ANDREW TALBOT Eu caminhava pelo corredor branco da instalação de nevada com o celular na orelha quase desesperado. A luz fluorescente zumbia sobre minha cabeça, e o eco dos meus passos preenchia o silêncio. Três toques. Depois quatro. Finalmente, uma voz rouca e arrastada atendeu do outro lado. — Fala, Talbot. — Silvino. — Minha voz saiu seca, direta. — A segunda mulher que trouxemos da comunidade religiosa do Zohar... fugiu. O silêncio se estendeu por um momento. Depois, a risada baixa e gutural de Silvino Alonzo ecoou no telefone. — Fugiu? Como assim fugiu? Seu incompetente. Você não tinha aquela instalação cheia de segurança? Eu vi aquilo com meus próprios olhos, Talbot. Homens armados até os dentes, câmeras em cada canto, portas de aço. E você me diz que duas mulheres simplesment

