Episódio 16

1498 Words
— Então tá! Se você acha que tudo bem, você deve saber mais do que eu, como funciona as coisas por aqui. — Claro que eu sei. Cola, em mim, que é só sucesso! Eu dou uma risada. E começamos a beber e dançar. Pensem numa bebida que deixa você muitooo louca! Ou a gente que é fraca mesmo! Porque ficamos muito loucas! Com 4 latinhas. Cada uma claro! — Sabe o que eu tô com vontade de experimentar? A Bia me fala, já muito louca. — O que? Eu pergunto, já nem sabendo mais direito pronunciar mais as palavras, fazendo de tudo para não perder a linha do raciocínio. — Catuaba! Eu quero chegar no nível extremo hoje. Você sabe quando tempo eu esperei por esse dia? Eu não posso desperdiçar. Eu tenho que sair daqui, no mínimo carregada! É nesse momento é que eu descubro que já não adianta os meus esforços para me manter sóbria. — Vamos! Se é para ficar louca, vamos ficar muito loucas. Eu digo já me entregando completamente. — Simmmmm! A Bia, praticamente grita no meio do baile. — Aí, oh, careca! Eu quero uma garrafa de catuaba. — Eu acho que você tem é que parar de beber. O careca fala debruçando no balcão demonstrando desaprovação. — Aqui, você ouviu, ou é surdo? Deixa eu te lembrar, porque você deve ter problema de memória! Ele disse o que eu quiser. Ela fala já dizendo uma mistura de palavras que é decil de entender. — Aqui, deixa eu te pergunta uma coisa, esse carinha que está aí com você. Ele é um gatinho! Tô querendo ele. Ele tá disponível? Você sabe se ele tem namorada? A Bia debruça ainda mais no balcão e ssussurra para o careca. — Ele é meu filho! E não tá procurando roubada, então nem pense. Você tá com o Imperador, isso já é problema demais. — Froxoo! Você e ele. Fica com medo do meu irmão, palhaços. Ela bufa. — Me dá logo essa catuaba! Ela pego a garrafa, abro e vira na boca. — Muitoo bom! Eu fico observando e caio na gargalhada pelo jeito da Bia, que já perdeu completamente a noção. — Oi! Um Carinha, se aproxima bem perto do meu pescoço e fala. — Oi! Eu respondo tentando me esquivar, já que ele está praticamente grudado comigo. — Então, eu e o meu amigo, estamos olhando vocês duas já tem um tempo. Estão a fim de um rolê com a gente? — Rolê? Eu fico tentando imaginar o que esse cara está dizendo, que me parece tudo, menos português. — O QUE ELE QUEER? A Bia se aproxima e começa a falar bem alto, quase gritando perto de mim. — QUE A GENTE VAI DAR UM ROLÊ COM ELE! Eu imito ela e respondo na mesma altura. — QUERO SAIR DAQUI NÃO! A Bia fala balançando a cabeça. — EU TAMBÉM NÃO! Eu respondo balançando a cabeça em resposta. — Então a gente não quer dar rolê não. Eu me viro e falo com o cara. — Ah que isso, gatinha! Uma voltinha e eu te levo nas estrelas! Posso te roubar um beijo? Ele segura o meu rosto e me beija, antes que eu responda. Eu só sinto uma mão puxando o meu braço. Como já está tudo rodando na minha cabeça, tudo só fica um pouco pior. — Você tá maluco ou xeradão? O baile inteiro sabe que essas duas estão comigo! E o Comédia vem beijar a minha mulher? No meu baile? — Qual é imperador, sabia que era sua não! Ninguém me falou nada não! O cara fala quase em súplica. — Ah... JP, olha só, ele não sabia! É isso! Ele não sabia! Ele tem problemas em entender as regras do morro. Você viu alguém chegar nelas, seu maluco? Acho estranho não? Duas periquitas soltas e ninguém tentar pegar? — É burro mesmo! O JP incentiva. — Pera aí, Periquita? Eu não sou nenhuma periquita não! Eu puxo o meu braço do aperto do Enzo. — JP leva a Bianca daqui! Ele fala me segurando pelo braço de novo. Os seus olhos estão vermelhos e eu acredito que seja de raiva. — Bora Bianca. O JP, Pega a Bianca pelo braço. —Não vou! Ela grita, tentando puxar o braço. — Você não pode me obrigar, você não é meu pai. — É você tem razão! Te obrigar eu não posso. Mas posso te carregar! Ele