Episódio 8

1671 Words
Visto uma calça e uma camisa e desço. — Demorou em! Achei que ia ter que subir e te tira lá de cima. Esqueceu que hoje é dia do arr*ego? Jp fala indo até a geladeira e pegando uma cerveja. — Eu fico me perguntando se tu não tem casa! Porque você come aqui, fica aqui o dia inteiro. Era melhor você se mudar para cá de uma vez. Eu fala encostando na bancada da cozinha. — Pô, valeu pelo convite, mais vou ter que te dizer não! Eu não curto essas coisas de pa*u no c*u. E fora que depois você vai querer trocar, e eu sou fã número um de uma bucet@ raspadinha, curto as cabeludas também, aquelas, tipo riponga! É bom que até na bucet@ tem cheiro de marola. É comer uma bucet@ e fumar junto. Mas voltando ao assunto. É que dá muito trabalho, ter que ir comprar essas coisas, aqui na tua casa é mais fácil, já tá tudo na mã... Ele para de falar. — Jp? O que foi cara? Que cara é essa? Eu olho para onde ele está olhando, e vejo que é a Bia descendo as escadas, de top, e um short tão curto que da praticamente para ver o útero dela. — Achei o meu capacete! A Maria colocou lá em cima do guarda-roupa. Demorei para encontrar. Vamos? — Que mane, vamos! Onde você pensa que vai assim? Tá maluca, se acha que eu vou sair contigo assim. O primeiro que olhar, morre e o que você quer? Que eu saia matando metade do complexo? JP Eu vejo a minha morte descendo as escadas! Bem ali, me chamando e ainda falando chupa gatinho. Eu sempre soube que uma boa bucet@, ia ser a minha perdição. Mais nunca pensei que seria tão rápido. Eu achei que ia morrer igual o rambo! Se bem que o rambo não morreu. Mais se ele morresse, ia ser assim. Ele tá bem velho, né? Deve nem funcionar mais, então eu queria morrer igual o rambo, mais enquanto ele ainda comia bucet@, não o rambo de agora, o velho. Aquele antes do x- vídeos entrar na vida dele, e ele virar um cabeça branca que só patrocina mais não come ninguém. Mais eu queria morrer assim, tipo em câmera lenta. Aí a bala vem, atinge o meu peito e pah! Eu morro. Mais não! Estou eu aqui, certo de que vou morrer, quando o Enzo descobrir que o meu prestígio tá ficando duro, pela Bia. Ele vai cortar o meu pa*u, e... Se bem, que é bem capaz dele guardar para ele, um pa*u igual o meu prestígio, não acha em qualquer lugar. Tem que guardar para as futuras gerações. Aí quando a criançada chegar no museu, a gostosa vai falar: crianças, esse PA*u é uma das nossas principais relíquias. Foi do JP, o cara mais p*ausudo que já existiu. Aí as crianças: ohhhh! — Bora JP! Ou vai ficar aí sonhando? Enzo fala e quando olho para a Bia, que percebo que agora está rindo da minha cara. O Enzo também. Os dois estão rindo enquanto saem. — Isso não é sonho! É pesadelo. Eu tô vivendo algum BBB de morte. Saimos e vamos para o lanche da tia. — Biazinha! A quanto tempo! A Tia Neide fala, puxando a Bia para um abraço. — Está uma mulher, formada! Nessa hora que o meu pa*u quase se solta de mim e decide criar vida própria. Porque a minha cabeça, de cima é claro, fica gritando, com a porr@ da cabeça de baixo, que desejar bucet@ proibida só da certo nos filmes. Na vida real? Na vida real é morte. Lenta e dolorosa. É isso que vai acontecer comigo se a cabeça de baixo, continuar não me obedecendo. — O que você vai querer JP? Quando eu sou puxado do meu plano de quase morte está todo mundo me olhando. — É o quê? Por que tá todo mundo me olhando com essa cara? Eu ein. Eu vou querer um caixão! — Como assim Jp? Caixão? Você está bem? — Falei errado, foi m*al! Eu ia dizer… Grandão! Que eu quero um daqueles do tamanho do meu pa*u! Bem grande. — Credo JP! Você é sempre ridíc*ulo assim? Bia, fala fazendo cara de nojo. — Não. Eu geralmente sou gostoso, mas você me achando ridíc*ulo para mim, tá ótimo. Quando termino de falar. Duas marias fuzil aparecem, e dou graças a Deus, por poder ver que tem outras bucet*as, bem mais fáceis e muito menos mortais. — Bia! Uma delas dá um grito que é quase ensurdecedor. Imagina essa vaca trepando?! Vou até consultar na minha lista se eu já peguei. E elas vão praticamente para o meio da rua, ficar igual três galinhas ciscando. Essa é a última coisa que dá para lembrar, antes da por!ra toda acontece. Duas motos vem em disparada, e um dos que estão na moto, passa a mão na bund@ da Bia, ela se desequilibra e cai no