ZOHAR O carro preto estava estacionado na beira da estrada de terra, escondido entre as árvores, como uma fera à espreita. Eu caminhei pela trilha que levava até ele, minha túnica escura arrastando na poeira. O sol já estava baixo, pintando o céu de tons alaranjados, e o ar quente da noite começava a chegar. Quando me aproximei, a porta do banco de trás se abriu. Lá dentro, com um sorriso frio e os olhos de gelo, estava o Dr. Andrew Talbot. — Entre, Mestre Zohar — ele disse, a voz suave como veneno. — Temos muito o que conversar. Entrei no carro. O cheiro de couro caro e perfume masculino preenchia minhas narinas. O ar-condicionado era gelado, um contraste brutal com o calor da floresta. A porta se fechou atrás de mim com um clique surdo. — Se o senhor está aqui para pedir outra mulh

