Desencontros

3235 Words
Se acostumar com a nova função não foi tarefa fácil, apesar de ter se adaptado rapidamente ao cronograma de trabalho, aturar Bakugou ao seu lado todos os dias se provava um tremendo desafio. Não importava o quão competente Izuku de fato é, parecia nunca ser o suficiente para seu chefe; Kirishima, por outro lado... Apesar de realmente grato pelo colega estar facilitando sua vida, Izuku não podia deixar de guardar um certo rancor pela diferença de tratamento; não por ciúmes, já não se importava mais em chamar a atenção do loiro explosivo há muito tempo, só gostaria mesmo de ser tratado com um pouco mais de respeito. Mais um dia começava, o esverdeado seguia sua rotina costumeira: comprou a última edição da semana de sua revista favorita e se dirigiu ao café onde Uraraka trabalha para ler com calma. No momento em que se sentou ao balcão e fez o pedido, porém, sua paz de espírito foi interrompida ao abrir a revista e encontrar uma notícia na seção de fofocas que o deixou no mínimo... perturbado. - Ugh... - Izuku resmungou em repulsa ao virar a página impacientemente. - Alguém acordou com o pé esquerdo, hoje. - Apontou sua amiga. Izuku suspirou exasperado. - Não, é só o Bakugou. Uraraka pausou a preparação do capuccino para fitá-lo, preocupada. - O que ele aprontou, dessa vez? Seu amigo voltou à página anterior para mostrar-lhe a notícia com uma foto comprometedora de seu chefe adentrando um motel de luxo com a representante da cosméticos Glamour. - Quem é essa aí? - A castanha franziu o cenho pra mulher na foto. - Camie Utsushimi. - Izuku respondeu com desgosto. - Quando tivemos reunião com ela esses dias, eu sabia que ia dar nisso. - E por que está tão preocupado? Aquele cafajeste não vale mais o seu tempo, Izuku! - Repreendeu sua amiga com a sobrancelha arqueada ao voltar para seus afazeres. - Eu sei! Mas... - Pausou para suspirar. - Cada minuto que eu passo com ele, só consigo me lembrar daquela noite infeliz e ele ainda dificulta pro meu lado... nada do que eu faço nunca está bom o suficiente e... - Outro suspiro. - Acho que nunca vou ser bom o suficiente. Uraraka o encara com pesar ao depositar seu capuccino com o croissant que pediu no balcão à frente. - Obrigado. - Disse o esverdeado. - Olha... sei como deve ser difícil para você, com o Bakugou sendo seu chefe e tudo o mais... mas também não deve ficar se remoendo por isso, Izuku. Você deve estar se sentindo sem valor algum no momento, eu entendo, mas devia saber que isso passa muito longe da verdade. - A castanha sorriu docemente. - Afinal, todos já perceberam que o rodado aqui é ele. Izuku roncou na falha tentativa de segurar o riso, sua amiga seguiu a deixa. - Obrigado, Uraraka. - Izuku esboçou um sorriso meigo. - Só estou dizendo a verdade. - A castanha deu de ombros. Logo depois, a chefe de Uraraka a estava chamando para atender uma mesa e esta se despediu do amigo antes de se retirar. Tinha razão... sobre tudo o que disse, mas Izuku ainda cogitava fortemente pedir a conta; trabalhar diretamente pro Bakugou devia ser pior do que servir de escravo ao próprio d***o. Uma vez no local de trabalho, o esverdeado cumpria com as funções do dia sob um diálogo amigável com seu colega, Kirishima, isso até sua paz de espírito ser mais uma vez arruinada pela chegada do chefe, este que sorriu para o ruivo como forma de cumprimento até sua cara fechar ao se virar pro sardento ao seu lado; seguiu para o escritório sob o mesmo olhar vindo de Deku, como formaram o costume de se "cumprimentar" nos últimos dias. - Quero um café. - Bakugou anunciou plenamente ao passar pela mesa de secretário. - Na sua mesa. - Midoriya