Eu fico observando ela se distanciar, e quando radio toca, me tira do transe que estou.
— Ai, Imperador, os canas estão aqui, eles querem falar com você. O capitão está aqui e disse que é importante.
— Manda eles para o meu escritório, eu já estou descendo.
— Certo, chefe.
Eu assovio para o Jp, que para com a palhaçada da briga no meu sinal. — Bora Jp. Eu subo na moto e corro em casa para tomar um banho. Tomo um banho e desço correndo. Se o Capitão veio pessoalmente é por que é me*rda das grandes.
Subo na moto e vou para o escritório, seguido pelo JP.
— Fala, meu capitão! Eu digo assim que entro pela porta.
— Imperador. Ele me cumprimenta.
— O que aconteceu? Se você veio pessoalmente, é por que é sério!
— A invasão foi confirmada. Ele diz sem prolongar o assunto.
— Para quando? Eu pergunto sentando na minha cadeira.
— Você tem 15 dias. O plano tatico já está sendo criado. Vai ser grande. É coisa para passar em rede nacional.
— Que p*orra é essa Imperador? Vão tomar o nosso morro?
— Cala a boca JP. Eu digo para o Jp, e inclino para frente apoiando as mãos na mesa, pensativo.
— Olha Imperador, eu não arriscaria enfrentar. A coisa tem uma dimensão enorme, como eu já tinha conversado com você antes.
— Eu sei. Eu já estava esperando por isso. Eu agradeço. Eu digo abrindo a minha gaveta e pegando um envelope dentro dela.
— Um presente! Eu digo entregando para o capitão. Eu entrego o envelope que ele abre na minha frente e conta as notas. — Está bom? Eu pergunto, quando ele termina e coloca o dinheiro novamente no envelope.
— Está ótimo! Você como sempre é muito generoso. Por isso tem sempre a informação em primeira mão.
— Eu agradeço pela informação e por nossa parceria de sucesso.
— É uma pena dessa vez eu não ter como fazer nada. Eu já disse para você que as ordens estão vindo de Brasília. Quando chega a época das eleições todo mundo quer mostrar serviço.
— Que isso capitão! Eu sei como isso funciona. A sua informação já está ajudando bastante. Como sempre somos fechamento. Acompanha eles até a porta, Jp. O capitão acena e eu faço o mesmo gesto. Fico observando eles saírem e quando Jp volta fechando a porta, ele vem direto na minha direção.
— Que por*ra é essa Enzo? Vão tomar o nosso morro? Você tem um plano pra impedir isso? É claro que você tem. Você sempre tem e... — Dessa vez não JP! Eu digo interrompendo ele. — Eu sabia que isso ia acontecer. Então já estou me preparando há algum tempo. Eu só não esperava que fosse agora.
— Pelo menos você tem 15 dias para organizar tudo com calma.
Eu encosto na cadeira e olho para o Jp. — Que 15 dias? Você acha mesmo que ele viria aqui hoje se isso fosse acontecer só daqui 15 dias? Esse bagulho vai ser no máximo no final de semana. Ele acredita que eu vou cair e veio pegar o último agrado. Esses trastes não jogam para perder.
— Cara tu é fo*da mesmo! É por isso que tu é o imperador. Mas é ai? O que você vai fazer agora?
— Os soldados não podem saber de nada! Porque a polícia tem que achar que eu não sai, que eu ainda estou aqui esperando a invasão para daqui 15 dias.
— O capitão vir até aqui, claramente entregou tudo. Ele veio para eu acreditar que essa invasão ainda tem tempo, com isso ele pega uns dos traficantes mais procurados do Brasil, já que ele é um dos poucos que conhece a minha cara e ganha aquela promoção.
— Caraca, é mesmo. Jp diz, com a mão na boca sentando na cadeira do outro lado da mesa. — E pra onde tu vai?
— Você vai saber quando chegar a hora. Eu confio em você. Só não quero te contar o que eu tenho para te contar agora.
— E eu? Eu nunca sai do morro Enzo! Na verdade, eu saí uma vez. Eu tinha esquecido disso. Aquela vez que a gente foi pra Saquarema com aquelas duas mina. Você lembra? Eu fiquei com a gorda. Eu nunca vou esquecer disso seu safado. Maior situação!
Ela ficava: chupa o meu peitinho. Que peitinhos? A mulher tinha maior peitão!
Eu não aguento e mesmo diante de toda essa situação, eu acabo rindo. — Tu é comédia!
— Não isso não foi o pior. O pior fui eu lá quase morrendo, enrabando a danada. E ela: me bate! Eu dando o melhor de mim!
Aí ela: Bate mais forte! Peguei o chinelo do pé e comecei a dar chinelada na bu*nda dela. Ela não satisfeita. Isso, Isso, mais forte!
Eu quase morri. Fiquei duas semanas com o prestigio parecendo mais um bolinho Ana Maria. Todo inchado!
— JP, juro por Deus! Que se a Nasa te achar, ela vai querer te internar para estudar. Porque você não é desse mundo, não é possível.
— É sério. Ele continua e eu levando indo em direção da porta. — Anda, vamos lá pra casa. Temos que agilizar as coisas. Quero sair em 2 horas.
— Já?
— Se eu estiver certo é capaz de hoje mesmo acontecer essa invasão. Eu digo olhando para ele e sussurrando.
— Vou em casa então pegar as minhas coisas.
— Vai lá.
— Enzo. Ele me chama antes de subir na moto. — Oi. Eu respondo colocando o capacete.
— Valeu irmão! Você podia me abandonar aqui e eu cair.
— Somos irmãos. Eu nunca ia te deixar aqui. Agora vai logo. Eu digo e ele liga a moto saindo cantando pneu.
Antes de eu sair eu faço uma ligação. Com apenas dois toques a pessoa atende do outro lado da linha.
— É hoje! Prepara tudo. Me espera naquele lugar que já tinhamos combinado para troca de carro. Pode ter x-9 que vai dar a bola, então, seja discreto. Sim, em 3 horas no local combinado.
Eu desligo, ligo a moto e vou para casa.