Eu fico sem saber o que dizer por alguns segundos.
Porr@, eu acabei de ver a minha única irmã, se tocando. Na mesma hora, só peço a Deus para não ficar de pá*u duro.
— Eu chamei, você não respondeu! Eu falo dando de ombro, quando finalmente saio do meu estado de choque.
— Não imaginou que eu pudesse estar ocupada, e que por isso eu não atendi? Ela fala esbravejando, puxando ainda mais o lençol contra o corpo dela.
— Não! Pelo menos ocupada desse jeito, não! Eu falo já começando a achar engraçado toda essa situação.
Jp entra correndo no quarto. — Que p0rra de barulhooo...Ele para de falar quando vê a Bia nua, só coberta por um lençol, bem na nossa frente.
— Perdeu alguma coisa ali, JP? Porque se perdeu, eu vou te ajudar a encontrar, lá no quartinho, garanto que você vai achar rapidinho. Eu digo, encarando ele com os braços cruzados.
— Deus me livre, se eu tivesse perdido, ia deixar outro procurar. Eu lá sou burro? Pretinho assim, Deus fez e jogou a forma fora! Se morrer vai ser feriado até na china porque até lá vai ter mulher chorando. Eu não sou doido, de correr esse risco. Você sabe que uma vez eu peguei uma mina de olinho puxado, ela ficava falano uns troços meio-estranho, e eu tentando dizer que eu queria era comer o c*u dela, ai eu falei:
— My names que tu cu! Eu não sei se ela entendeu, porque eu estava meio-enferrujado das línguas lá Inglesiaticas. Muito tempo sem prática é fod@! A mina começou a rir da minha cara. Broxei na hora. Eu lá, sou palhaço?
— Meu Deus! É muito burro! É Inglês, JP! E se ela era da China, falava chines. E não, inglês. E ela riu porque deve ter achado você um completo idi0ta! Bia fala revirando os olhos.
— Vaza, JP! Me espera la em baixo. Eu falo, querendo rir, das asneiras do JP, porque se tem uma pessoa que consegue fazer isso, é ele. Mas, se eu faço isso, eu ia perder a moral, e estar aqui tentando chamar a atenção da Bia rindo, ia perder o sentido.
— Invejosa! Isso é porque tu estuda no Colégio de bacana e não sabe falar os Inglêses que eu falo. Ele sai resmungando.
— Meu Deus! As vezes eu esqueço que o JP, não é desse mundo. Ele precisa ser estudado! Agora dá, para você sair do meu quarto! Ou vai ficar parado aí me olhando! Ela grita se enrolando ainda mais nos lençóis.
Eu percebo que estou parado, vendo a minha irmã nua. Isso é quase um pecado, daqueles que tem que cortar os pedacinhos e espalhar no morro. Saio do quarto dela e vou para o meu. Quando fecho a porta é como se um mundo tivesse aberto diante dos meus olhos, é muito mais fácil você ter que lhe dar com alemão do que com a sua irmã tocando uma s******a. Meu Deus, eu não imaginava que estava nesse nível. Bem, eu sabia. Mas, não queria enxergar, ou ver com os meus próprios olhos. — Eu tô muito fudid0. Eu falo e olho para o céu. — É! Seu velho ranziza e cabeça oca, olha o que você foi me arrumar! Eu tô muito fudid0, e o pior que a culpa é sua. Sempre fudend0 a por*ra da minha vida. Todos esses problemas deveriam ser seus.
Eu dou um leve sorriso, e vou tomar banho. Quando eu saio do de cara com a Bia sentada na minha cama. — Você tinha que ter batido, sabia? Eu poderia estar pelado e você poderia estar vendo agora o que não deveria. Você não pode entrar no meu quarto assim desse jeito. Eu falo firmando a toalha na cintura.
— Você entrou no meu! Então tenho o mesmo direito. Direitos iguais, maninho! Ela fala retrucando.
— Eu bati, Bianca! Muitas vezes, você não escutou, devia estar muito ocupada. Falo com um sorriso malicioso. — Agora fala logo o que você quer! Eu falo cruzando os braços e encostando na cômoda. — Que eu tô com pressa e não tenho tempo para perder com criança.
— Você vai colocar a minha porta no lugar? Ela fala cabisbaixa e isso acaba comigo. Ela sabe como ter nas mãos.
— Amanhã vou pedir para resolverem isso. Era só isso? Eu preciso trocar de roupa, porque tenho que sair. Eu me viro para escolher a roupa.
— Tem mais uma coisa que eu preciso falar com você. Amanhã eu tenho uma festa para ir, é de uma menina da escola, e eu quero ir para a casa da Melissa, vamos nos arrumar lá, coisas de menina! Por favor deixa eu ir. Confia em mim, eu não posso aceitar a ideia maluca do jp, de se passar pelo meu primo “gay”. Ela fala revirando os olhos.
— Quem propôs isso? O Jp? Eu falo já rindo, porque, com certeza isso é coisa do Jp.
— Foi! Ele veio com a ideia de ir comigo, mais é claro que isso é ridículo. Por favor, me deixa ir! Eu estou te implorando.
Eu suspiro fundo. — Bia, confiança é algo que você precisa aprender que é a base de qualquer relacionamento! E eu não estou só falando de relacionamento homem e mulher, estou falando da vida! Se você perde a confiança de alguém, você perde tudo! Eu suspiro fundo, mas, uma vez, porque sinto que vou me arrepender dessa decisão.
— Eu vou deixar você ir, mais se eu souber, e você sabe que eu vou saber! Porque eu sempre sei. Eu digo colocando a minha máscara de Imperador, uma que tento não usar com ela, por isso prefiro ficar longe. — Se eu souber que você fez merd@ e traiu a minha confiança, você pode ter certeza, que eu nunca mais vou confiar em você, vai virar freira e ir para um convento nas Filipinas. A confiança uma vez quebrada é impossível de reconstruir. Você ta ligada né?
— Obrigado! Obrigado! Ela fala pulando da cama e me enchendo de beijos.
— Tá, já agradeceu, agora sai do meu quarto.
Ela vai saltitando em direção à porta. Mais antes que ela saia eu chamo ela.
— Bia! Ela para e olha. — Está a fim de ir comer um lanche lá na tia?
— Claro! É uma das coisas que eu mais sinto falta naquela escola. Ela dá um sorriso e sai.
Eu dou um sorriso satisfeito de ver ela feliz, e pelo menos por alguns segundos, me odiando menos.