- Tudo isso para ela sair com o namorado… - Mina resmungou de onde flutuava a uma distância do casal. - Não parece que vão se separar tão cedo.
- Quer parar de reclamar? Estamos fazendo isso pelo bem do Katsuki. - Repreendeu Kyouka.
- Mas é por isso mesmo! Não temos tempo o suficiente para-!
- Shiu! Vem vindo alguém. - Hanta interrompeu a rosada ao notar o rapaz de cabelos bicolores se aproximando do casal.
- Iida, Uraraka! Que surpresa encontrar vocês aqui. - Chamou ele.
- Ah, Todoroki! - A castanha respondeu animada.
- Como estão? Dormiram bem essa noite? - Todoroki perguntou ao casal com uma preocupação genuína.
Ambos sorriram cansados em retorno.
- Sim, Todoroki, estamos bem. Dispostos como sempre! - Iida riu.
- Às vezes você faz umas perguntas tão estranhas! - Uraraka riu junto.
- Entendi… - Os súcubos observaram enquanto o bicolor fazia uma pausa excruciante. - Não quero interromper o encontro, mas vocês já jantaram? Qualquer coisa é por minha conta.
- Ah, não queremos atrapalhá-lo com isso, Todoroki! - Disse Iida.
- Tudo bem, vocês sabem que não é um problema para mim. - O bicolor insistiu.
- Ai, às vezes você mima a gente demais! - Uraraka resmungou, incapaz de recusar a oferta.
- Bom, vocês são meus amigos, afinal. - Todoroki sorriu radiante, quase cegando o casal com seu brilho.
- Eles estão se mexendo, vamos! - Hanta chamou e todos seguiram o trio para a praça de alimentação do shopping e observaram-nos comendo e se atualizando por minutos a fio.
- Esse cara vai mesmo se meter no encontro deles? Assim não vamos conseguir nada! - Mina reclamou enquanto os observava.
- Temos que ser pacientes, podemos descobrir algo importante quando se separarem. - Kyouka disse com firmeza.
Naquele mesmo momento, o bicolor se levantou.
- Todoroki, já vai? - Uraraka chamou.
- Sim, tenho algo para fazer antes de voltar para casa, também não quero atrapalhar mais. Aproveitem o encontro. - Disse ele ao acenar para se despedir.
- Até mais! - Disse Uraraka.
- Obrigado pelo jantar! - Complementou Iida.
- Ele está se movendo. Vamos, Han! - Chamou Denki com Hanta seguindo-o logo atrás.
- Ei! Vão mesmo deixar a gente aqui com esses dois?! - Mina vociferou em direção aos meninos.
- Alguém tem que ficar de olho neles, também! - Hanta exclamou por sobre o ombro enquanto Mina continuava a ladainha de uma distância, mas já não prestavam mais atenção a ela.
Seguiram o bicolor para uma loja de conveniências onde fez umas compras básicas, provavelmente o suficiente para cozinhar o jantar daquele dia, o que era estranho, dado o fato de que acabou de fazer justamente isso com seus amigos; na saída da loja, seu celular tocou e este parou para atender.
- Oi, Midoriya. - Os íncubos gelaram ao nome chamado. - Sim, é que eu encontrei o Iida e a Uraraka no caminho, mas já estou voltando para casa… Claro, como poderia esquecer…? Ok, te vejo depois. Até mais.
- Só eu estou achando isso muito suspeito? - Denki comentou mortificado.
- Não diga, Sherlock. Anda, vamos. - Hanta revirou os olhos ao continuar seguindo o bicolor, Denki foi logo atrás.
Ao que tudo indicava, seguir Todoroki à sua casa os levariam diretamente até Midoriya; Katsuki com certeza não gostaria de saber daquilo, mas não é como se o esverdeado não tivesse o direito, afinal não estavam envolvidos de maneira alguma.
Começaram a achar aquela história cada vez mais estranha conforme seguiam-no, parecia até que Todoroki estava tentando despistá-los de propósito, será que ele poderia ser…?
Não tiveram tempo de completar aquele pensamento quando perderam-no de vista e deram de cara com um beco sem saída.