respondeu simplesmente. Bakugou pausou e ficou encarando-o, de certo ofendido. - Está de s*******m?! - Hã...? - Izuku resmungou, confuso. - Vou ter que te falar de novo? Quero meu café coado na hora! - M-mas eu acabei de- - Agora vá pegar outro para mim! - Bakugou interrompeu-o ao bater a porta na entrada do escritório. Kirishima apenas observou calado e suando frio enquanto seu colega levantava de muito mau grado e ia buscar outro café pro senhor "majestade". Ambos os secretários não costumavam conversar sobre seu chefe, por mais que Izuku precisasse desabafar, ainda mais dado o favoritismo e a diferença de tratamento, Kirishima só fazia defender Bakugou - por mais que não merecesse. Terminada a tarefa, Midoriya desabou na cadeira de escritório ao lado do seu colega e bufou impaciente; o dia m*l começou e já estava perdendo as estribeiras, o que não passou despercebido. - Pelo visto, o dia já começou ruim... - Comentou o ruivo. - Nem me fale... - Midoriya respondeu sarcástico. - Acho que está precisando desestressar... Escuta, amanhã é a minha folga e a sua vai ser depois de amanhã, certo? - Aonde quer chegar...? - Seu colega perguntou, suspeito. - Nada! - Riu o ruivo. - Só estava combinando de sair com uns amigos amanhã à noite e queria saber se você não quer vir junto. Izuku gelou; da última vez que saiu com amigos o resultado foi o Bakugou, realmente não sabia se confiaria em si mesmo uma segunda vez. - Não sei, não... - Qual é, Midoriya! Vai ser legal! Além do mais, você está precisando descontrair um pouco. Izuku suspirou à insistência, pesando os prós e contras mentalmente; não era nenhum fã de locais barulhentos como boates ou bares e já teve uma experiência horrível num deles... mas talvez se tentasse se conter desta vez e não saísse com nenhum estranho... além do mais, passar um tempo com Kirishima deve lhe fazer bem, realmente se sentia confortável em sua presença. - Para onde vamos? - Cedeu. Kirishima sorriu em compreensão ao lhe passar os detalhes. Sexta-feira devia ser o pior dia da semana para Izuku; ainda mais por ser o dia de folga de seu colega, aturar Bakugou completamente sozinho era pior que um pesadelo, seu único consolo era o de que sairia mais tarde com Kirishima e seus amigos. Chegando em casa após um longo dia, o esverdeado se arrumou rapidamente e foi até o bar indicado; uma vez no local, Izuku examinou os arredores em busca daquele familiar ponto vermelho e o encontrou acenando de uma mesa que dividia com outras pessoas. Acenando em retorno, Izuku sorriu e foi ao seu encontro para se deparar com a última pessoa que gostaria de ver em meio ao grupo; seu sorriso automaticamente se desfez ao ver aquelas orbes escarlate lhe metralhando com repúdio. - O que faz aqui? - Perguntou sem paciência. - Eu o convidei. - Eijirou disse plenamente. Bakugou fuzilou-o com o olhar. - Mas que p***a, Ei-?! - Desculpem, eu não sabia. - Izuku falou por cima do barulho no local. - Com licença... - Espera, Midobro! - Kirishima foi logo se levantando e enlaçando Izuku pelo pescoço com o braço. - Acabou de chegar! Não pode ficar nem para um drinque? Izuku olhou de Kirishima para Bakugou e de volta para Kirishima. - Eu não sabia que, bom... ele viria, podia ao menos ter me avisado. Seu parceiro de trabalho suspirou em derrota, fitando cada um dos integrantes sentados à mesa debaixo daquele silêncio constrangedor. - Eu já volto, pessoal. - Anunciou ao guiar Midoriya para um canto. - Olha, me desculpa, Midoriya, eu sei como é o seu relacionamento com o Bakugou, mas não pode abrir essa brecha só hoje? Izuku suspirou impaciente. - De novo com esse papo? Eu sei que ele pode