Capítulo 55 Quando o céu se abre para o prazer... e a neve cai por dentro. Miguel fechou a porta do banheiro da boate com firmeza. O espelho refletia um homem em ebulição: os olhos vermelhos, o peito arfando, o paletó entreaberto, o desejo pulsando. Ele enfiou a mão no bolso interno da jaqueta. Lá estava ela. A meia cartela. Sem hesitar, partiu um comprimido ao meio, colocou sob a língua e tomou um gole de água. — Última da noite... — murmurou, sentindo o calor subir. Lavou o rosto, ajeitou os cabelos e saiu. Do lado de fora, ele ordena a troca de musica. Um violino suave, piano de fundo, um arranjo romântico tomava conta do ambiente. Os refletores se ajustaram à pista central. O salão se iluminou de um tom âmbar quente. Todos os olhares voltaram-se para o centro, onde Laura sorri