chão. São exatamente segundos antes do Enzo parecer que esta no filme, velozes e furiosos e pular por cima da mesa, tre*par na moto para ir atrás dos caras. Não tô exagerando. Parece huma cena de filme, daquela que o restante só fica de boca aberta. Eu levanto correndo. — Tá tudo bem, Bia? Você se machucou? Eu falo tirando ela do chão. — O meu capacete quebrou! Ela fala chorando. — Isso e a única coisa que eu tenho do meu pai. — Calma! Acho que não esta tão rui*m, depois a gente dá um jeito nisso. Eu falo, passando a mão no rosto dela é tirando o cabelo dela do rosto. Os nossos olhares se cruzam e eu sinto um arrepio no corpo. É oficial! Tô fudid0. — Bia! Sobe na moto que eu vou deixar você em casa. Você esta escutando o rádio? Ela balança a cabeça que sim. — Então! Esse é o Enzo que você não conhece. Esse é o Imperador. E aqueles moleques vão morrer tá me entendendo? — Não! Ela grita. — Você não pode deixar! Eu não quero me sentir culpada pela morte de ninguém, eu não quero ser como ele. Eu não quero sentir isso. Ela agarra no meu pescoço. — Então, eu vou te deixar em casa. E vou tentar resolver isso, eu não posso te prometer, mas, vou tentar! O Imperador, nunca tem pena de ninguém, então, não posso prometer. Mais vamos sair daqui logo, se não eu não consigo chegar há tempo nem de salvar o corpo para entregar para as mães dos garotos. Ela sobe na moto, e eu arranco. O meu rádio não para de apitar. Enzo está em todos os canais. — Duas motos! Tão circulando, em alta velocidade. Devem estar entrando na 12! Eu estou atrás. É para parar sem matar! Entendeu porr@! — Deixa comigo, imperador! Tô escutando o barulho, deve da chegando aqui. Bia me aperta mais forte. Logo o rádio apita de novo. — Pegamos, ta na mão! Um soldado fala. — É morador? O Enzo fala esbravejando. — Dois é moto-taxi! O soldado responde. — Libera os moto-táxi e leva os outros dois para a pedreira. — Ta falado imperador! Da para escutar os moleques chorando no fundo. Deixo a Bia na casa dela e fico esperando ela entrar. Ver ela chorando desse jeito, mexe comigo. Isso não é bom! E eu sei que não é. Mulher mexeu contigo? Corre mano! Mais corre mais do que quando você vê aquela mina que tu deu uma trepada, e ela acha que tem direito a repeteco. Nunca se repete uma vagabu*nda. Se tu come a vaga*b***a mais de uma vez, ela acha que já tem algum direito. E disso eu tô fora. Acelero a moto e subo correndo para o topo do morro. O lugar preferido do Imperador. Chego e os moleques estão sentados um encostado no outro e com cara de quem foi na casa da sogra e ela serviu buchada de bode e você teve que fazer cara de que é a sua comida preferida na vida. Quem é o maluco que vai dizer para a sogra que não come o que ela serviu de almoço? Se você fizer um bagulho desse com certeza, você não pretende ter paz para o resto da sua merd@ de vida. É assinar que você vai viver o inf*erno até o seu último dia de vida. As vezes eu fico pensando que ter sogra é o pior destino que uma pessoa pode ter. É a m*aldição na terra de qualquer ser humano. Eu chego arrepiar de pensar em ter uma algum dia na minha vida. — O quê pegando aqui? Eu chego ficando do lado do Enzo. — Tô estudando como eu vou matar esses dois, porque essas porr@ tão achando que a minha favela é bagunça. Ele pega um pedaço de pa*u e dá com força nos moleques. Os dois choram feito crianças. — Se liga cara! São crianças. Um deles eu conheço, é filho da Rose, aquela costureira que faz aqueles roupas de casamento. Qual é Enzo, tô pedindo pelos dois! Claro que se eu ver aqueles dois morrendo, eu vou ter que juntar os meus trapos e virar mendigo! Se bem que tô no lucro se virar mendigo. Porque é o que tá na moda. Se um mendigo feio daquele pegou uma mina com um bu*cetão daquele, imagina um neguinho, todo trabalhado na gostosura como eu! Vai ser fila de carro, querendo dar para o mendigo. Mais depois eu penso nisso, o bagulho é que se ele mata os dois, porque passou a mão nela. Imagina se ele descobre que eu quero passar muito mais do que a mão? Que o que eu tô querendo é enfiar o meu macarrão parafuso no molho dela. Nossa essa foi ru*im! Essa p***a, está mexendo tanto comigo que está estragando até as minhas piadas. Já vou encomendar o caixão que a morte é certa, isso é oficial.
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