Episódio 6

1127 Words
Melissa: — Nossa você demorou em Ricardo! Eu falo batendo o pé. — Desculpe, eu fiquei preso no trânsito. — E o meu pai? — Não sei dele, mais a Lalá deve saber. Ele fala colocando a mala no carro. — Deve nem ter lembrado que eu saio hoje. Eu falo me sentando no carro. — Lógico que se lembrou! O motorista, que trabalha com o meu pai desde quando eu ainda era pequena, tenta defender quem não merece. — Sei! Eu não tenho mais 10 anos! Não acredito mais em conto de fadas, ele só lembra de mim, quando quer infernizar a minha vida. E isso ele sabe fazer muito bem, é o mestre. — Papai? Eu entro em casa chamando. — Oi. Ele aparece do corredor que dá para o andar de cima. — Suba imediatamente, eu quero falar com você! — Posso pelo menos trocar de roupa, antes da tortura começar! Ou agora, eu também vou viver suja e sem comida? Eu falo já com os olhos vermelhos de raiva. — Não abuse do meu bom humor, Melissa, vá trocar de roupa vamos sair. Ele fala virando as costas e sumindo no corredor. Eu bufo e subo correndo, o infer*no agora não espera nem que eu chegue em casa para começar, ele já planeja antes até de eu estar aqui! Eu entro no quarto e me jogo na cama. Respiro fundo e me levanto para tomar um banho e trocar de roupa. Desço para almoçar com o par de patins, pendurado no pescoço. — Onde você pensa que vai? O meu pai fala com o olhar furioso. — Andar de patins! Porque eu saiba, não é moda, andar com o patins no pescoço. — Isso eu vi ! Mas você não ouviu? Eu disse que vamos sair! — Eu ouvi! Mas desde quando eu obedeço mesmo? Eu falo sem tirar os olhos dos dele. — Não tenho que seguir as ordens de que me ignora. De quem maltrata a minha mãe. E o pior é que ela ainda idolatra você. Eu tenho raiva dela por isso. E não se faça de pai protetor. Eu posso me jogar de uma ponte que o Senhor vai ser o último procurar! Ah! Não ser que seja para fazer espetáculo para seus amigos, então não venha me dizer o que eu devo fazer, vamos sair depois que eu andar de patins. Eu dou as costas para ele, mais ele me segura pelo braço. — Não brinque comigo Melissa, você não vai gostar de como acaba a brincadeira. Eu disse que vamos sair e vamos fazer isso agora! Eu olho para ele que segurando o meu braço com força. Ele sai me puxando para fora da casa. E me joga no carro. Enzo Volto para casa, já é quase umas 4:00 da tarde, quando eu tô subindo morro já ouço alguns buchichos. E já sei que a Bia chegou. É por isso que faço questão de manter ela longe dos becos e vielas do complexo, ela tinha se tornado uma mulher que chama atenção eu não posso negar! Já tinha fugido de mim umas quatro vezes, enquanto eu estava cuidando do baile e aprontado horrores, ninguém tem coragem de dizer na minha cara, porque ninguém é maluco. Mais eu sei que ela tra*nsou com vários caras, prefiro me fazer de bobo! Porque sei que ali corre o sangue rui*m, da minha mãe, e fogo na bucet@ é o que não falta, por isso eu tento manter ela onde eu posso ver. Ou melhor, onde ninguém pode ver, Escuto a música alto e sei que está vindo lá de casa. Chego na porta e os soldados estão fazendo gracinha, dançando a música que toma conta do lugar. A hora que um deles me vê, cutuca os outros e a dança para na hora. Eu não falo nada, passo por eles com a cara fechada. Quando entro JP tá no safo jogando vídeo- game. — Pode me dizer que porr@ é essa que está acontecendo na minha casa? — Porr@? Aonde? Se for put@ria me espera que eu também quero participar. Ele olha para trás. — Ah! É só tu! Ele fala e volta para o videogame. — A Bia? Eu sento no sofá do lado dele e pergunto. — A menos que você seja surdo, que eu acho que você não é! Porque se a sirene tocar tenho certeza que você vai ser o primeiro a correr, ela está lá em cima. — Você as vezes é tão engraçadinho, Jp! Eu estou ouvindo! Tô perguntando se está tudo bem? JP Nessa hora! Que o Enzo faz essa pergunta o tempo para, eu só consigo imaginar a cena dele me cortando em pedacinhos, se ele descobrir que fiquei de pa*u duro para irmã dele. Que o meu chocolate foi no freezer, e ficou no ponto de comer! Eu sou um homem morto. Então, a pergunta se está tudo bem, não é boa. Porque eu sinto que não está tudo bem. Eu ja pensei em muitos motivos para morrer, mais de pi*ca! Nunca! As pessoas vão dizer, coitado do Jp, morreu de quê? Do m*al da pic*a dura! Vai ser trágico. Vai ser uma perda para as mulheres do Brasil! Fazer o que se sou um bom apreciador de mulheres. Eu volto do meu pensamento de morte e o Enzo ja sumiu. Essa porr@ é doida, depois quem viaja sou eu! Enzo Eu subo e deixo o Jp, na onda dele, ele tem dessas de às vezes ficar perdido nos próprios pensamentos. Eu nunca consigo entender o quanto esse viad0 é doido, as vezes acho que ele caiu de cabeça quando era pequeno. Quando me aproximo do quarto da bia, a música aqui é muito mais alta. É quase um baile inteiro dentro da minha casa. Eu bato na porta. — Bia! Eu grito. Mas é óbvio que com uma música nessa altura ela não vai ouvir. Eu bato novamente. — Bianca, abre essa porr@ dessa porta, eu preciso falar com você. Mais uma vez sem resposta. — Bia! Se você não abrir essa porta agora! Eu vou derrubar! Eu ameaço já aos berros e não tenho nenhuma resposta. O que já me deixa preocupado, porque ja começa a passar pela minha cabeça, um monte de besteira. Então eu não penso duas vezes, e jogo a porta no chão. Quando entro no quarto ela está de fone de ouvido, vendo alguma coisa no celular que eu acredito que é erót*ico, porque ela esta se masturbando. Tocando uma siriric@, com vontade. Quando ela abre o olho e me vê parado na frente dela, ela dá um grito e puxa o lençol. — Seu ogro! Você quebrou a minha porta! Você é um animal!
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