não te tratar pior que lixo, mas eu já estou cansado de ser tratado justamente assim! - Olha... eu sei que ele tem um caráter difícil, mas não pode dar uma chance para conhecê-lo melhor? Izuku contorceu o rosto em desdém. - Não sou arqueólogo para caçar um pingo de bondade debaixo de tanta escrotice... - Qual é, Midoriya! Você já está aqui, não pode ficar nem um pouco...? Por mim? Izuku hesitou antes de lhe responder. - Está bem... - Disse para o contento de seu colega. - Não sei porquê insiste tanto, mas só estou fazendo isso por você, entendeu? - É melhor do que nada! Vamos voltar. - Comemorou o ruivo ao puxá-lo de volta pra mesa. Uma vez de volta, Kirishima se encarregou de apresentar o mais novo chegado ao grupo. - Pessoal! Desculpem por isso; este aqui é o Midoriya, ele vai se unir a nós hoje. Izuku acenou acanhado aos sorrisos dos amigos até ouvirem uma exclamação de protesto. - Eijirou! Ignorando o loiro explosivo, o ruivo foi logo puxando Midoriya para sentar ao seu lado na mesa. - Midoriya, o Bakugou você já conhece, estes são Kaminari, Sero, Ashido e Jirou. - Apontou para cada um dos presentes que acenaram de volta. O clima na mesa logo voltou a pesar no que Bakugou se levantava com um estrondo e se afastava feito uma criança mimada; um momento de silêncio se fez até Jirou pigarrear antes de abrir a boca para mudar de assunto. - E então, Midoriya, o Eijirou contou que começou a trabalhar com ele, nas últimas semanas. - Ah... sim. - Respondeu o esverdeado devagar. - E como está indo para você? Soube que o Katsuki ficou impressionado com os seus designs de moda. - Indagou a morena de corte Chanel. Izuku já abria a boca para falar, aquele era um assunto desconfortável para ele, mas Kirishima logo o cortou. - O Midobro é incrível! Não é para menos que o Katsuki o promoveu, ele é esforçado à beça! - Mesmo? Imagino que o Bakugou esteja orgulhoso de você, então! - Comentou Jirou. - É, digamos que eles estão unidos por um elo especial. - Kirishima disse muito para o choque do seu colega de trabalho, cujo não teve tempo de se manifestar antes de alguém na mesa engasgar com a bebida. - Tudo bem? - Midoriya perguntou a Sero em meio à sua crise de tosse. - Claro. - O moreno disse sem fôlego ao dar leves socos no próprio peito. - Ai, por que não disse antes, Ei?! - Ashido indagou animada. - Estava esperando uma brecha para poder contar para todos vocês juntos. - O ruivo riu acanhado. - Espera, do que estão falando? - Midoriya se pronunciou. A mesa de repente ficou quieta, todos pareciam morder a língua para não "soltar" nada revelador, Kirishima teve de pensar rápido para se safar daquela situação. - Erm... é que o Katsuki tem um caráter difícil, como percebeu, por isso sempre insistimos para ele procurar novas amizades, se extravasar mais... você parece estar fazendo bem para ele, Midoriya! Não acreditando em suas palavras, Izuku apenas sorriu melancólico. - É o que você acha, não é? - Seu tom sombrio enviou calafrios pelas espinhas de todos na mesa. - Você não parece muito contente com isso... - Ashido comentou cínica. - Desculpem, mas não sei se consigo acreditar. - Disse Izuku impaciente. - Olha, eu sei como o Katsuki pode ser ranzinza, mas ele também tem seus motivos para ser assim, sabe? - Kaminari se intrometeu. - Se tiver paciência, vai descobrir o melhor amigo que pode ter! - Claro... - Midoriya respondeu sarcástico. - Você ainda vai descobrir, Midoriya. - Kirishima comentou. - Agora vamos só aproveitar o momento; o que vai querer beber? Izuku pausou para pensar nas alternativas. - Uma Fanta laranja. O ruivo ergueu uma sobrancelha divertidamente; já esperava que Midoriya