Capítulo 67 Quando o corpo fala mais alto que o passado. O corpo de Laura se abriu para ele, e Rafael, com uma lentidão quase reverente, a penetrou. Um gemido baixo escapou de seus lábios, como se aquele instante fosse o ápice de anos de espera. Ele fechou os olhos, sentindo a intensidade do momento se espalhar pelo seu corpo como um incêndio contido que finalmente ganhava espaço para queimar livremente. Laura arfou. O calor do corpo dele a invadiu em ondas. Ele era espesso, firme, preenchendo cada espaço dela como se pertencesse ali desde sempre. E por um instante, por mais breve que fosse, o mundo desapareceu. O passado silenciou. Não havia lembranças, não havia nomes — só o som da respiração pesada de Rafael e a sensação viva e crua de tê-lo dentro de si. Rafael segurou firme sua ci

