Confissões

3548 Words
*Genkan: Aquelas tradicionais entradas para residências j*******s onde se guardam sapatos. *Hashis: Os famosos “palitinhos j*******s”. --- Izuku acordou de ressaca na manhã seguinte, sua cabeça doía tanto que parecia prestes a explodir e ainda estava tonto da noite anterior, via o quarto girando ao seu redor. Se apoiou sobre os cotovelos no colchão com dificuldade e segurou a própria cabeça na falha tentativa de amenizar a enxaqueca gritante enquanto tentava se lembrar da noite passada; lembrou do casamento do senhor Shimura e alguns outros acontecimentos, só não sabia como foi parar na cama de Kacchan. Já imaginava o que teria acontecido, mas sentia-se frustrado por não lembrar. Olhou em volta do quarto, mas nenhum sinal do loiro, imaginou então que este tivesse saído para trabalhar e poderia talvez ter deixado um bilhete em algum lugar. Depois levantaria para se arrumar e poder voltar para casa, agora tinha de descansar sua cabeça dolorida. - Bom dia. - Uma familiar voz afável cumprimentou da porta; Izuku olhou para cima para encontrar Katsuki se aproximando com uma cartela de remédio e uma xícara que cheirava a café quente. - Kacchan… bom dia. - Izuku respondeu grogue. O íncubo sentou ao seu lado na cama e lhe entregou a xícara ao se pronunciar. - Imaginei que fosse acordar de ressaca, por isso trouxe um capuccino e aspirina. O esverdeado observou seu namorado destacar uma pílula da cartela e lhe entregar. - Obrigado. - Izuku murmurou com um leve sorriso e engoliu a aspirina com alguns goles da bebida. Katsuki acariciou sua coxa à espera de Izuku terminar o capuccino para se pronunciar; o pequeno esvaziou metade da caneca e o cupido abriu a boca. - Como se sente? - Horrível. - Confessou o sardento. - Eu bebi mais alguma coisa, desde que saímos da festa? Katsuki assentiu. - Bebemos um pouco de gin, quando eu te trouxe para cá. - Ugh… - Resmungou o esverdeado e se virou para Kacchan. - Você não está de ressaca também? Bakugou deu de ombros. - Acordei com um pouco de dor de cabeça, mas já tomei meu café. É preciso mais do que gin e vinho para me derrubar. - Incrível. - Bom, preciso ir trabalhar, então vou ter que te deixar aqui, acho que precisa descansar um pouco. Vai ficar bem sozinho? Izuku assentiu. - Pode deixar, eu me viro. Ambos sorriram um pro outro e Bakugou se inclinou para um beijo demorado; assim que se afastaram, Izuku teve um flash de memória da noite anterior. - Estou indo. - Disse o loiro afagando seus cachos verdes. Izuku sorriu de volta. - Até mais. Bakugou se levantou e, com uma última olhada ao namorado da porta, saiu do quarto. O esverdeado se recostou no travesseiro e respirou fundo, tentando lembrar melhor do que viu em sua mente; teve um vislumbre de Katsuki o beijando com vontade e passando a mão em seu corpo no sofá da sala, mas sua visão devia estar embaçada pelo álcool, não conseguia lembrar de nada muito nítido. Tentou se lembrar de alguma outra coisa, mas pelo visto não conseguiria por vontade própria. Ficou sentado na cama terminando seu capuccino até se sentir melhor o suficiente para levantar e se lavar antes de sair e seguir com seu dia, usando a chave reserva que Kacchan lhe deu para trancar o apartamento; passou em casa para trocar o paletó do dia anterior e foi cozinhar seu almoço já que, praticamente, pulou o café da manhã. Quando se sentou para comer, aproveitou para checar as notícias mais recentes pelo celular, como tinha o costume de fazer toda manhã, e viu algo que o fez engasgar. “Katsuki Bakugou e seu acompanhante roubam os holofotes no casamento de Tenko Shimura! Na noite de ontem (XX/XX) foi festejado o casamento de Tenko Shimura, dono da grife Reborn e Himiko Toga; dentre os convidados estavam Katsuki Bakugou, dono da grife Ichiban e um acompanhante. Ambos foram avistados dançando juntos na festa de recepção; as especulações sobre Bakugou seguem à solta!” Izuku esfregou a mão no rosto ao terminar de tossir; aquilo não podia estar acontecendo… de novo. Sentia que precisava ligar para Kacchan, mas não queria atrapalhar o seu trabalho, decidiu então que conversaria com ele assim que voltasse, no entanto, recebeu uma ligação do mesmo pouco após terminar de lavar a louça do almoço. - Oi, Kacchan. - Saudou. - Oi, Izuku… Olha, eu- preciso te contar uma coisa. - É sobre a nova matéria do casamento do Shimura? - Izuku suspirou com um sorriso cansado, sentando-se à mesa com um pano de prato pendurado no ombro. Katsuki fez uma pausa antes de continuar. - Não imaginava que já tivesse visto… Não está chateado? - Surpreso, sim, mas não exatamente chateado, muito menos com