não fosse de beber álcool, mas talvez tivesse esperanças de que tentasse se soltar um pouco em meio a uma ida ao bar entre amigos. - Beleza, vou pegar para você! Espere aqui. - Obrigado, Kirishima. - Disse o esverdeado. A conversa mudou de curso no que o ruivo se levantava em direção ao bar, no entanto, seguindo seus movimentos com os olhos, Izuku viu-o parando surpreso no caminho. Confuso, olhou em direção ao bar para se deparar com Bakugou flertando com uma mulher qualquer. O ruivo se virou lentamente para Midoriya para garantir que não havia visto, mas a expressão de dor em seu rosto entregou que era tarde demais. Por quê se importava? Izuku pensou, não é como se fosse mais da sua conta. Esse tempo todo tentava se dizer que havia superado, mas sabia no fundo que aquilo estava longe da verdade. A conversa na mesa morreu aos poucos quando todos notaram o olhar de Midoriya na direção de Katsuki, cujo interrompeu seu diálogo provocativo com a loira ao sentir pontadas fortes no peito; escaneou o recinto com seus olhos carmesim à procura daquele esverdeado maldito e o viu encarando-o com um olhar sombrio da mesa. - Midoriya... - Kirishima quis expressar alguma palavra de consolo, mas nada lhe veio à mente. - Desculpem, não estou me sentindo bem. - Izuku mentiu ao se levantar. - Preciso ir. Os súcubos não puderam fazer nada enquanto o jovem sardento contornava a multidão para fora do recinto sem olhar para trás, o que só fez piorar a decaída de Bakugou. Seus amigos correram para socorrê-lo no que o loiro caía do banco de bar, chamando a atenção de todos para si; os olhos alheios observavam em choque, imaginando se o CEO poderia estar tendo um infarto bem ali. - Alguém chame uma ambulância! - Ouviram o barman exclamar em desespero. - Está tudo bem! Nós assumimos daqui. - Kirishima garantiu. O ruivo e seus amigos então carregaram Katsuki para fora do bar, Eijirou se encarregou de botá-lo no carro e ir direto para o apartamento do amigo enquanto o grupo observava o veículo partir, preocupados no que a multidão dissipava e voltavam todos para seus lugares no bar atrás de si. Eijirou fez questão de subir com Katsuki até seu apartamento, se deu ao trabalho até de garantir que estava seguro na cama enquanto a crise não passava. - Vai ficar bem sozinho? - Perguntou o ruivo preocupado. - Vou. - Katsuki respondeu sem paciência em meio à respiração pesada. - Só me deixa em paz. - Hum... - Eijirou resmungou com algo pairando em mente. - Aquilo não foi legal, Katsuki. - Vai mesmo me dar lição de moral agora?! - O cupido exclamou com ênfase. - Você já sabe que o Midoriya é sua alma gêmea, todos nós percebemos, mas continua agindo feito uma criança e querendo ter razão mesmo quando está errado. - O ruivo negou com a cabeça. - Sabe, o motivo de eu tentar te convencer a aceitar o Midoriya no começo foi por sua causa, afinal você é meu melhor amigo e eu odeio te ver assim... mas devo confessar que comecei a me afeiçoar pelo Midoriya, também... Acho que percebeu que ele deve ter ficado com ciúmes de te ver com "outra", ele não mereceu aquilo. - Não fode, Ei... - Katsuki cobriu os olhos com a mão, impaciente. - Eu só quero o melhor para vocês dois. Sabe, você vive dizendo que não vai aceitá-lo porque acha que ele vai te usar e te descartar como qualquer outro humano, mas não é muito diferente do que o que você está fazendo com ele. - Kirishima argumentou muito para a surpresa de seu amigo, cujo lançou-o um olhar furioso. - Boa noite, Katsuki. Com isso, o ruivo finalmente deixou o cupido em paz com os seus pensamentos. O argumento de Eijirou deixou-o inquieto; não podia negar que tinha uma ponta