Ainda secava o corpo com a toalha quando ouvi os passos pesados dele pelo corredor. Vesti a calcinha rápido, depois a camiseta que servia de pijama, tentando disfarçar a tremedeira que ainda sentia nas pernas. O vapor quente do banho ainda grudava na pele, mas o barulho do choro de Caique cortava qualquer resto de clima. — Calma, moleque... — a voz grave de Tiago ecoou do quarto, firme, mas com uma paciência dura que só ele tinha. — Já chega. Eu tô aqui. Saí do banheiro devagar, enxugando o cabelo, e parei na porta do quarto. A cena me fez sorrir sem querer: Tiago, ainda molhado, com o peito nu brilhando sob a luz fraca do abajur, segurava Caique no colo. O bebê se debatia, chorava alto, e ele o embalava com movimentos bruscos, mas firmes. — Ei, pequeno. — murmurou, olhando o filho nos