- Mas o quê?! Como isso é possível?!! - Denki choramingou; Hanta, no entanto, já estava suando frio.
- É uma emboscada… como não percebi antes-?
- Isso sou eu quem deveria dizer… - Ambos ouviram uma voz atrás deles e gelaram. - Vocês são mais burros do que imaginei.
Se viraram então para o bicolor, mortificados: as orelhas pontudas, presas, chifres e asas de cores que imitavam seus cabelos bicolores e cauda bifurcada: não tinha dúvida.
- O quê…? Você é-?!
- Um íncubo? “Não diga, Sherlock”. - Todoroki interrompeu o loiro.
Hanta rosnou impaciente.
- Não sentimos seu cheiro daquela distância, mas ele pôde nos ver esse tempo todo!
- Ei, quem são vocês? Presidentes do clube do óbvio? - Comentou o bicolor não impressionado.
- O que você está fazendo com o Midoriya?! - Hanta exclamou exaltado.
- Sou eu quem devo perguntar o que querem com ele. - Todoroki indagou monótono.
- Não temos tempo para isso. Temos que achar uma forma de encontrar o Midoriya, nem que seja à força! - Comentou Denki.
O bicolor soltou um riso debochado.
- Acham mesmo que podem me derrotar assim?
- Por que não? Ainda somos dois contra um! - Vociferou o loiro.
- Tem certeza disso? Eu ainda sou bem forte. - Todoroki disse confiante.
- Estamos perdendo tempo! - Hanta se prontificou, apontando a palma da mão em direção ao bicolor de onde surgiram heras venenosas que o envolveram, fazendo-o derrubar as sacolas de mercadoria no chão; este sequer se debateu, apenas pisou com o pé direito de onde uma muralha de gelo surgiu, congelando Hanta por completo e fazendo-o soltá-lo.
Denki olhou do amigo para o bicolor, mortificado.
- Pronto para desistir? - Todoroki perguntou ao loiro.
- Tenho coisas mais importantes para me preocupar! - Denki desafiou, descendo até o chão e, com um movimento das mãos, eletrocutou o asfalto. Todoroki pulou e flutuou no ar para não ser atingido e, com um movimento da mão esquerda, lançou uma chama poderosa na direção de Denki, que esquivou no último segundo.
- Antes de acabar com isso, posso perguntar o que querem com o Midoriya? - Disse Todoroki em tom de aviso.
- Você entendeu tudo errado! Nós só-!
- Denki! - Ouviram uma voz feminina se aproximar, interrompendo o discurso do loiro; olharam para trás para se depararem com Kyouka e Mina.
- Ei! O que estão fazendo aqui? - Denki perguntou confuso.
- Aqueles dois foram para casa, então decidimos procurar vocês. - Explicou a rosada.
- Só não esperávamos te encontrar numa situação dessas. - Complementou a morena.
- Vocês não desistem mesmo. - Reclamou Todoroki ao atirar outra bola de fogo em direção às súcubas, cujas esquivaram a tempo. - Fiquem longe dos meus amigos!
Não deu tempo para pensar, de repente o bicolor foi engolido por um grito ensurdecedor vindo de Kyouka; este caiu no chão tonto pelo ataque, cobrindo os ouvidos sensíveis que já ameaçavam sangrar.
Denki aproveitou a deixa para atordoá-lo com seu choque elétrico enquanto a rosada voava em direção a Hanta, expelindo uma gosma ácida de ambas as mãos que derreteram o gelo em que estava preso.
- Não posso… perder para vocês…! - O bicolor se levantou com dificuldade. - Não vou deixar que os machuquem-! - Não deu tempo de terminar a frase, vinhas que envolviam seus braços e asas interromperam seu discurso.
- Não queremos resolver as coisas dessa forma… então por que não diz onde está o Midoriya? - Hanta pediu em tom de aviso e tremendo de frio.
- Como se eu fosse deixar…! - O corpo de Todoroki começou a esquentar, queimando as vinhas de Hanta aos poucos e ameaçando desfazê-las por completo; antes mesmo que pudesse fazer o que planejava a seguir, sentiu um sopro em seu rosto e um cheiro embriagante que o nocauteou.
