Mestre narrando
Faz meses que tô só esperando o dia de hoje, Só agora que a gente pode comemorar do jeito que merece. A última parada foi milionária, mas dessas aí, nós só faz uma vez no ano e olhe lá. Negócio arriscado, mas quando dá certo, meu time fica abonado. Agora é só festar, botar o melhor baile do ano, porque meus cria merece.
Mestre: E aí, Jhow, tá tudo certo pro baile? - pergunto, puxando um cigarro.
Jhow: Tá tudo alinhado, chefe. Segurança reforçada, bebida chegando, e o DJ já tá na área. Vai ser baile histórico.
Mestre: Quero o melhor, nada de economia, nada de miséria. Aqui é Vidigal, porr@, e quando a gente faz, faz pra ser lembrado.
Meu bonde já tá na ativa desde cedo. Trio elétrico montado, som testado, as caixas tremendo. Tendas pras bebidas e pro open bar garantido pros meus aliados, quem é da comunidade vai beber sem miséria, quem vier de fora, vai ter que pagar o preço justo.
Negrete: Chefe, o palco tá quase pronto. E os convidados especiais? - pergunta Negrete, que tá cuidando da parte artística.
Negrete, é nossa companheira de vida, ela entrou nesse caminho e não quis sair mais, da fruta que eu gosto ela chupa até o caroço, desenrola fita que muitos mano nem tenta.
Mestre: DJ Malvadão já confirmou, e chamei os moleques do trap pra fazer aquele show f0da. Quero ver a favela cantando alto.
Negrete: Vai ser estouro, mestre.
Passo pela área VIP. Aqui só entra quem tem meu respeito, O bonde dos aliados, as mina mais chave, os parceiros que tão sempre na correria. Sofá de couro, narguilé liberado, whisky do bom. Meus amigos não merecem menos.
Mestre: E o esquema de segurança? Não quero vacilo - olho pro Bico, meu segurança de confiança.
Bico: Tudo no esquema, chefe. Entrada controlada, só passa quem é de confiança. Os fogueteiros já tão espalhados, Qualquer coisa estranha, já sobe os sinal.
Mestre: Certo. Sem treta, sem polícia, sem surpresa, Hoje é dia de curtir, mas qualquer um que pisar na bola, some.
Depois de conferir e ver que já tava tudo certo, Subi na minha moto e fui direto para minha goma.
Cheguei em casa e fui direto pro banho, a água quente caiu no meu corpo, levando embora o cansaço do dia. Saí, me olhei no espelho e ajeitei a barba na navalha. Pele lisa, sem erro. Vesti um conjunto preto da Lacoste, corrente pesada no pescoço, relógio cravejado reluzindo no pulso. Tênis branco, novo. O anfitrião do baile tem que chegar como manda o figurino.
Antes de partir, fiz minha parada obrigatória na casa da minha mãe. Melissa já tava deitada, mas eu nunca saio sem dar um beijo nela. Entrei no quarto devagar, sentei na beirada da cama e fiz cosquinha na barriguinha dela. Minha pequena riu baixinho, abriu os olhos e se agarrou no meu pescoço.
Mestre: Papai vai no baile, meu amor, mas você tem que se comportar, hein? - falei, beijando sua testa.
Ela murmurou um “tá bom” sonolento e voltou pra cama, Minha mãe apareceu na porta, me olhando daquele jeito de sempre, entre o orgulho e a preocupação.
Sueli: Deus te acompanhe, meu filho. E olha a Keila, viu? Aquela menina é fogo.
Revirei os olhos, era só o que me faltava, babá da Keila.
Mestre: Ela que se vire, mãe. Não quero carrapato no meu pé, mas também não vou desgrudar o olho. Não quero ela dando condição pra vag@bundo.
Keila bufou atrás de mim, mas nem discutiu, Sabe que eu tô certo.
Saímos juntos e fomos direto pro campo, onde o baile já tava fervendo. A batida do 150 BPM sacudia tudo. Assim que botei o pé no portão, os olhares se voltaram. Os que estavam na entrada abriram caminho, Os aliados me cumprimentavam com respeito, os novatos olhavam com admiração, e as mulheres, bem, elas sempre tentam.
Grito: Mestre chegou! - alguém gritou, e o burburinho aumentou.
Passei entre a multidão como um rei no próprio castelo, O campo era meu, a noite era minha. Hoje era dia de comemorar, de deixar a favela curtir. E quem tava ali sabia, no meu baile, tudo tinha que ser do jeito certo.
O furdunço já tinha ganhado vida, O cheiro do churrasco já domina a área, as caixas de som começam a tocar os proibidões. As mina chega de salto, short curto, cabelo impecável. Os cria de Lacoste, boné aba reta, cordão de ouro brilhando. O brilho da favela reluzindo na noite.
Mestre: Cadê meu whisky? - pergunto, e em segundos um copo cheio tá na minha mão.
Negrete: Brindar a quê, mestre? - Negrete sorri, levantando o dela.
Mestre: Brindar a nós, porr@. A favela tá viva, tá forte. Hoje é dia de festa, e amanhã a gente pensa no depois.
O DJ aumenta o som, a multidão vibra. O Vidigal tá pegando fogo e a noite só tá começando. Aqui é o nosso momento, a nossa vitória. Ninguém tira isso de nós, Enquanto a favela dança, eu observo de longe. Sou o rei dessa porr@, e hoje, meu morro é o castelo da diversão.
Baile rolando daquele jeito, morro lotado, bebida jorrando e o bonde na atividade. Hoje eu liberei pras minas subirem no camarote, quem quisesse, sem forçar ninguém. Mas já deixei claro. subiu, é pra mamar o bonde, Sem choro.
Keila veio cheia de marra, querendo arrumar confusão, Não deixei nem começar, já mandei ela pro outro lado. Falei pra Negrete ficar de olho, porque hoje eu não queria perreco. No camarote, só diversão.
E também não ia fazer essas paradas na frente da minha irmã, respeito né, ela foi para parte que estava iluminada, eu e os moleque ficamos na parte escura, a gente vê a galera lá embaixo, mas ninguém ali via a gente.
As meninas foram subindo, cada uma sabendo do que se tratava. Entre elas, a Tatiana já veio me olhando daquele jeito, Safad@ do jeito que eu gosto. Nem precisei falar nada, só fiz o sinal e ela entendeu na hora.
Eu tava sentado, tranquilo, sentindo o clima do baile, e ela já se abaixou na minha frente. Puxou minha calça sem pressa, desenrolando o mastro devagar, Não precisou nem de incentivo, caiu de boca sem cerimônia.
A pegada dela era forte, sem miséria, daquele jeito que faz a mente flutuar.
Eu só encostei, deixei ela trabalhar. Quem sabe, sabe. Ela metia o ritmo certo, sugando sem pausa, me deixando ali na brisa, quando vi que tava no ponto, segurei na nuca dela e deixei acontecer. G0zar na boca dela foi só o final da cena, Fez o serviço e sumiu no meio da festa. Melhor assim.
Depois disso, nem olhei mais pra cara dela. Não era dia de grude, nem de conversa fiada, Hoje eu só quero curtir o baile, ver quem realmente merece meu tempo. No fim, eu escolho uma e levo pro matadouro. O resto? Que continue se divertindo, porque amanhã é outro dia e a vida segue.