Capítulo 2:
A Senhora dos Vinhos
O tempo passou rapidamente, e quinze dias depois, a casa de Miguel estava mergulhada na tranquilidade das primeiras horas da manhã. O aroma do café recém-passado preenchia a cozinha, misturado ao som suave de Marisa Monte tocando ao fundo.
Miguel se movia ao ritmo da música, balançando-se levemente enquanto preparava o café. Estava de bom humor, vestido com uma camisa de linho clara e calça confortável. O silêncio da casa era interrompido pelo som da porta se abrindo e passos conhecidos ecoando pelo chão de madeira.
— Bom dia, senhor Miguel! — a voz de Sandra soou animada, enquanto ela deixava sua bolsa sobre uma das cadeiras.
Miguel virou-se para encará-la com um sorriso caloroso.
— Bom dia, Sandra. Sem o “senhor”, por favor.
Sandra riu, pegando a xícara que Miguel lhe oferecia.
— Foram tantos anos, que me acostumei.
Ele tomou um gole do café, pensativo, antes de perguntar:
— Sandra, quanto tempo você ainda pretende ficar conosco? Não quer parar e…
Sandra arqueou as sobrancelhas.
— E o quê, Miguel? Ficar em casa tricotando? Vendo dorama?
Miguel riu baixo.
— Não, claro que não. Mas talvez seja hora de desacelerar um pouco. Contratar uma mulher mais jovem, uns 40 anos, para te ajudar. Você orientaria essa pessoa, e também uma babá. Eu prometi a Laura que ela voltaria ao trabalho dela.
Sandra cruzou os braços e olhou para ele com um ar avaliador.
— Miguel, você não acha que seria bom a Laura aprender sua função? Como você mesmo está dizendo, a idade chega para todos.
Ele franziu o cenho, ouvindo-a atentamente.
— Seus filhos não seguiram seu ramo, seu irmão está se afastando, ajuda nas empresas, mas não faz o que você faz. Eu acho que a Laura iria amar ser a Senhora dos Vinhos.
Miguel ficou em silêncio por um momento. Sandra tinha razão. Laura era jovem, determinada, inteligente… e tinha um interesse natural pelo que ele fazia.
— Estaria comigo… — Miguel murmurou, deixando um sorriso crescer em seus lábios. — Seria maravilhoso tê-la ao meu lado. E ela amou conhecer um pouco sobre vinhos. Muito obrigado, Sandra. Vou ver isso com ela!
Sandra soltou uma risada satisfeita.
— E com quem você vai ver isso, senhor Barny? Tem mulher na parada? Me conte tudo!
Ela saiu rindo antes que Miguel pudesse responder.
No instante seguinte, Laura surgiu na cozinha, vestindo um camisetão confortável e descalça. Ela prendeu os cabelos num coque frouxo e olhou para Miguel com curiosidade.
— Tem sim, amor. Vou treinar uma jovem para assumir meu lugar na Quinta do Barny.
Laura estreitou os olhos.
— Como é? Você sempre disse que isso é coisa de família. Que passou de geração em geração, e agora quer passar para um estranho?
Miguel se aproximou, tocando o rosto dela com carinho.
— É como a Sandra falou. Meus filhos não quiseram, Álvaro está se afastando, e nosso filho ainda é um bebê. Eu estou com 59 anos, Laura. Quero curtir a vida com você e com o nosso filho. Melhor passar o cajado para alguém…
Ele sorriu, inclinando a cabeça levemente.
— Pra você. O que acha, Senhora dos Vinhos?
Laura travou o olhar no dele, sentindo uma onda quente percorrer seu corpo. Seu lábio inferior foi mordido por puro reflexo antes de ela responder:
— Vamos ver o Dion?
Miguel arqueou a sobrancelha, confuso com a mudança de assunto. Mas antes que pudesse questioná-la, Laura segurou sua mão e o guiou até o quarto.
Ao entrarem, Laura fechou a porta atrás de si, encostando-se nela e o olhando com um brilho diferente no olhar.
— Você não tem noção de como ouvir isso me deixou excitada.
Miguel piscou, surpreso.
— Como é, senhora Barny?
Ela riu, aproximando-se devagar, levando-o até a cama. Miguel sentou-se sem questionar, sentindo o corpo dela se acomodar sobre seu colo.
— Repete para eu ter certeza do que eu ouvi.
Miguel deslizou as mãos pela cintura de Laura, segurando-a com firmeza.
— Eita, minha menina… Não sei o que você gostou de ouvir.
Laura selou seus lábios nos dele, mordiscando-os entre um beijo e outro, a respiração quente contra sua pele.
— Acho que ser a Senhora dos Vinhos me deixou excitada.
Miguel riu, deslizando os dedos pela lateral do corpo dela.
— Ah é? O que minha menina entendeu com isso?
Laura puxou o rosto dele, sussurrando em seu ouvido.
— Lembra do que aquela vaca lá em Paris falou? Beber direto da fonte?
Miguel sentiu um arrepio percorrer seu corpo.
