capítulo 19

1838 Words
P.o.v. John "Me sinto aliviado, foi uma reação boa a que ela teve. Eu não saberia o que fazer se ela não quisesse nos ver mais ou algo do tipo."_ meus pensamentos vagam durante o abraço. — Então, irmãzinha, quando que você quer conhecer nossos pais?_ resolvo perguntar, mas me arrependo no segundo seguinte. Porque vem um silêncio constrangedor em seguida. — Eu ainda tenho que pensar um pouco primeiro_ um sorriso leve surgiu no rosto dela. Cocei minha cabeça envergonhado. "Eu e minha mania de colocar a carroça na frente dos bois! É óbvio que ela precisa de um tempo, seu b***a! Ela acabou de descobrir as coisas e m*l teve tempo para entender a situação, pense um pouco mais, John! Seu tonto!" _ me xingo em pensamento e raciocínio um pouco o que estou fazendo. De repente, sinto uma presença me observando. Ao olhar em direção ao quarto, vejo Stephany me encarando. Fico confuso por um instante, observando as mudanças nela. Seus olhos estão vermelhos e seu rosto mais pálido, sinalizando que a vampira dentro dela despertou. Como seu companheiro, ela direciona sua atenção para mim. "Ela não deveria estar desmaiada ainda? Como a vampira dela despertou? Será que sou o motivo? Não... talvez a falta de sangue tenha acendido a sua sede", raciocino rapidamente, enquanto nossos olhares se encontram. Um leve sorriso se forma no rosto dela, e antes que eu possa reagir, ela me segura pelo colarinho, me fazendo sentar na poltrona sem dar chance de resistência. Então, ela se acomoda em meu colo, esticando as pernas nos braços da poltrona, ficando em uma posição diagonal. Provavelmente, minha expressão reflete minha surpresa, assim como a de meus irmãos, que parecem um pouco chocados. — Hum... você não é um assento r**m, afinal — diz "Stephany", com uma expressão satisfeita. — Obrigado, eu acho... _ respondi um pouco confuso, não estou entendendo essa situação de agora._ — Eu sou Reine, estou com sede e, claro, a primeira coisa que me veio à mente foi tomar seu sangue, afinal, você é meu companheiro. Mas depois pensei melhor. Depois de todo esse descontrole, fiquei preocupada que eu não conseguisse me controlar, o que seria um tanto perigoso para você. _ Enquanto ela fala, sua mão delicadamente acaricia meu rosto, seu toque frio contrastando com a calorosa intensidade de seu olhar, que adquire um leve brilho feroz antes que ela afaste a mão. Sinto meu rosto corar levemente. — Perigoso para mim? Não acha que é perigoso para você que está em cima de mim não?_ me sinto um pouco irritado por ser tratado como fraco, mas entendo a lógica dela. Tomar sangue de seu companheiro é muito mais gostoso e como ela tá com sede, pode me machucar. — John!_ escuto a voz de Arthur me reprendendo e viro para ele, mostro a língua e viro a cara de novo. Escuto uma risada abafada e logo percebo ser a Melody. Assim que olho para ela, ela finge que nada aconteceu. Volto meus olhos para a "Stephany" que é atualmente a Reine. — Oh, querido, você realmente acha que pode me segurar aqui? Tenho mais de 15 anos de experiência em luta, e há um registro de 0 pessoas que conseguiram me segurar por mais de alguns segundos_, ela diz ironicamente, olhando para mim com curiosidade e parecendo animado. _ Bem, eu preciso me alimentar, e não pode ser você, querido. Porque só a deusa sabe o que eu faria com você_, ela diz enquanto se levanta. Tentei segurá-la, mas ela não me deu chance de fazê-lo. — Não pode ser o sangue de um de nos aqui da casa?_ perguntou Melody que parecia preocupada. — Hmm, sangue de lobo é definitivamente uma opção,_ seu olhar se volta para Arthur, que parece surpreso. O olhar de Arthur se volta para mim por um breve momento, como se quisesse mostrar superioridade. Sinto uma veia saltar na minha testa de irritação com a provocação infantil dele. — Claro, só seria opção se ele não fosse meu companheiro também_ Arthur fica sério após a declaração de Reine e finge que nada aconteceu entre nós._ a Mel eu não posso machucar, como vocês já sabem. Eu sou a guardiã dela e não faria o menor sentido eu machucar ela. Celine é muito nova e não bebo sangue de menores_ disse pensativa e olhou para a porta da cozinha que é mais como uma divisória do que uma porta_ vocês podem entrar já, acredito que eles já terminaram a conversa deles. Logo Celine e Henry entraram e sentaram no sofá. — Hum, com certeza o Henry é a única pessoa que tenho confiança em não perder o controle_ ela disse enquanto encarava Henry. A declaração de Reine sobre confiar em Henry para não perder o controle me atinge como uma flecha de ciúmes inesperada. Dou-me conta de que estou encarando Henry com um olhar penetrante, mas rapidamente relaxo, não querendo adicionar mais tensão ao ambiente. — Eu tenho um pouco de sangue aqui, não precisa ser o meu. Eu também sou um vampiro, então tenho um pequeno estoque em casa._ Henry ofereceu, tentando dissipar a tensão no ar. A oferta de Henry me traz um alívio imediato, como se um peso tivesse sido tirado dos meus ombros. Mas, ao mesmo tempo, não posso ignorar o aperto no peito que indica ciúmes. É uma sensação estranha, e acabo soltando uma risada sem som, meio incrédulo comigo mesmo por estar experimentando ciúmes em uma situação como essa. Entretanto, é difícil negar a pontada de desconforto ao imaginar Reine tomando sangue de outra pessoa, mesmo que seja apenas para saciar sua sede. É uma reação instintiva, um reflexo da ligação emocional que compartilhamos como companheiros. Mesmo tentando manter a mente racional, é complicado controlar esses sentimentos. — Pode ser, preciso de um litro de sangue, você tem? — Ela questiona, seus olhos refletindo uma mistura de determinação e incerteza. — Vou olhar, mas creio que tenha só duas bolsas que seriam 900 mililitros de sangue, é o suficiente?