Episódio 9

1698 Words
Enzo Parecia cena de filme bem na minha frente, eu vendo aquele vacilão passando a mão na minha irmã. É como se naquele momento tudo ficasse escuro e eu só conseguisse enxergar o rastro dele. — É ordem para geral ! Duas motos, que passaram agora no lanche da Tia. Tão circulando, em alta velocidade. Devem estar entrando na 12! Eu estou atrás. É para parar sem matar! Entendeu porr@! Tô dando prêmio para quem me entregar. — Ai! Alguém visualizando as motos que o patrão tá falando? Deve ser esses quatro que passou aqui agora! Os soldados começam a movimentação pelo rádio. — Quem é ? É soldado? Alguém sabe? Eu pergunto pelo rádio ainda na cola das motos. — Conheço não, chefe. Um dos soldados respondem. — Pegamos, ta na mão! Um soldado fala. — É morador? Eu falo esbravejando. — Dois é moto-taxi! O soldado responde. — Libera os moto-táxi e leva os outros dois para a pedreira. — Ta falado imperador! Subo em disparada. Quando chego lá em cima, os dois estão sentados parecendo dois coelhinhos assustados. Eu já chego dando um soco na cara de cada um. — Vocês se dizem morador? Mas não sabem uma regra básica no morro que moram? Vocês sabem quem é a menina que vocês acabaram de derrubar, enquanto um dos dois, comédias ousava tocar nela? Vocês sabem? Eu pergunto dando um chute em cada um deles que gemem de dor. — É para responder porr*a — Não senhor! Um dos moleques respondem. — Então, vocês tem que aprender que favela a gente nunca sabe quem é quem. E que não tem que fazer merd@, porque se fizer vai de vala! Aquela menina é a minha irmã. E os dois engraçadinhos fugidos do circo, acham que aqui virou picadeiro, e eu vou aceitar esse tipo de me*rda na minha favela? — Desculpa, Senhor! Um deles fala chorando. — Desculpa ? Kkkkkkkkk. O cara tá pedindo desculpa! Eu falo dando uma breve olhada para os quatro soldados atrás de mim, que também estão rindo. Nessa hora o JP chega, fazendo barulho com a moto e parando do meu lado. JP: Enzo, qual é cara? São, só crianças. Eles não sabiam! Da uma lição, e deixar ir. A Bia tá assustada! Você já imaginou se ela descobre que você matou os caras, e o motivo foi ela? Se liga cara. São crianças! Um deles eu conheço, é filho da Rose! Aquela costureira que faz aqueles roupas de casamento. Qual é Enzo , tô pedindo pelos dois! Enzo: Como eu sou justo, e vocês tiveram intercessor! E dos bons! Eu não vou matar não. Eu ordeno para um soldado. — Quebra as duas mãos. Viro as costas e subo na motto indo direto para casa. — Enzo! Jp me chama, chegando logo atrás de mim. — Obrigado pela consideração lá em cima! — Tu é chefe dessa po*rra também! Se acontecer alguma coisa comigo, você vai comandar tudo. Eu falo olhando para ele. — É bom que os soldados sempre saibam disso! Tu é meu irmão, o único que eu tenho, a única pessoa que eu confio nesse mundo. — Valeu! Sabe que tu também é meu irmão. Agora para de viadagem ! Oh o soldado olhando! JP fala olhando para os soldados que estão de plantão na porta da minha casa. .... — Bia? Eu entro chamando — Ela deve tá lá em cima. JP fala se jogando no sofá — Vou lá ver ! Eu falo subindo as escadas. Chego na porta e ela está deitada na cama, abraçada ao capacete, dormindo! Devagar pego o capacate e cubro ela. Acho que a Bianca vai ser a única mulher que eu vou amar na minha vida. Eu fecho a porta e desço as escadas para a sala novamente. — E aí? JP pergunta assim que eu desço. — Tá dormindo. O Capacete, acho que tem concerto. Eu falo analisando o capacete. Você viu se ela se machucou? Pergunto preocupado. — Acho que não! Pelo menos deixei ela aqui inteira. Ela não tinha nada mais que uns arranhões. — O meu sangue ferveu, naquele momento eu só queria acabar com a raça deles! Tu tem que entender Jp, se tu permitir algumas coisas, vira bagunça ! Daqui a pouco tão estuprando na minha comunidade. E se eu permitir começar com essas pequenas coisas, vira bagunça e eu vou perder o controle. — Eu entendo. Eu só não queria que as coisas ficassem ru*ins entre você é a Bia! JP fala dando de ombro. — Sabe, que se ela soubesse que você tinha matado os caras por causa dela, ela nunca ia te perdoar! Ela ia ficar ainda mais revoltada. — É tu tá certo. Já tenho problemas demais com a Bianca, não preciso que as coisas fiquem pi8ores. Que tal ir no infer*ninho ? Tô precisando dar uma relaxada. Eu falo com o JP pegando uma cerveja na geladeira. — Opá! Nunca n**o uma boa fod*a. JP fala levantando do sofá e saímos. O