— Quero ir lá e quero ver isso pessoalmente.
Laura começou a rebolar suavemente no colo de Miguel, sentindo a resposta imediata do corpo dele.
— Quero ver isso…
O olhar de Miguel escureceu de desejo. Em um movimento rápido, ele a virou, deitando-a na cama, pairando sobre ela com um sorriso carregado de promessas.
— Deixa eu provar esse vinho aqui, que está prontinho.
Ele deslizou a mão até a peça íntima de Laura, retirando-a lentamente. Laura abriu mais as pernas, os dedos acariciando os cabelos de Miguel.
Quando a língua dele a tocou, ela soltou um suspiro entrecortado, jogando a cabeça para trás. O prazer pulsava em ondas, seu corpo inteiro vibrando com cada movimento preciso de Miguel.
— Miguel… Não vou segurar. Quero muito isso.
Ele intensificou os movimentos, explorando cada curva, cada reação dela. Laura gemeu, o corpo arqueando em resposta ao prazer que se acumulava. Quando finalmente se entregou, Miguel a segurou firme, bebendo cada gota de seu prazer com um sorriso satisfeito.
Subiu lentamente até seu rosto, beijando-a com intensidade.
— Que delícia, minha mulher… Você é gostosa demais.
Laura sorriu contra os lábios dele, os dedos acariciando a nuca de Miguel.
— E você é perfeito.
Ele a abraçou, puxando-a para mais perto, enquanto seus corpos ainda tremiam com a intensidade do momento. Estavam juntos, conectados de uma forma que ia além do físico. Era paixão, desejo e amor – tudo misturado na intensidade de um único momento.
Laura traçou a linha do maxilar de Miguel com os dedos, o olhar carregado de desejo e provocação. A respiração dele estava pesada, e ela sentia o corpo responder ao poder que tinha sobre ele.
— Será que beber direto da fonte seria assim? — murmurou, com um sorriso travesso.
Miguel arqueou uma sobrancelha, surpreso com a ousadia de Laura. Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, sentiu as mãos dela deslizarem pela cintura, desfazendo lentamente o cinto de sua calça.
O ar no quarto ficou mais denso quando ela puxou o tecido para baixo, revelando sua rigidez imponente. Miguel engoliu em seco, fechando os olhos por um breve instante ao sentir a primeira carícia quente.
Laura o fez se sentar à beira da cama, mas permaneceu ajoelhada diante dele, a ponta dos dedos percorrendo a extensão do desejo que pulsava por ela.
— Minha menina... — A voz de Miguel saiu rouca, carregada de necessidade.
Ela apenas sorriu antes de finalmente tomá-lo para si. O corpo de Miguel reagiu instantaneamente ao calor envolvente, e um gemido baixo escapou de seus lábios. Suas mãos foram parar nos cabelos de Laura, entrelaçando os dedos nos fios macios enquanto ela se movia, provocando sensações indescritíveis.
— Laura... você é incrível... — sussurrou, a cabeça tombando para trás enquanto aproveitava cada segundo daquele prazer intenso.
Ela se deliciava com cada reação dele, sentindo-se poderosa por levá-lo a um estado tão vulnerável. Os olhos de Miguel estavam semicerrados quando voltaram a se encontrar, e a intensidade daquele olhar fez Laura se arrepiar por inteira.
O ambiente estava impregnado de desejo e conexão. Para Miguel, não era apenas o prazer físico—era a entrega de Laura, a forma como ela o queria, como conhecia cada nuance de seu corpo e respondia a cada uma delas.
Quando ele puxou Laura para cima, interrompendo-a com um beijo urgente e cheio de paixão, ela sorriu contra seus lábios, satisfeita por tê-lo levado ao limite.
— Você é uma tentação, minha menina...
Ela riu suavemente, ainda sentindo o gosto dele nos lábios.
— Só estou retribuindo tudo o que você faz por mim...
Miguel jogou a cabeça para trás, os olhos semicerrados enquanto sentia o calor envolvê-lo por completo. Seu peito subia e descia em respirações aceleradas, as mãos se afundaram nos cabelos de Laura, guiando o ritmo com reverência e desejo.
— Laura... — Ele gemeu rouco, o corpo inteiro tenso, entregue ao prazer arrebatador que o dominava.
E então, com um último suspiro profundo, Miguel se perdeu completamente no momento, sentindo cada fibra do seu ser estremecer sob a intensidade do que ela lhe proporcionava.
Então era isso que ela queria?
Beber da minha fonte?
Miguel ainda respirava pesado, o corpo relaxando sob o efeito do prazer intenso. Seus olhos encontraram os de Laura, que se aproximava com um brilho travesso, carregado de desejo e cumplicidade.
Ela parou diante dele, olhando-o firme, como se quisesse gravar aquele momento em sua memória.
Miguel sorriu, ainda recuperando o fôlego, e murmurou, rouco:
— Jamais, minha esposa... Sou todo seu.
Laura sorriu de volta e o puxou para um beijo profundo, selando a entrega entre os dois.