Ciúmes

3211 Words
Após aquela noite catastrófica, o relacionamento entre Midoriya e Bakugou simplesmente voltou à estaca zero, apesar de Izuku continuar remoendo o fato de ainda se importar com quem o usou como uma p**a barata. O esverdeado tentou descontrair com os amigos em seu tempo livre, ocupar a mente com outras coisas que não fossem aqueles pensamentos intrusivos, cujos eram difíceis de controlar quando se encontrava sozinho ou, principalmente, na companhia do causador de seus problemas; suas mágoas, no entanto, não passaram despercebidas. - Você não anda muito bem, Midobro... quer conversar sobre isso? - Kirishima comentou em meio ao trabalho. - Não. Na verdade, não. - Izuku respondeu secamente. - É o Bakugou, não é? Sem resposta desta vez, o sardento apenas fez o possível para engolir o choro. - Olha, sinto que tem algo a mais entre vocês, então... quer me contar o que aconteceu...? Prometo que vou falar com ele e talvez- - Não vai adiantar nada, Kirishima. - O esverdeado interrompeu. - Como pode ter tanta certeza? - O ruivo arqueou uma sobrancelha, curioso. Izuku apenas fitou-o com um sorriso sarcástico. - Você realmente não conhece o lado de fora de todo esse favoritismo, não é? Seu comentário surpreendeu seu colega de trabalho, não imaginava que Midoriya pudesse ser tão frio. Pigarreou e abriu a boca para tentar outra abordagem. - Bom... de qualquer forma, você parece estar precisando descontrair um pouco! Porquê não aparece no meu apartamento lá pelas dez? Podemos conversar um pouco e- - Não quero. - Izuku interrompeu-o mais uma vez. - ... Mas, Midoriya- - Você vai levar seus amigos de novo, não é? - Indagou sem tirar os olhos do computador à frente. Kirishima perdeu a fala; pelo visto seu colega de trabalho já decifrara suas intenções, não era muito difícil, afinal. Pouco depois, o chefe emergiu detrás da porta do escritório para quebrar aquele silêncio constrangedor. - Vamos almoçar, Ei? Já está na hora. - Convidou ele. - Ah, claro! - O ruivo respondeu, levantando de prontidão. Com uma última olhada ao seu parceiro de trabalho que ignorava-o completamente, Kirishima então seguiu Bakugou para almoçar em seu restaurante de costume. Na mesa que dividiam, Eijirou ficou se coçando para não trazer à tona a conversa que acabara de ter com Midoriya, o que estava aparente em seu rosto, mas não é como se Katsuki fosse lhe perguntar… afinal sabia exatamente o que se passava em sua mente. Conversaram então sobre o trabalho, seu próximo encontro com os amigos em meio a uma atmosfera desconfortável que já estava deixando ambos à beira de surtar, praticamente engolindo a comida na pressa de voltar aos seus afazeres e se livrarem daquela situação inconveniente. Eijirou sentia que havia algo mais entre seu amigo e a alma gêmea e tinha uma boa ideia do que poderia ser, só não queria comentar sem que lhe perguntasse, afinal Katsuki explodia toda vez que tocava no assunto e não precisavam disso num local público. Voltando ao escritório, Bakugou ignorou Izuku como de costume enquanto Kirishima aproximava-se para se unir a ele à mesa com um sorriso constrangido. - Pode sair pro intervalo, Midoriya. - Disse ao sentar. O esverdeado apenas sorriu cansado em compreensão. - Obrigado, Kirishima. Saindo às pressas, Midoriya encontrou uma mesa vazia no refeitório para aproveitar o momento de paz que teria antes do “abatedouro”. Era o único momento de sua jornada de trabalho que conseguia realmente aproveitar, por mais que fosse o emprego dos seus sonhos. Quem diria que trabalhar com o que gosta seria tão estressante? Se perguntava todos os dias se valia mesmo a pena. Não muito se passou, alguém já o estava chamando. - Oi, Midoriya! Posso