O médico acabara de me dar alta bem cedo da manhã. Despedi-me de Pete e fui embora, evitando o olhar chocado de seus pais, que estavam chegando no momento em que saí. Não queria encará-los, pois a culpa pelo que acontecera pesava em meus ombros, mesmo que eles não soubessem a verdade. Ao chegar em casa, entrei direto no quarto. Estava impecavelmente limpo e organizado, resultado da faxina que minha mãe fizera após o incidente. Joguei-me na cama, exausta, desejando apenas fechar os olhos. No entanto, flashes dos últimos eventos começaram a invadir minha mente. Lampejos sombrios que me deixavam inquieta. Peguei meu celular e decidi chamar Samuel. Ele havia se obrigado a usar um telefone para que pudéssemos nos manter em contato e informar qualquer novidade sobre Samya. Ele estava online.

