P.o.v. Melody
Após respirar fundo, levanto-me e observo ao redor.
"É um alívio que todos estejam bem", solto um suspiro aliviado.
Stephany ainda não acordou, mas ela está com Arthur e ele parece calmo, embora às vezes pareça que ele me olha de um jeito estranho. Foi apenas um instante, mas percebi.
Um ponto de interrogação surge na minha mente, e chego a duvidar se vi corretamente. Depois de refletir um pouco, decido deixar de lado, pois não parece ser algo com más intenções.
De repente, alguém entra correndo e para na frente de Arthur. Reconheço rapidamente John, que parece tremendo e estende a mão em direção a Stephany.
— C-como ela está? — sua voz sai trêmula, e percebo sua ansiedade e preocupação.
— Ela está bem, só parece exausta e precisa de descanso — responde Arthur com um leve sorriso, que parece acalmar um pouco John, que solta um longo suspiro de alívio.
Seu olhar então se volta para mim. Vejo os cantos de seus lábios se curvarem e ele vira o rosto em direção ao vampiro, que parece à beira da morte, embora a regeneração de um vampiro puro-sangue seja forte e ele logo estaria melhor.
— Esse maldito! — John diz com o maxilar travado, e sinto o clima ficar tenso. "Guardas!!" — Dois vampiros que parecem ser gêmeos aparecem imediatamente, ajoelhando-se diante de John. — Levem esse maldito para a prisão do castelo e certifiquem-se de que ele não fuja, pois se ele escapar, estejam preparados para as consequências — vejo os guardas tremerem levemente.
"Quem exatamente é John?", fico confusa e curiosa com o que está acontecendo diante de mim.
— Às suas ordens, vossa alteza! — eles respondem em uníssono.
Logo os guardas sumiram rapidamente de vista com o vampiro puro-sangue. Depois que eles saíram, ficou um silêncio.
Logo os guardas sumiram rapidamente de vista com o vampiro puro-sangue. Depois que eles saíram, ficou um silêncio. John sentou próximo ao Arthur e observou Stephany novamente.
— não esperava que você também fosse companheiro dela, John — escutei uma voz masculina, olho em direção e vejo ser o rapaz que está com uma garota de 15 anos.
— então é aqui que você estava, Henry! Por que está aqui e não foi para o castelo? — disse john que parecia intrigado e com um olhar questionador.
— is-isso — o olhar dele foi para Stephany, isso fez tanto Arthur como John o fuzilaram com o olhar — não é nada do que vocês tão pensando, tem umas circunstâncias entre mim e ela, não sei se deveria falar sem o consentimento dela e antes que pensem o porquê dela estar com minha camiseta. O motivo é bem simples, ela quase acabou de perder o controle e emprestei uma roupa para ela tomar um banho — ele respondeu rapidamente e percebo umas gotas de suor na testa dele.
— é isso mesmo irmão John, a irmã Stephany não tava bem e o irmão só ofereceu o quarto dele para ela descansar — a garota ao lado dele afirmou rapidamente e parecia empolgada. — além disso, a irmã Stephany também acabou falando que tinha dois companheiros que pareciam deuses e não imagina que fosse tu, irmão John. — ela falou empolgada e pude perceber que ela desviou a atenção para a Stephany de novo.
— deuses? — reparo que surgiu um sorriso bobo nos lábios dos dois e acabei achando eles uns bobos. — bem, minha aparência com certeza não é r**m — John falou com o nariz em pé. Se achando.
Fico em silêncio observando isso e acabou surgindo um sorriso nos meus lábios sem eu perceber também.
— vocês se conhecem? — resolvo perguntar já que pareço ser a única que não conheço eles.
— Ah, eles são Henry e Celine, o Henry é meu melhor amigo e Celine é irmã mais nova dele. Arthur também conhece eles, mas faz muito tempo que a última vez que se encontrarão. — John me olhou e explicou rapidamente. — essa é Melody, a melhor amiga da Stephany e... — ele ficou em silêncio por um momento — e companheiro do Erick, não sei se vocês lembram da cara dele.
— aquele desgraçado achou sua companheira antes de mim!? — a voz indignada de Henry soou pela cabana toda.
— ele me rejeitou — resolvo falar antes que ele se confunda alguma coisa. Após eu dizer isso, o silêncio reinou de novo.
— ele é mesmo um desgraçado... — a voz dele saiu baixa, mas deu para todos ouvirem.
— deixando isso de lado, o que aconteceu antes de eu chegar? — pergunto quando vejo todos sem jeito olhando para mim.
Henry respira fundo e olha para Stephany novamente.