me juntar a você? Izuku olhou para cima para se deparar com aquelas familiares mechas cor de lima e sorriu. - Claro, Hagakure! - Confirmou animado. A jovem se sentou rapidamente antes de se dirigir a ele. - E então? Como vai a vida? - Ah, vai bem… quer dizer, fora o trabalho… - Respondeu devagar. E lá estava de novo. - Você realmente não parece estar gostando daqui, não é, Midoriya? - Hagakure comentou preocupada. - Bom… não posso mais dizer que é meu emprego dos sonhos… - Hum… Todo esse estresse não vai fazer bem para você, já pensou em pedir a conta? - Já, mas encontrar outro emprego na minha área não está sendo tão fácil, como pode imaginar. - Entendo… Realmente não dá para se sustentar sem um emprego, não é? Mas… não pode passar um tempo com sua mãe ou um amigo? Sabe… até encontrar algo. Izuku suspirou. - Não quero viver de favor com ninguém. Hagakure esboçou um sorriso melancólico. - Você é mesmo muito generoso, hein, Midoriya? - Bom… não sei dizer… - Riu ele sem-graça. - Precisa tomar cuidado com isso, viu? Generosidade demais vai fazer as pessoas se aproveitarem de você… se bem que é isso o que eu mais gosto em você. - Disse essa última parte quase inaudível com o rosto corado. - Hum? - Izuku resmungou, não tendo ouvido direito. - Ah, nada não! - Hagakure riu acanhada. - Sabe, eu estava pensando… quando é a sua folga? - Hum…? Por quê? - Indagou ele. - É só que… - O rosto da jovem mulher já estava todo vermelho àquele ponto. - Gostaria de ir jantar comigo? Izuku fitou-a, curioso. - Quer dizer, como um encontro? - Não “como um encontro”. Um encontro. - Hagakure sorriu timidamente. Surpreso, Izuku começou a pesar mentalmente se deveria aceitar. Não sabia exatamente o que sentia por Hagakure, apesar de esta ser a única pessoa de toda aquela empresa que o tratava realmente bem. Kirishima lhe disse que o apresentaria a um “amigo” que estava a fim de si, mas já suspeitava de suas intenções desde a vez em que saíram juntos e ainda não entendia porquê insistia tanto em empurrá-lo para Bakugou, por isso não via motivo para recusar. - Eu folgo no Sábado. - Respondeu para o contento de sua parceira de trabalho, que teve de se segurar para não gritar de felicidade. Começaram então a discutir os planos para o final de semana. Ao voltar para a mesa de secretário, Izuku caminhava confiante e com um sorriso que não se apagava. - Pelo visto foi um ótimo almoço! - Comentou seu colega. - Ah, você percebeu? - Midoriya disse acanhado, tomando um lugar ao seu lado. - Como não poderia? É a primeira vez que te vejo sorrir tanto! Até me deixa aliviado. - Bom… - Izuku segurou a nuca, corado. Kirishima sorriu radiante por um momento, realmente feliz pelo colega até se dar conta de algo e seu sorriso se desfez. - Ei, Midoriya… afinal… o que aconteceu para-? - Deku. Izuku suspirou cansado; era só uma questão de tempo. - Sim, Bakugou? - Indagou monótono. - Temos uma reunião, siga-me. - Ordenou ao marchar para fora dali de prontidão. Izuku não teve escolha senão segui-lo de mau grado, deixando um ruivo apreensivo para trás. Não trocaram uma palavra por todo o trajeto, o que deixou o sardento desconfortável de primeira, até seus pensamentos darem espaço ao encontro que logo teria com Hagakure e sorriu de leve. Pela primeira vez, sentia que sua vida estava mudando para melhor. - O que te deu esse sorrisinho na cara? - Bakugou perguntou ríspido. Era só o que faltava para lhe tirar sua paz de espírito. - Nada de especial. - Pois pode parar. Vamos nos encontrar com uma concorrente importante, espero um mínimo de profissionalismo da sua parte. Izuku suspirou inaudível. Levar a representante de uma filial para passar uma noite num motel