_ perguntou se levantando e indo para a cozinha novamente. — É o suficiente, "nós" vamos nos recuperar mais rápido assim._ ela afirmou, enfatizando o "nós" para mostrar que se referia a Stephany também, o que significa que stephany vai acordar depois disso. Após alguns instantes, Henry volta com o sangue e ela o bebe rapidamente, parecendo satisfeita. Ela então volta a se sentar no meu colo, mas desta vez eu passo meus braços em volta de sua cintura, prendendo-a suavemente. Ela apenas dá uma risada baixa e se acomoda em meu peito. Seu corpo parece relaxar um pouco mais, e posso sentir sua respiração calma. Ela logo adormece, seu corpo relaxando completamente contra o meu peito. Posso sentir sua respiração tranquila e regular, indicando que ela mergulhou em um sono profundo e restaurador. Com cuidado para não perturbá-la, ajusto minha posição para garantir seu conforto, mantendo-a segura em meus braços. — Ela parece muito confortável no seu colo._ Melody comenta enquanto observava Stephany. — Sim, ela parece estar realmente relaxada. — Eu respondo, sorrindo levemente para Melody. — Acho que ela precisa desse descanso depois de tudo que aconteceu. — Bom, eu vou ficar lá no quarto para pensar um pouco no que aconteceu e depois nos vemos o que fazemos_ Melody disse indo para o quarto e nos deu um sorriso antes de entrar no quarto e fechar a porta. Volto minha atenção para Stephany, cujo sono tranquilo parece trazer um alívio tão necessário após os eventos turbulentos que vivemos. Ela repousa em meus braços como se estivesse em seu lugar mais seguro, e por um momento, permito-me sentir grato por poder oferecer esse conforto a ela. — Eu vou indo resolver o caso do puro-sangue, preciso da sua permissão para entrar no calabouço e interrogar ele._ Observo Arthur se aproximar com determinação, seus braços cruzados revelando uma tensão palpável. Seu olhar está fixo em Stephany, mas rapidamente se desloca para mim, transmitindo uma mistura de determinação e, talvez, um lampejo de inveja. Respiro fundo, consciente de que esse tipo de reação não é incomum quando se trata de laços tão próximos como os que compartilhamos com Stephany. Como seus companheiros, é natural que sintamos uma ligação profunda com ela e, por vezes, emoções como ciúme e inveja podem surgir até entre nos dois. Porem é algo que teremos que se acostumar, afinal, nos dois somos companheiros dela. — Vou deixar isso com você e com Henry. Henry é meu conselheiro vampiro, então ele pode te dar a permissão e ser encarregado disso_ digo sério e olho para Henry, que assente rapidamente. — Seu conselheiro que você nunca ouve_ escuto Henry resmungar baixo e fingo que não escutei. — Vou lá ver se consigo resolver isso, vou deixar nossa companheira e nossa irmã em suas mãos. Também falarei com nossos pais sobre isso e ver se eles têm planos a respeito e resolver a bagunça que fizemos._ Arthur disse rapidamente seus planos e olhou a Stephany um pouco antes de sair do apartamento. — Vou levar Celine e deixar ela nos meus pais_ disse Henry se curvando levemente e saindo atrás de Arthur. — Cuide bem delas, irmão John! — Celine diz com um sorriso, antes de se afastar junto com Henry. — Podem deixar que vou cuidar bem delas sim!_ asseguro, sabendo que tanto ela quanto Arthur escutaram minhas palavras. Com um sentimento de conforto e determinação, volto meu olhar para minha companheira adormecida. Um sorriso suave se forma em meus lábios enquanto observo sua serenidade. — Com certeza vou cuidar de você_ sussurro suavemente, deixando um beijo leve em sua testa. Olho para o relógio e vejo que passou dás uma e meia da tarde, parece que ficamos conversando mais tempo do que pensava. Com cuidado para não acordá-la, vou para um sofá maior com ela e sento, ajeitando-a suavemente para que continue dormindo confortavelmente em meu colo. Então, alcanço um cobertor no outro sofá e a cubro delicadamente, garantindo que ela permaneça aquecida e confortável enquanto descansa. "Bom, agora preciso esperar notícias de Arthur, Melody está no quarto se recuperando e não parece que haja perigo iminente... Eu posso dormir? Está muito confortável com a Stephany aqui." Eu pondero sobre a situação, sentindo o peso do cansaço acumulado. Aconchegado com minha companheira adormecida em meu colo, o calor do cobertor envolvendo nós, a tentação de fechar os olhos e descansar é forte. No entanto, a responsabilidade e a incerteza sobre o que pode acontecer mantêm minha mente alerta. É uma decisão difícil, mas eu sei que preciso permanecer vigilante, pelo menos por enquanto. Após algumas horas de espera, enquanto observo o ambiente tranquilo e percebo que não há sinais de perigo iminente, o cansaço finalmente toma conta de mim. Lentamente, permito que meus olhos se fechem, rendendo-me ao sono que tanto me chamava. Com Stephany ainda serenamente adormecida em meu colo, deixo-me envolver pela sensação de segurança e conforto, entregando-me ao merecido descanso. Continua
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