O bicolor caiu no chão quando Hanta o soltou agora que estava desmaiado, e então se dirigiu à súcuba rosada.
- Boa jogada, Mina. Agora como vamos encontrar o Midoriya? - Reclamou.
- Não é como se ele fosse nos dizer qualquer coisa. - Mina retrucou dando de ombros. - Anda, vamos vasculhar os bolsos, talvez encontremos um endereço.
O grupo então buscou na carteira e celular do bicolor por qualquer pista que pudesse levá-los até Midoriya.
- Uuuh, cartão platina! - Denki comentou com a carteira em mãos, recebendo um pescotapa de Kyouka.
- Deixe isso aí. - Repreendeu a morena.
- Pessoal… ele tem o endereço de casa gravado no celular. - Mina comentou para a surpresa de todos.
- Cadê?! Deixa eu ver. - Denki empurrou Hanta do caminho para checar o endereço que a rosada mostrou a todos.
- É aqui perto… vamos antes que ele acorde. - Hanta avisou e guardaram os pertences do bicolor de volta onde acharam antes de se teleportarem.
Os súcubos atravessaram a porta para dentro da suntuosa mansão para checar se Midoriya se encontrava lá dentro, se dividindo e procurando em cômodos diferentes; pouco depois, Denki estava chamando da sala de estar.
- Pessoal, eu o encontrei!
Todos correram em sua direção para se depararem com Midoriya sentado no sofá com o celular contra a orelha; na TV, passava o desfile de uma coleção recente.
- Por que ele não atende? - O esverdeado resmungou pra tela do aparelho e suspirou. - Que fome…
Antes que alguém tivesse tempo de se pronunciar, Denki já puxou o celular para fazer uma ligação.
- Ei, encontramos ele! - O loiro afastou o telefone do rosto ao ouvir uma exclamação em choque do outro lado da linha. - Calma! Já te passo o endereço por mensagem e não demore muito, temos que contar uma coisa… Vão saber quando chegarem, só traga o Katsuki rápido! - Com isso, Denki encerrou a ligação e enviou o dito endereço pro ruivo.
Todos esperaram pelos dois íncubos do lado de fora da residência que chegaram pouco depois. Eijirou carregava Katsuki nos ombros, que tremia com outra crise iminente.
- Onde ele está? - O ruivo perguntou ansioso.
- Espera! Antes temos que contar uma coisa importante. - Avisou Kyouka.
- O que pode ser tão importante para continuar esperando? - Eijirou perguntou impaciente.
Seus amigos hesitaram brevemente antes de Hanta abrir a boca.
- O Midoriya está… morando com um íncubo.
Os recém-chegados pareciam mortificados.
- O quê…? - Katsuki indagou com fúria no olhar, ameaçando surtar a qualquer momento.
- Ele não está, mas é uma questão de tempo até que volte… descobrimos quando ele nos enfrentou por segui-lo… - Explicou o moreno.
Eijirou olhou dos seus amigos para Katsuki, preocupado.
- Tem certeza disso?
O loiro fitou o chão tentando miseravelmente conter as emoções com todas as suas forças.
- Como se eu fosse deixar um qualquer me passar a perna. – Disse com firmeza ao se soltar dos braços do amigo.
- Espera! Tem certeza que quer fazer isso sozinho? - Eijirou chamou ao ver o loiro se transformando na forma humana com dificuldade.
- Eu tenho que fazer isso sozinho. - Retrucou em sua teimosia.
- Mas… no seu estado-
- Não importa o meu estado, eu assumo daqui. Vocês já fizeram o suficiente… obrigado por isso. - Disse por fim ao cambalear para a porta de entrada.
Seus amigos fitaram-no em choque, foi a primeira vez que ouviram qualquer agradecimento saindo de sua boca; todos sorriram em sua direção, pelo visto Katsuki estava começando a mudar para melhor.
O cupido tocou a campainha e se apoiou no vão da porta para se manter de pé, tentando controlar a respiração pesada quando ouviu alguém se aproximando. Não pôde se conter, assim que Izuku abriu a porta, a primeira coisa que fez foi se jogar nos braços da alma gêmea por impulso, cujo se debateu até cair no chão com Katsuki sobre si. O esverdeado resmungou e esperneou até empurrá-lo para longe.