de razão, mas não é como se fosse confessar em voz alta. Na manhã seguinte, sua paz de espírito teve de ser interrompida mais uma vez ao acordar para se deparar com seus amigos esperando-o em sua sala de estar. - Ah! Você acordou! - Mina pulou alegre do sofá. Katsuki fitou-a, impaciente. - O que estão fazendo aqui? - Viemos ver como você está. - Hanta foi o primeiro a se aproximar e enlaçou o braço ao redor do pescoço do cupido. - Então o Ei tinha razão... finalmente encontrou sua alma gêmea! Katsuki empurrou-o para que largasse de si. - Se é para isso que vieram, então podem ir embora! - Qual é, Katsuki! Nós estudamos sobre isso, certo? - Denki se pronunciou. - "O cupido que aceitar a sua alma gêmea não sente mais os efeitos da maldição"; por quê está tão enfezadinho por causa disso? - Vindo do Katsuki, não era para ser novidade para ninguém. - Kyouka comentou monótona. Katsuki bufou ao segurar o cenho e se dirigiu à porta da frente. - Olha, eu não estou com cabeça agora, então querem fazer o favor de-?! - Interrompeu-se. O íncubo já estava abrindo a porta com o intuito de despachá-los, mas surpreendeu-se ao encontrar Eijirou do outro lado com o celular contra a orelha. - Mas que p***a, Ei?! - Katsuki exclamou exaltado. Antes mesmo que pudessem dizer qualquer outra coisa, no entanto, o celular do cupido começou a tocar da mesa de centro da sala; impaciente, Katsuki foi atendê-lo às pressas. - Alô? - Saudou seco. - E aí, Katsubro! Eu pensei em visitar, mas aí lembrei que você vive me pedindo para te ligar antes de aparecer, então aqui estou. - Eijirou lhe disse ao entrar no apartamento e desligar o celular no que Katsuki apenas mantinha uma cara de tacho. - Vocês ainda vão acabar me fazendo cometer um crime... - O cupido resmungou ao esfregar o rosto. - Precisamos conversar. - Anunciou o ruivo. - Acho que já "conversamos" o suficiente. Podem ir agora? Preciso me arrumar pro trabalho, você também, Ei-! - É sério, Katsuki! Isso é importante. - Eijirou interrompeu seu amigo em meio ao seu discurso. - E o que pode ser tão importante para me azucrinarem a esta hora?! - Katsuki vociferou. Eijirou suspirou. - Olha, sei que não quer acreditar no Midoriya ou em qualquer outro humano, mas já deve ter percebido que recusá-lo já está lhe fazendo m*l. - O ruivo estava visivelmente tentando controlar seu tom. - Eu não queria insistir assim, mas sua teimosia não me dá escolha... além do mais, se não for rápido o suficiente, pode perdê-lo para outra pessoa. Os súcubos arregalaram os olhos perante a análise, somente Katsuki soltou uma risada debochada. - E quem iria querer um nerd daqueles? Eijirou hesitou. - Eu não queria que soubesse assim, mas... tem outra. De repente, Katsuki pareceu surpreso. - O quê-? - Tooru Hagakure do departamento de design de moda. - O ruivo interrompeu-o novamente. - Ela andou demonstrando interesse pelo Midoriya. Se for aceitá-lo, sugiro que seja mais rápido que ela. Ao ouvir aquilo, o cupido visivelmente tentou controlar a fúria crescendo dentro de si. - Katsuki...? - Eijirou chamou com cautela. - Saiam. - Katsuki ordenou plenamente. - Olha, me desculpe- - SAIAM!!! - Berrou a plenos pulmões com os caninos à mostra, seus amigos obedeceram instantaneamente, se teleportando para fora da sala. O íncubo então desabou no sofá e enterrou o rosto nas mãos, amaldiçoando seu lado sentimental de cupido cujo gritava pelo afeto da alma gêmea. Ele nunca escolheu aquilo, se pudesse, iria contra essa parte do fardo de ser cupido, mas talvez Eijirou tivesse razão... tinha de fazer alguma coisa em relação a Hagakure, e rápido.
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