— ela estava dormindo no quarto, eu e Celine estávamos aqui na sala. Eu senti um cheiro de sangue um tempo após deixar o quarto, por volta de uns 10 minutos, imediatamente corremos para o quarto e vimos o vampiro sugando o sangue dela. Como ela tá fraca e não percebemos rápido o bastante, assim que nossos olhos se cruzaram, ela desmaiou — ele explicou rapidamente o início dos acontecimentos — corri até ele e dei sinal para Celine ir chamar ajuda na cidade, mas antes da Celine sair...
— ele me desmaiou e não consegui revidar! — Celine interrompeu a explicação brava e parecia frustrada.
— isso mesmo, eu consegui segurar ele por um tempo, mas desmaiei vendo a sombra de Arthur. Durante todo o combate ele ficou quieto e mirando em pontos vitais. Acredito que ele não tentou matar Celine de primeira porque pulei em cima dele rapidamente. — Henry explicou e especulou sobre o que aconteceu durante a luta.
— vou interrogar ele depois de voltar, como é os gêmeos que levaram ele, não precisamos nos preocupar. Ficarei até a Stephany acordar e depois vou lá interrogar ele. — John disse com uma voz confiante. Parece que ele confia naqueles gêmeos.
— será que ela vai demorar a acordar? — Celine perguntou.
— provavelmente, ela quase perdeu o controle, tava se recuperando e foi atacada em seguida, então por mais que ela acorde daqui a pouco, ela não vai está em condição de fazer nada. — respondo sabendo o que aconteceu desde o início.
— por que ela quase perdeu o controle, mel? — aí veio a pergunta que estava esperando e olho em direção de Arthur.
— eu não sei — respondo com uma voz séria sem perceber e acabo percebendo o que disse — digo, ela esteve fora desde aquele momento da caverna e voltou hoje de manhã, quando ela chegou, ela disse que havia usado um feitiço proibido transformando o grifo em humana e logo após foi descansar. Nisso ela dormiu, eu escutei um grito e corri para dentro — suspiro lembrando o que aconteceu —. Ela estava suando, seus cabelos estavam metade preto e metade platinado, sua voz tava fraca, ela me disse que teve um pesadelo — solto uma risada sem graça e pensativa — sinceramente, um pesadelo a ponto de ver ela lacrimejar e perder o controle. Eu não sei o que dizer, eu nunca a vi nessa situação. — falei numa voz baixa e sinto minha voz falhar. — ela esconde os seus fardos e nunca pede ajuda.
Eles ficam em silêncio, percebi pela cara deles que não sabiam o que dizer e ficaram pensativos. Arthur e John se concentraram na Stephany, john que está do lado está segurando a mão e Arthur que esta com ela no colo.
Vou até a cozinha e tomo um copo de água. Não é minha casa, mas não vejo problema em fingir que seja.
Volto para a sala, sento em uma poltrona não muito longe dos outros. A sala está uma bagunça por causa da luta, mas ninguém se importou muito com isso.
— vocês são irmãos ou parentes? — escuto a voz de Celine e viro confusa para ela.
— de quem você está falando? — pergunto confusa com a pergunta. É óbvio que Arthur e John são irmãos, então não são eles.
— você e eles, vocês não são irmãos não? — olho para os dois irmãos e vejo eles congelarem. Isso fez eu franzir a testa.
— a única coisa que somos parecidos é os olhos, não somos irmãos, não. — respondi, mas minha voz vacilou involuntariamente. A dúvida começou a se infiltrar em minha mente, e me vi olhando para o chão, tentando processar tudo.
"Irmãos? Não acho que somos parecidos, bem, os olhos são quase iguais, mas isso pode ser coincidência e não é como se eu fosse a única com essa cor de olhos. Será? Não, não pode ser... pode?" _ meus pensamentos corriam descontroladamente enquanto eu lutava para entender o que estava acontecendo.
— por que você diz isso? — pergunto depois de pensar um pouco e não chegar a lugar nenhum.
— hum, como posso explicar? — ela colocou a mão no queixo e uma expressão pensativa — se eu falar que é uma sensação, talvez intuição e instinto. Você acreditaria? — ela disse séria e com confiança.
"Deveria acreditar com uma resposta dessa?_ penso confusa_ irmãos... não que eu ache isso ser r**m, mas não é como se fossem meus irmãos_ me perdi pensando sobre isso rapidamente."
— I-isso... talvez seja possível — escuto a voz de John um pouco hesitante e sem me olhar nos olhos. Sua voz hesitante e a falta de contato visual só aumentaram a confusão. Encarei-o, procurando por qualquer pista em sua expressão, mas encontrei apenas incerteza.
"Como assim? Talvez realmente sejamos irmãos, é isso que ele quer dizer?_ penso olhando a expressão dele que parecia um pouco em dúvida e com uma pitada de medo_ ele tá brincando comigo?"
Continua