pega ela e joga no ombro. — Me solta JP. Ahhhhhh, JP me soltaaaaaa! Eu vou acabar com a sua vida! JP! Ela vai gritando e todos se viram para olhar por onde eles passam. Enzo — Trás os dois, comédias! Enzo ordena para os cinco caras que estão com eles, e só agora percebo que eles estão armados. — E você vem comigo. Ele diz e me arrasta para fora do baile. Quando chegamos do lado de fora, ele para em frente a uma moto. — Me espera aqui. Não sai daqui. — Enzo... Eu tento falar com ele. — Ele não fez nada demais! Eu não quero que você faça nada com ele. Eu estou te pedindo. Ele não me responde, apenas sai andando atrás de dois caras que levam o rapaz para um lugar atrás de onde está acontecendo o baile. Eu olho em volta e percebo que está todo mundo olhando. Fico morrendo de vergonha e me afasto um pouco. Ainda da para ouvir ainda os gritos da Bianca. A moto do JP tá aqui, ele deve ter levado ela no ombro andando. — De onde tu saiu em pir*anha? Uma voz ecoa atrás de mim. Eu olho de um lado para o outro. — Tá falando comigo? Eu pergunto apontando para mim mesma. — Claro que sim! Você está vendo outra pir*anha aqui? — Desculpa, querida! Se não contar auto indicação realmente não estou vendo nenhuma. — O que ela quis dizer com isso, em? Ela pergunta para as outras duas meninas que estão com ela. — Sei lá! Uma delas responde. — Com certeza deve ser Inglês, essa ai tem cara de patricinha. Eu sorrio. — Tá rindo de que? Ela pergunta colocando a mão na cintura. — Desculpa. Eu não sabia que precisava traduzir. É que por um momento esqueci que peixe não tem cérebro. — Oh garota, tu tá falando umas coisas muito difícil. O lance é o seguinte! Quem é você? Porque o imperador estava com a minha amiga, no baile, E largou ela lá para ir onde tu tava. — E quem é a sua amiga? E se ela estava com ele, eu acho que ela tinha que resolver com ele, e não comigo. — Eu! Uma menina, que mais parece ser a minha irmã, só que com mais um pouco de corpo sai de trás da garota que estava falando comigo. — Mas você é uma criança! Eu fico perplexa. — Criança é o Car*alho, ele adorou o meu boqu*ete! Disse que eu sou a preferida dele! Ela fala isso com orgulho. —Caramba! Isso deve ser motivo de orgulho. Então, preferida, o presente de Deus é todo seu! Tô aqui para disputar melhor boqu*ete com ninguém. Aliás, aí tá, seu presente! Eu aponto para trás dela. — Todo seu! E saio andando. — Melissa! Ele me grita, mais eu não dou confiança e continuo andando. Com os saltos enormes que eu estou, ele nem precisa de esforço para alcançar os meus dez passos que eu consegui dar com esses sapatos e me segura pelo braço. — O que você falou com ela? Ele se vira para a menina. — A menina só estava defendendo o território dela. Eu falo entrando na frente dele. — Que território? Tá maluca? Tenho nada com ela não! — Você disse que o meu bo*quete era o melhor! Ela fala fazendo beicinho. — Que eu era a sua preferida. — Car*alho menina, disse isso para ela? Eu nem me lembro quem você é! — Eu disse! Eu achei que ia virar a sua fiel, até essa pira*nha aparecer. — Pu*ta que pariu! Ele se distrai e eu aproveito para puxar o meu braço e tentar me afastar dele. — Melissa! Melissa, espera! Claro que de salto e bêbada, não consigo correr, mais eu tento. — Me esquece Enzo! Eu vou voltar para casa, é agora! Eu estava errada, ficar la, não é pior do que ficar aqui. Por hoje eu já vi que as coisas aqui são muito estranhas. — Pera aí, Melissa! Melissa, pera aí! Ele me segura pelo braço. — Eu falei para esperar! Po*rra! — Para que Enzo? Me fala aí? Para ser a sua preferida em quê? Tô fora! Não sou boa em dividir e quero deixar claro que não sou sua mulher. Eu tento puxar o meu braço, mas ele me segura com mais força me puxa para mais perto dele e me olhando nos olhos ele me beija.
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