Capítulo 7 A mulher que me pertence… agora também pertence a outro. O carro cruzava os portões da Quinta do Barny quando Miguel soltou um suspiro longo, como quem retorna ao próprio templo. Mas, dessa vez, algo estava diferente. Ele não sabia exatamente o quê — ou talvez soubesse, mas ainda não estava pronto para admitir. Laura estava ao seu lado, e entre eles, bem seguro na cadeirinha, o pequeno Dion dormia, os lábios entreabertos e a respiração tranquila. Miguel olhou para o menino por alguns segundos. Era lindo. Tão pequeno, tão frágil… tão dela. — Chegamos, meu amor — disse Laura em voz baixa, virando-se para o bebê com um sorriso que acendia todo o rosto dela. Ela não olhou para ele. Não como costumava olhar. Miguel forçou um sorriso e abriu a porta. Desceu, contornou o carro e