você. - Mesmo? - “De que adianta ter um namorado desses e não poder exibir?” - Izuku imitou alegre. - Que bom. - Pôde-se ouvir o sorriso no tom de Kacchan. - De qualquer forma, fui convocado para outra coletiva de imprensa por causa dessa matéria. O sorriso do esverdeado se desfez ao ouvir aquelas palavras. - O quê…? - Eles querem ouvir minha versão, já deve imaginar. - Mas você não devia ter que se explicar. - Eu sei, só tente dizer isso pra imprensa. - Eu sinto muito… - Não é culpa sua, Izu. Nos vemos de noite? O esverdeado sorriu, repentinamente reencontrando seu bom humor. - Claro. - Até lá, então. Um beijo. - Tchau, Kacchan. Com isso, ambos desligaram e seguiram com seus dias. Chegada a noite, Katsuki e Izuku se encontraram como prometido; fazia tempo que o íncubo não visitava a casa do namorado. Bakugou parecia sério quando o esverdeado o recebeu, por isso se sentaram para conversar. - Está tudo bem, Kacchan? - Izuku indagou preocupado. Katsuki fez uma pausa para suspirar, formulando a frase mentalmente. - A coletiva de imprensa vai ser em uma semana. - Disse plenamente. Izuku arqueou uma sobrancelha, confuso. - Aonde quer chegar? - Olha… sei que estamos num relacionamento… e é por isso que preciso te perguntar o que posso ou não dizer na TV ao vivo. Seu rosto sardento esquentou. - B-bom, quer dizer… Acha uma boa ideia falar a verdade sobre isso…? - Não acho, mas preciso saber de você, Izuku. Nenhum de nós está sozinho nessa e sei que mantivemos um certo segredo até agora, mas o que você quer? O esverdeado engoliu um seco, pesando as consequências mentalmente. - Não vou te pressionar. Se quiser manter segredo, eu vou entender; sei como isso pode parecer assustador: confessar sobre nosso relacionamento para todo o país, por isso preciso saber o que você quer. - Bakugou disse afável. - Mas… se fizer isso, haverá uma queda nas vendas e várias pessoas vão boicotar a Ichiban… não é? - Você é mais importante do que isso, Izuku. O esverdeado fitou-o com seus grandes olhos brilhantes; Katsuki sorriu. - Ser o número um no mercado não é mais importante do que ser o número um para você. - Confessou o loiro. Izuku sorriu e as primeiras lágrimas brotaram de seus olhos. - Kacchan… Bom… nesse caso, acho melhor mantermos segredo… Bakugou limpou sua bochecha com o polegar e segurou seu rosto sardento, forçando-o a olhar para si. - É isso mesmo o que quer? - Perguntou sério. O esverdeado hesitou. - Vou ter que contar a verdade. - Anunciou o loiro. - Mas- Kacchan-! - Você é o mais importante para mim, Izuku, eu falei… Se fosse por se importar com o que as pessoas vão dizer eu entenderia, mas você está querendo prezar por algo fútil. O sardento abaixou os olhos e suas lágrimas escorreram em silêncio após aquele sermão; Bakugou segurou seu rosto com delicadeza, forçando-o a olhar para si uma vez mais. - Olha aqui… eu descobri que existem coisas mais importantes na vida do que dinheiro e poder… Você entende isso, certo? - Indagou afável. Izuku sorriu trêmulo. - Obrigado, Kacchan. - Murmurou com voz embargada. - Não precisa. - Bakugou murmurou de volta e se aproximou de seu rosto. Se beijaram lentamente até Izuku se afastar devido à falta de ar, então encostaram as testas juntas e se olharam intensamente. - Eu te amo. - Murmurou mais uma vez o íncubo. Izuku assentiu. - Eu também. Depois, Katsuki ajudou a cozinhar o jantar e se serviram juntos; o resto da noite foi regada por filmes e beijos até Izuku adormecer ao lado de Kacchan; este sorriu e, desligando a TV, carregou o namorado pro quarto onde o depositou com cuidado na cama, acariciando seus cachos verdes e dando-lhe um beijo na têmpora. Tinha de voltar para casa pois trabalhava no dia seguinte, mas não pôde resistir em ver Izuku dormindo tão pacificamente; se convidou então a ficar, se unindo a ele embaixo das cobertas, abraçando-o em meio ao sono e adormecendo logo depois sob o cheiro de seu cabelo. --- Izuku acordou no dia seguinte sentindo outro corpo na cama, levou um tempo até se dar conta de que estava no quarto com Kacchan ao seu lado, o mesmo fitava-o amorosamente, acariciando sua cintura. - Bom dia. - Saudou o loiro com a voz rouca. - Bom dia. - Izuku sorriu e se espreguiçou. - Passou a noite aqui? Katsuki deu de ombros. - Eu ia voltar para casa, mas pensei duas vezes depois de te ver dormindo daquele jeito. O sardento arqueou uma sobrancelha com um sorriso, então se aproximaram para um beijo. - Vai ficar pro café da manhã? - Indagou o esverdeado. - Ugh… eu adoraria, mas tenho que passar em casa para me arrumar antes de sair. - Bakugou resmungou. - Ah, é! Você tem que ir trabalhar. - Apontou