também não lhe parecia nada profissional, ainda mais depois de aparecer em todas as revistas e páginas de notícias, mas resolveu prezar pelo seu trabalho e não comentar sobre o assunto. - Sim, senhor. - Disse solenemente. Chegando à sala de reuniões, ambos se depararam com um homem de cabelo preto ondulado penteado para trás, o que ressaltava sua elegância; ao seu lado, uma mulher jovem de cabelos e olhos dourados que ria como uma colegial, assim que esta se virou para os recém-chegados, seu olhar penetrante cruzou com o de Midoriya e o deixou desconfortável; parecia haver algo de estranho nela que não conseguia dizer bem o quê. Por um segundo, Izuku imaginou que seu chefe já estaria “secando” a moça e se virou para ele para constatar que parecia se sentir tão desconfortável quanto si próprio. Era errado se sentir aliviado por Bakugou não estar despindo-a com o olhar, como fazia com qualquer mulher que cruzava seu caminho? - Há quanto tempo, Bakugou. - O rapaz cumprimentou-o com um aperto de mãos. O outro assentiu e olhou novamente para a jovem ao seu lado. - Shimura, vejo que contratou uma secretária nova. - Ah, sim… - Shimura sorriu em direção à loira. - As coisas não estavam dando muito certo com o Todoroki. Esta aqui é Himiko Toga, vai nos acompanhar na reunião de hoje. - É um prazer, senhor Bakugou! - Himiko estendeu a mão para Katsuki num aperto. - Tenko falou bastante sobre você, só não esperava que seria tão mais interessante do que ele me disse… Seu sorriso sugestivo pegou Bakugou desprevenido, Izuku então resolveu se intrometer para tentar amenizar a situação. - V-vocês parecem se conhecer há bastante tempo! A propósito, eu sou Izuku Midoriya, novo secretário do Bakugou. É um prazer! - Disse rapidamente ao tomar a mão de Himiko num aperto, livrando seu chefe daquela situação. - Hum… o prazer é todo meu. - Respondeu a jovem em tom sugestivo pro choque do esverdeado. - Vamos, Himiko, comporte-se. - Seu chefe repreendeu ao tomar a dianteira e apertar a mão de Izuku. - É um prazer, Midoriya. Eu sou Tenko Shimura, dirijo a grife Reborn. Os olhos do esverdeado brilharam ao ouvir aquilo. - A grife Reborn?! Meu Deus, vocês estão entre as maiores grifes de todo o Japão! - Bom, não chegamos a ser a Ichiban, mas damos o nosso melhor. - Shimura riu. Izuku negou com a cabeça. - Quanta modéstia! Sua grife se equipara à Ichiban em questão de qualidade e número de vendas, inclusive foi precursora no-! - A-hem! - Bakugou pigarreou com ênfase, cortando seu discurso. - Desculpem… - Disse o esverdeado. - Tudo bem. Gosto de ver seu entusiasmo, garoto! Bakugou tem sorte de ter um empregado tão apaixonado pelo trabalho. - Comentou Shimura. Suas palavras pegaram ambos desprevenidos, Izuku teve de pensar rápido para fugir daquela conversa. - D-de qualquer forma, não queremos tirar mais do seu tempo, certo? Por que não sentamos? Todos seguiram a iniciativa de Izuku e tomaram seus lugares na mesa de reuniões. - E então… - Shimura grunhiu ao se sentar ao lado de Himiko. - Faz tempo que não nos vemos, Bakugou. Como vai a sua mãe? O comentário pareceu contrariá-lo. - Não sei, por que não me diz como vai o seu pai? - Contra-argumentou o loiro. Tenko esboçou um sorriso debochado. - Muito bem, não é para isso que estamos aqui, certo? Vamos falar de negócios… Foi difícil para Izuku acompanhar a reunião, ambos pareciam ter uma aminimizade de longa data e era como se fossem os únicos no recinto, quase que completamente ignorando seus secretários, cujos não viam uma deixa para falar. - … Como podemos ver nos gráficos… - Bakugou estendeu a mão para Izuku, cujo entendeu a mensagem e rapidamente lhe passou o documento sem receber sequer um