dele na minha vida como sempre fazia. Não é como se eu fosse t*****r com um desconhecido que acabei de conhecer, mesmo ele sendo incrivelmente gato, nada contra quem faz isso, mas eu não me sinto bem fazendo. Fui impedida de seguir meu rumo pela sua mão segurando meu pulso. -não vai nem me dar o seu número? -ele perguntou com aquele sorriso lindo no rosto. -não era algo que estava nos meus planos. -respondi sorrindo de volta e soando sincera, mas ao invés de se ofender, ele riu. -então quer dizer que agora está? -ele perguntou. -para falar a verdade, não. -respondi ainda sorrindo lhe lançando uma piscada e me virando pra seguir meu rumo, mas fui impedida novamente por ele, que agora já estava vestido. -admiro sua sinceridade e entendo o fato de não querer começar algo que possa se tornar um relacionamento, mas para ser bem sincero eu também não quero um, então achei que pudéssemos ser amigos, em nome do beijo delicioso que acabamos de dar. -ele disse me fazendo parar de andar e olhar para trás novamente. Ri assim como ele que também estava rindo enquanto me olhava. -é, acho que não há m*l em sermos amigos, em nome do beijo delicioso que acabamos de dar. -respondi ainda rindo e passei meu número para ele. -eu tenho mesmo que ir, mas a gente se vê por aí. -eu disse sorrindo e lhe dei um beijo na bochecha. -até mais, Afrodite. -ele disse, eu acenei e ri pelo apelido.
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