JP
Eu carrego a Bia no ombro e ela se debate e grita. — Me coloca no chão, seu filho da pu*ta. Eu vou te matar.
— Eu vou te colocar no chão, mas você vai se comportar, se não eu vou carregar você de novo. Ela para de chutar e gritar e eu coloco ela não chão.
Ela me olha e vomita. — Ah fala sério! Esse tênis era novo. Po*rra Bianca!
— Aí, a minha cabeça tá girando! Ela fala colocando a mão na cabeça.
— Será que foi porque tu tava achando que estava bebendo suco tang? Vem, estamos chegando, eu vou precisar limpar essa merda agora, não vou conseguir voltar para o baile. Sua empata fo*da.
— Eu vou acabar com a sua vida! Ela ainda fala meio enrolado.
— Você já acabou com ela aquele dia que desceu do carro. Porque agora além de morto, tô vomitado. Acho que não dá pra ficar pior. Vem vou te ajudar a subir. Se apoia em mim. Ela se apoia em mim e subimos. Entramos no quarto dela e coloco ela sentada na cama, — Tira essa roupa, você precisa de um banho.
— Só se você vier comigo. Ela fala me puxando na direção do banheiro.
— Ainda não sou tão burro, garota. Tô quase lá, mais a aula master eu faltei, então, ainda não peguei o meu diploma de burro completo. Eu coloco ela dentro do box e abro o chuveiro.
— Aí JP, tá fria! Ela grita.
— Tem que ser fria mesmo, fica aí um tempo, eu vou procurar alguma coisa para você vestir. Eu saio do banheiro e vou até o guarda roupa, eu pego uma camisa e um short. Eu não vou me arriscar em mexer nas calcinhas dela. Ai eu já estou arriscando demais.
Eu pego uma toalha e ajudo ela a sair do banheiro.
— Fica aqui comigo. Não me deixa sozinha! Ela me abraça forte, toda molhada ainda.
— Eu e a minha boca. Tinha como ficar pior! Porque agora o Enzo pode me matar com razão. Acho que nem se eu nascer de novo tenho salvação. Der repente se eu for pra Curitiba e trocar de identidade? Ele talvez, nunca me ache. Porque lá é outro país. E isso vou embora do Brasil! Sempre quis me chamar Will Smith. Essa agora é a minha chance. Eu olho para a Bia que ainda está nua agarrada no meu corpo. Cara eu tô fu*dido! Por que se Enzo me acha do mesmo jeito. Aí eu vou deixar de ser um morto brasileiro pra virar um morto estrangeiro. Ah não, acho que Curitiba é no Brasil. Então eu acho que vou continuar sendo um morto brasileiro, eu não sei nunca curti muito esses negócios de história. Sempre fui bom em educação se*xual, o resto tomava p*au! Pô acho que não é Brasil não. Lá neva. Eu sempre vejo no, cidade alerta quando eu to vendo como está as mortes por ai. Eu sempre gosto de ficar atento nos números para vê se a minha senha tá perto, te m época que a fila anda depressa, eu fico doido para que fique igual fila do Inss, mais tem hora que parece a fila para comer a Carminha dia de sexta feira, é um atrás do outro. Bem, acho que não importa muito agora em que lugar fica. Só sei que se o Enzo me pega aqui com a irmã dele, peladinha, abraçada comigo, ele vai achar que eu usei o meu prestígio na irmã dele. Bem, eu quis usar! Isso é verdade! Mais devia ter um desconto. Porque, oh mina gostosa pra Cara*lho. Mais pensar acho que não conta. É isso. Ele não pode me matar, por só pensar.
— Aqui, você já está em casa, bem. Eu tenho que ir. Eu empurro ela para trás e praticamente saio correndo.
Melissa
Quando me dou conta, do beijo que o Enzo acabou de me dar, e eu gostei, fico furiosa por ter gostado, eu não vou ser mais uma na fila. Eu me afasto e dou um tapa na cara dele.
— Me solta!
— Eu nunca vou ser, mas uma na sua vida! Eu não nasci para ser mais uma na vida de ninguém. Eu sou muito melhor que isso!
Não vou ser marmita de bandido. Eu berro na cara dele e saio andando. A única coisa que estraga a minha saída triunfal. É ter virado o pé.
— Aí, aí, aí... Enzo eu machuquei o pé! Eu olho para ele que continua parado me observando. — É sério que você vai ficar aí parado. Tá doendo muito.
Enzo
Eu soco a parede. Depois do tapa que ela me deu, eu deveria dar um tiro bem na cara dela. Mas, eu não sei explicar por que eu não faço isso. Eu simplesmente vou até ela como um cachorro que caiu da mudança.
— Deixa eu ver. Eu digo quando me aproximo dela.
— Aí, ai, tá doendo! Ela grita.
— Parece que não foi nada grave. Eu pego ela no colo e ela deita a cabeça no meu peito. Eu vou carregando ela até em casa.
Quando chegamos em casa eu subo as escadas e vou na direção ao quarto de hóspedes. Só que quando eu abro a porta, o JP está dormindo lá. — Você vai ter que dormir no meu quarto. Eu digo para ela, fechando a porta.
— Com você? Eu olho para ela, mas não respondo. Volto em direção para o meu quarto e coloco ela na cama. — Deixa eu tirar esse sapato para ver esse tornozelo.
— Aí, tá doendo! Ela grita quando eu tiro o sapato.
— Foi só uma luxação, não quebrou. Um pouco de descanço e você vai ficar bem.
— Enzo! Desculpa eu não devia ter feito aquilo. Já que eu estava correspondendo ao beijo. Eu aceitei e depois culpei você, foi infantil da minha parte.
— Você sabe que eu teria te matado ali mesmo, tá ligada né?
— Eu sei.
— Cara, você é um verdadeiro furacão, chegou fazendo arruaça! Eu não sei o que você tá fazendo, mas só sei que tá me bagunçando. E eu não gosto disso! Eu passo a mão nos cabelos olho para ela, em seguida eu sento na beirada da cama. — Você tem a idade da Bianca, Ainda é muito nova! Eu sou furada, entende?
— A campeã de bo*quete também é novinha. Ela fala fazendo beicinho.
— Mas é diferente, elas vem aqui para isso. Você é diferente! Você não é igual a elas. Eu vou dormir em outro lugar. Quando eu levanto para sair, ela segura o meu braço. — Fica comigo! Eu tô com medo! Me abraça por favor.