agradecimento. O esverdeado se sentia impotente; não gostava de ser inútil, ainda mais numa reunião importante, mas não tinha muito o que fazer. Bakugou e Shimura sabiam bem do que falavam e pareciam conhecer o outro como a palma da mão, realmente resolviam a questão como se fosse rotineiro para eles. Ao levantar os olhos para Toga, Izuku notou que a mesma parecia despi-lo com o olhar, lançando-lhe uma piscadela ao reparar que conseguiu sua atenção. O esverdeado apenas engoliu um seco e decidiu ficar quieto, porém aquele flerte silencioso não passou despercebido. - Quer controlar a sua secretária, Shimura? - Bakugou ordenou ríspido. - Comporte-se, Himiko. Estamos no meio de uma reunião. - Shimura repreendeu a jovem mulher. - Desculpe. - Disse ela com um sorriso na direção do esverdeado. Seu tom sugestivo entregava que não se sentia nem um pouco arrependida. - T-tudo bem… - Gaguejou o esverdeado em questão. Bakugou pigarreou antes de continuar. - Bem, como estava dizendo… A reunião continuou por mais alguns minutos e Izuku não ousou olhar de volta para cima, pois sentia os olhos de Toga sobre si e não arriscaria outra situação constrangedora por causa disso, por mais que a culpa não fosse realmente sua. Enfim terminaram e Izuku teve de se conter para não suspirar aliviado no que os CEOs reverenciavam-se. Ao sair da sala, no entanto, Bakugou se virou de volta para seu concorrente. - Antes de irmos, Shimura… posso ter uma palavra com sua secretária? O pedido surpreendeu Izuku que, olhando para cima, viu que Shimura e Toga pareciam já estar esperando por aquilo. - O que quer com minha secretária, Bakugou? - Tenko arqueou a sobrancelha com um sorriso cansado. - Tenho algo importante para lhe dizer. - Respondeu com toda a seriedade. Após um momento em que parecia pesar as consequências de sua resposta, Shimura respondeu. - Tudo bem, só não vá tomar muito tempo dela. - Não vamos demorar. - Bakugou se dirigiu de volta à sala de reuniões com Toga logo atrás, esta que esboçava um sorriso sugestivo e Izuku pôde notar a malícia em seu olhar. O esverdeado só fez assisti-los adentrar a sala impotente; tinha um mau pressentimento sobre essa Toga e não podia deixar de se sentir um lixo após tudo o que passou com Bakugou. - Vamos deixá-los sozinhos, eles vão precisar de privacidade. - Shimura sorriu sereno em sua direção. Izuku não devia perguntar, sabia disso, mas não podia se conter. - Senhor Shimura… hum… - O que foi, garoto? - Indagou curioso. - Sobre o que acha que… quer dizer- - Está preocupado com o Bakugou? - Shimura disse divertidamente antes que Izuku pudesse terminar. - Er… bom… - O esverdeado começou a suar frio. Queria ter mudado de assunto num último momento, mas pelo visto já se entregara de qualquer jeito. - Não se preocupe, Midoriya, o Bakugou só deve querer passar uma mensagem à Himiko. - Uhm… “uma mensagem”? - Resmungou curioso. - Isso. Conheço bem a sua reputação, mas sei que ele não é louco de fazer uma coisa dessas no espaço de trabalho. - Riu ele. - Entendi… Shimura arqueou uma sobrancelha ao seu tom triste. - Esse assunto parece te deixar desconfortável… Se te deixa melhor, não vou insistir. Izuku esboçou um sorriso tímido. - Obrigado, senhor… Bom… nesse caso, vou voltar aos meus afazeres. - Fique à vontade. - Shimura sorriu em compreensão. Com um breve aceno de cabeças, ambos se despediram no que Izuku retirou-se para seu espaço de trabalho. Kirishima olhou duas vezes ao perceber que seu colega havia voltado. - Está tudo bem, Midoriya? - Hum…? - Parece agitado. - Ah… claro, só… - Izuku pausou. - Você viu a nova secretária do senhor Shimura? - Perguntou num sussurro. - Hã? - Kirishima indagou alarmado; Midoriya