- O que está fazendo aqui…? Como me encontrou?! - Indagou ele com terror e fúria no olhar.
Bakugou pausou em meio a outra crise iminente pela rejeição, o que parece ter ganhado o remorso de Midoriya momentaneamente.
- E-ei… - O esverdeado chamou preocupado.
- Escuta… não tem outro jeito de te dizer isso… Eu sei que errei com você, mas lembrar do que passamos juntos… antes de tudo, me fez perceber como eu não poderia mesmo ter sido pior com você. Não vim para convencê-lo a mudar de ideia e voltar pra empresa, só quero mesmo fazer o certo e me desculpar… por tudo o que fiz com você.
Um momento de silêncio se fez após o discurso de Katsuki no que Izuku digeria aquelas palavras.
- Se desculpar…? Você sempre faz isso com as pessoas que leva pra cama, ou é só porque eu tive a infelicidade de trabalhar para você? - Disse com desprezo.
- Em parte, mas não só por isso… - Katsuki pausou para suspirar. - Como eu disse: não vim aqui para te convencer a voltar, você tem esse direito, e eu também percebi…
Izuku esperou-o terminar a frase, mas parecia que Katsuki não ia fazê-lo tão cedo.
- Percebeu o quê? - Insistiu ele.
Katsuki hesitou por outro momento.
- O quanto é importante para mim.
Izuku soltou um riso sarcástico.
- Se veio me dizer que só percebeu o que perdeu quando era tarde, saiba que eu não acredito nisso. Você só quer que eu volte para sua vida porque sou útil para você, não é-?
- Não, p***a! Não é nada disso…! - Katsuki se exaltou, se arrependendo logo depois ao ver a expressão chocada no rosto do menor. - Você é mais importante para mim do que isso… Você é muito mais importante para mim do que isso… Não quero fazer isso só por mim, quero uma chance para poder te tratar como merece. O que me diz… Midoriya?
Aquele nome soava estranho em sua boca, Izuku também abaixou os olhos como que desapontado por ser chamado assim.
- O que mais você quer de mim…? - Indagou o esverdeado com dor.
- Não é sobre o que eu quero de você. Como eu disse: só quero te tratar bem, não só para me redimir, mas porque você vale a pena… muito mais do que isso, você é importante. Por favor, deixe-me fazer parte da sua vida novamente…!
Izuku arregalou os olhos surpreso e pareceu cogitar; Bakugou estava mostrando o lado mais nu e cru de seu emocional e chegando ao ponto de se humilhar só para ter o seu perdão, coisa que nunca imaginaria ver na vida.
- Não vou te perdoar tão fácil… se quer meu perdão, vai ter que fazer por merecer! - Disse o esverdeado para o alívio do íncubo.
- É tudo o que eu preciso. - Não pôde evitar um sorriso. - Nesse caso, quero fazer uma oferta. - Bakugou levantou de onde se sentava após a queda e ofereceu a mão pro esverdeado que aceitou após um momento de hesitação.
- Vai depender de que tipo. - Disse cauteloso.
- Quero me oferecer para te ajudar.
Izuku tombou a cabeça pro lado, confuso.
- Hã?
- Quero que volte para sua casa… Não precisa se preocupar com emprego, mantimentos ou qualquer mordomia, eu banco tudo o que precisar e quiser.
- E o que quer em troca?
- Tem o direito de desconfiar, mas não peço nada em troca.
O esverdeado suspirou impaciente.
- Agradeço a oferta, mas vou ter que recusar.
- O quê…? Por quê?
- Não gosto de viver de favor com ninguém, só estou morando com meu amigo temporariamente porque não tenho para onde ir, mas prometi me mudar de volta assim que conseguisse meu próprio emprego.
Bakugou fitou-o contrariado.
- Mas assim você não vai mais trabalhar no seu ramo, não é…? Vai mesmo aceitar qualquer coisa?
- Se for para não precisar viver de favor com ninguém, preciso fazer isso.
Bakugou suspirou.
- Então me ofereço para te bancar até que encontre algo.