infer*ninho é um lugar que fica no asfalto na entrada da favela, não é bem um pu*teiro! Mas damos esse nome por que é um lugar de se achar se*xo fácil. — A que devemos a honra, de ter o imperador aqui, no meu humilde estabelecimento? O dono do lugar vem me recepcionar. — Vim para me divertir! Eu falo já dando uma olhada nas mercadorias disponíveis do lugar. — Então veio no lugar certo! Ele fala com um sorriso no rosto. Nós sentamos numa mesa próximo a uma saída dos fundos. Sempre é bom estar precavido, nunca se sabe onde tem um traidor. O “funk” rola, e o que mais tem é menina oferecida. — Enzo? JP, me chama, me tirando do meu estado de observação. — Uhh? Eu respondo olhando para ele. — Se um cara maneiro, assim gente fina igual eu e você chegasse perto e pedisse assim, para conhecer a sua irmã entende? Conhecer assim, parada de mina de fé, tá ligado? Ele fala de uma vez só. — Ela te falou alguma coisa? Eu já pergunto mudando a minha fisionomia. — Não, claro que não ! É curiosidade mesmo! JP fala nervoso. — A minha irmã não vai ser mina de fé, de bandido. Ela vai casar com um doutor, um cara que pode dar uma vida que ela merece. Acha que isso aqui é vida? Acha que isso aqui é vida para tu ter esposa, filho? Dou uma golada no Whisky. — Isso aqui não é vida para se dar a uma mulher igual a Bianca. É por isso que ela está estudando fora. Não quero que ela tome gosto pela favela. Quero que ela tenha raiva! Aqui ela só vai arrumar uma coisa e eu e você sabemos muito bem disso. E se qualquer um, se aproximar dela não tem nem conversa. — Tô ligado! JP fala virando de uma vez a bebida do copo dele. — Eu quero que você me ajude a ficar de olho nela. Qualquer um que se aproximar, é para queimar no aço. Tá chegando as férias e tô querendo tirar ela daqui. Não quero ficar dando mole para ela se apaixonar por um soldado. Porque, é bem capaz dela fazer isso só para me enfrentar. — Tirar? Não tô entendendo. JP fala, e parece confuso. — É! Tô pensando em tirar umas férias! Eu já falo fitando uma novinha na minha frente. — Mas vai deixar o morro sozinho? JP pergunta curioso. — Tô sabendo que o chefe de segurança tá cobrando uma operação. Tão querendo colocar uma UPP. Eu falo demostrando preocupação. — Pacificar? Jp fala assustado. — Sim. Eu respondo dando de ombro — Mas, o nosso morro é pacificado! Ele bate o copo na mesa. — Depois que colocarem a upp, eles vão mostrar serviço e depois vão embora, e volta tudo a ser como antes. É aí que entra as férias. Estou pensando em fazer isso no tempo que eles estão mostrando serviço. — Entendi. JP responde, mas não parece muito conformado. — Mas, ainda é uma coisa que eu estou vendo ! Agora deixa de conversa, que eu vim aqui foi para fu*der uma gostosa! E aquela Loura ali tá no ponto de cair de boca no meu p*u. — Kkkkkkkkkkk. Jp ri olhando para a mina já se oferecendo para mim. Chamo a Loura e já dou logo um papo no ouvido. Levanto e vou com ela para trás do bar. Ela vem me abraçar, querer me beijar. Já seguro pelos cabelos. — Sem beijo! Empurro a cabeça dela, que abre a minha calça e começa a chupar o meu pa*u, primeiro parece não estar muito a vontade com aquilo. Mas aspirante a Maria fuzil, rapidinho aprende a profissão. Coloco ela de costas, enfio uma camisinha no meu pa*u. E começo a penetrar. A piran*ha é novinha, então é toda apertadinha. Ela geme alto dou estocadas com pressão e go*zo com força. — Tu não é muito nova pra tá aqui? Quantos anos você tem? — 15. Ela responde tímida. Isso é comum na favela. As meninas novinhas já começam cedo, a procurar os presentinhos que o tráfico pode dar. Pego quinhentos reais. — Um presentinho ! Gostei de você. Me procura no baile amanhã, vou te colocar no vip. — Sério? Ela fala dando pulinhos, como se tivesse ganhado na loteria. — Sim. Eu respondo tirando a camisinha cheia e arrumando a minha roupa. — Não acredito, as minhas amigas vão morrer de inveja! Ela fala com um sorriso. — Você não mora aqui, né? Nunca te vi aqui! Eu pergunto arqueando uma sobrancelha. — Eu moro no condomínio que fica na taquara. Ela responde sem tirar o sorriso do rosto. — E tá fazendo o que perdida aqui? Eu questiono já indo em direção do caminho que viemos. — Uma amiga me convidou. Ela fala dando de ombro — Kkkkkkk. Grande amiga essa sua! Eu falo com um sorriso sarcástico. E quando volto para o bar, não vejo o JP. — Jp já meteu o pé! Deve ter ido pro barraco com alguma p*uta.
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