não era do tipo de ficar fofocando sobre mulheres, algo estava fora do normal. Seu diálogo foi interrompido pelo chefe chegando inquieto e metralhando Izuku com o olhar. Se dirigiu diretamente a ele e fez uma pausa que deixou-o aflito, engolindo um seco no que esperava alguém quebrar aquele silêncio desconcertante. - Escute aqui, Deku… eu não quero você perto daquela Himiko Toga nunca mais, entendeu bem? - Bakugou disse entre dentes de forma sombria. - Ah- erm… por quê? - Izuku sabia que não devia perguntar, mas achava estranho o pedido do chefe. - Você entendeu? - Bakugou repetiu devagar e com todas as letras como que num aviso. O esverdeado assentiu devagar e abriu a boca. - Sim, senhor. - Respondeu trêmulo. - Eijirou. - O loiro se dirigiu ao outro secretário que virou os olhos diretamente para si. - Você me acompanha nas reuniões com o representante da Reborn, daqui em diante. Kirishima assentiu brevemente. - Claro. Com uma última olhada ao esverdeado, Bakugou saiu dali bufando e bateu a porta do escritório ao entrar. - Sobre o que foi aquilo? - Izuku perguntou assustado ao seu parceiro de trabalho. - Eu que ia te perguntar. - Kirishima soava quase tão aflito quanto. - O que aconteceu com essa tal Himiko Toga? Izuku pausou brevemente para procurar as palavras certas. - É ela a nova secretária do Shimura. - Eu imaginei. - Kirishima ergueu uma sobrancelha. - E o que mais? - Não sei… ela parece meio estranha. - O ruivo arregalou os olhos, interessado enquanto Izuku chacoalhava a cabeça. - Não sei se quero fofocar sobre os outros… - Qual é, Midoriya… O esverdeado umedeceu os lábios e retomou seu discurso. - Não sei dizer… senti que tinha algo estranho nela desde que entrei na sala, foi bem incômodo, ainda mais com ela sempre me encarando… - Kirishima franziu o cenho ao ouvir um riso escapar o nariz de Midoriya; este chacoalhou a cabeça antes de continuar. - Pode parecer loucura, mas acho que ela se interessou por mim. - Por quê isso seria loucura? - Kirishima indagou confuso, Midoriya apenas deu de ombros, desconfortável. O ruivo pausou para suspirar. - E por que acha que ela se interessou por você? - É… eu só… - O esverdeado balbuciou. - Acho que foi o jeito que ela me olhava. - Completou com um calafrio. - Esquece isso, está bem? Kirishima queria ter perguntado mais, mas decidiu que seria mais sensato voltar ao trabalho por hora e assentiu ao se virar pro computador à frente. Aparentemente teria de tirar o resto das suas dúvidas com Katsuki mais tarde. Enfim terminaram o expediente e a atmosfera entre Midoriya e Bakugou estava tensa; não dirigiam uma palavra ao outro, apenas havia uma troca de olhares que deixaria qualquer um desconfortável. Depois de assistir Bakugou descer o elevador junto de Kirishima que tentava acalmá-lo, Izuku juntou seus pertences e partiu de volta para casa. - Ei, Midoriya! - Ouviu uma voz aguda chamando-o na porta da empresa. - Ah, Hagakure! - Cumprimentou animado a jovem que corria o máximo que seus Scarpins azulados permitiam. - Que coisa boa te encontrar aqui! - Ofegou ela. - Pensei que ia embora de carro. - Ah- não! Vou pegar o metrô de volta para casa. - Izuku riu acanhado. - É mesmo? Qual estação? - Hanabi. - Mas é a que eu pego! - Comentou radiante. - Mesmo? Gostaria de me acompanhar, então? - Seria demais! - Exclamou ela ao pular no braço de Midoriya que riu acanhado. Hagakure não soltou por todo o trajeto até a estação, já pareciam um casal. Ela era mesmo muito extrovertida e animada, como Izuku notou, tinha assuntos que não faltavam para manter a conversa entre eles; imaginava que poderia se acostumar com ela facilmente.
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