- Por que insiste tanto? Não quer que eu more com o Todoroki, é isso? Você nem o conhece!
- Bem… - Katsuki hesitou, foi quando Izuku se deu conta do que aquilo se tratava. - Olha, você já está vivendo de favor com esse “Todoroki”, não é? Por que não pode aceitar a minha oferta?
O esverdeado soltou um riso debochado.
- Como posso saber que não vai me deixar na mão?
- Vai ter que confiar em mim nessa.
Izuku pausou e pensou na oferta; sabia que não podia confiar muito nele por experiências passadas, mas desta vez sentia que Bakugou estava sendo sincero e, se o deixasse na mão, só precisava recorrer a Todoroki novamente ou à sua mãe.
- Uma chance.
Katsuki sorriu sereno.
- É tudo o que eu preciso.
- Tanto faz…
- Katsuki! - Ouviu Eijirou chamar do lado de fora.
- Merda… - Resmungou o loiro.
- O que foi? - Izuku indagou impaciente.
- Olha, eu tenho que ir. Depois conversamos, está bem? - Disse agitado.
- Claro… - O esverdeado comentou confuso.
- Até mais, Mid- Izuku. - Bakugou se corrigiu num último momento, surpreendendo o mais baixo.
Não teve tempo sequer de perguntar se estava tudo bem em chamá-lo assim, era o mínimo que devia fazer, mas tinha de sair dali antes de encontrar o amigo de Midoriya que já estava voltando para casa.
Todoroki chegou logo depois todo surrado com as compras pro jantar.
- Cheguei… - Chamou ele cansado.
- Todoroki. Bem vindo! - Izuku chamou animado. - Demorou para chegar, está tudo bem?
- Tive um imprevisto… - Comentou o bicolor, deixando a mensagem subliminar de que não queria conversar sobre o assunto.
- Nesse caso, deixa que eu faço o jantar, desta vez. - Ofereceu Midoriya.
- Não precisa! Eu posso fazer isso. - Todoroki tentou puxar as sacolas para longe do menor, que insistiu em tomá-las de si.
- Todoroki… você faz o suficiente me deixando ficar aqui, pode deixar que esta noite é por minha conta… além do mais, você não parece muito em forma para cozinhar…
- Bom, isso… não é importante.
Izuku riu ao levar as compras para a cozinha.
- Tudo bem se não quiser me contar, só tome cuidado por aí, viu?
O bicolor hesitou e o seguiu com apenas uma coisa em mente.
- Ei, Midoriya… por acaso alguém apareceu aqui?
A pergunta pegou-o desprevenido.
- Bom… como sabe disso?
- Quem foi? - Todoroki perguntou preocupado.
- Meu antigo chefe… - O pequeno confessou pro choque do bicolor. - Não precisa se preocupar, tá…? Pode parecer estranho o que eu vou dizer, mas ele só veio se desculpar.
Todoroki se mostrou confuso e, ao mesmo tempo, mais aliviado.
- Se desculpar? - Repetiu.
- Isso… Não sei se vou perdoar, mas ele prometeu tentar se redimir.
- Tem certeza de que vai deixá-lo se aproximar, Midoriya? Quer dizer… você já viu o que ele fez com você.
- Eu sei… mas, de certa forma, dessa vez eu acredito nele.
- Talvez ele só saiba manipular as pessoas para fazerem o que ele quer. – Reclamou o bicolor.
- Todoroki, eu sei que se preocupa comigo, mas às vezes tem que me deixar tomar decisões sozinho. - Riu Izuku.
- Só estou tentando evitar que se arrependa outra vez.
- Eu sei, e agradeço por isso! Mas ainda acredito que as pessoas mereçam uma segunda chance.
O bicolor ficou sem argumentos enquanto o esverdeado se afastava para preparar o jantar. Não podia entregar mais do que aquilo, por isso não podia proteger Midoriya além do que sua generosidade excessiva permitia.
Sempre soube que tinha mais sobre aquele tal de Bakugou do que transparecia, no fim estava certo; só queria proteger seu amigo e agora teria de fazer o possível para estragar os planos do íncubo antes que o mesmo se aproveitasse de Midoriya novamente.