Izuku. - Isso… te vejo depois? - Claro. Com um último selinho, Katsuki se levantou e saiu do quarto, Izuku ficou encarando a porta até seu despertador tocar. Após um banho rápido e tomar café da manhã, o esverdeado se dirigiu à agência Reborn e se pôs em seu local de trabalho, pouco depois, Shimura apareceu indo em direção à sua sala. - Bom dia, senhor Shimura! - Izuku saudou animado. - Bom dia, Midoriya… Escuta, pode vir na minha sala, por favor? - Pediu o chefe. Izuku se virou confuso pro colega de trabalho cujo deu de ombros; o sardento então obedeceu e foi até a porta da sala de Shimura, a qual o próprio segurava para que pudesse passar. Ambos entraram e se sentaram, Tenko pigarreou antes de abrir a boca. - Vou direto ao assunto, Midoriya… todos viram você e Bakugou dançando juntos na recepção do meu casamento, inclusive isso foi parar nas notícias. Izuku gelou. - S-sim, eu… fiquei sabendo. - Disse devagar. Tenko assentiu. - Não tenho palavras para me desculpar com você por isso… fiz questão de convidar apenas conhecidos próximos, mas acho que os paparazzi realmente sempre conseguem um jeito. O esverdeado fitou-o surpreso ao mesmo tempo que aliviado; por um momento achou que receberia uma advertência ou pior… - Então… o senhor não está chateado? - Creio que seja você quem deva estar, ninguém quer sua privacidade invadida assim. Izuku sorriu. - Não tem problema, senhor Shimura! Eu não me importo. Shimura arregalou os olhos, surpreso. - Mesmo? - É… Foi um choque, certo? Mas não acho que seja de todo r**m; além do mais, a culpa não é sua. Tenko sorriu. - E como está o Bakugou? - Parece estar lidando muito bem com a notícia, por incrível que pareça. - Izuku riu acanhado. - Mesmo? Isso é inesperado dele, mas fico feliz. Desejo-o boa sorte na coletiva. - Obrigado, senhor. Shimura assentiu. - Fico aliviado em poder resolver essa questão; era só isso, Midoriya, pode ir. Com uma breve reverência, Izuku saiu da sala; seu colega de trabalho encarou-o curioso ao voltar pra mesa com aquele sorriso no rosto. - Pelo visto, foi uma boa conversa. - Comentou Atsuhiro. - Ah- bom… No fim, não era nada demais. - Mesmo? Achei que fosse receber alguma advertência, fico até aliviado. - Pois é, né…? - O esverdeado riu sem-graça. Aquela história da coletiva de imprensa só estava deixando-o cada vez mais nervoso; era como se estivessem perseguindo a ele e Kacchan, sentia como se não pudesse mais viver em paz, consequência de estar namorando uma celebridade, mas não podia culpá-lo. Katsuki havia desmentido a história da última vez, mas agora era diferente e sabia que o namorado confessaria tudo na coletiva de imprensa; não sabia como se sentir sobre aquilo, ainda mais com o boicote certeiro que a Ichiban sofreria depois de tudo. Sabia como ser o número um sempre foi importante para Kacchan e se sentia culpado por fazê-lo cumprir com sua vontade pelo bem de seu relacionamento, por mais que o próprio tivesse dito que os negócios já não eram mais importantes do que Izuku, e foi ele mesmo quem insistiu em confessar a verdade, mas não podia deixar de se sentir culpado. Manter segredo sobre seu relacionamento era a parte mais difícil de namorar Kacchan, não podia deixar de sentir ciúmes quando uma modelo ou qualquer mulher de negócios dava em cima dele; Kacchan sempre as rejeitava, mas com todas imaginando que o mesmo estava disponível e ainda com a insuficiência que Izuku sentia, pensava que era só uma questão de tempo para que aparecesse alguém mais interessante e o substituísse. Após o expediente da semana seguinte, o esverdeado foi direto para casa e ligou a TV no noticiário; a coletiva de imprensa ainda estava para começar pois chegou adiantado, ainda nem tirara o terno tamanha era a sua antecipação. Pouco após ter se sentado no sofá, ouviu a campainha tocar e correu para atender a porta com a TV ainda ligada, avistando Iida, Uraraka e Todoroki do outro lado. - Pessoal…? - Izuku indagou confuso perante suas expressões de funeral. - Izuku… podemos entrar? - Pediu a castanha. - Hã… estou meio ocupado, agora. - Já sabemos, a coletiva de imprensa é daqui há pouco, certo? - Comentou o bicolor. Izuku franziu o cenho em sua direção. - Como sabe-? - Todos viram… por isso imaginamos que gostaria de companhia numa hora dessas. - Iida ajustou os óculos. O esverdeado hesitou. - Não sei, não… - Sabemos como isso é importante para você, você nem viu as mensagens que te enviamos. - Uraraka ergueu uma sobrancelha. - Estamos aqui para te apoiar, Midoriya, abra essa brecha. - Disse Todoroki com pesar. Izuku fitou cada um de seus amigos, incerto até abrir espaço para que pudessem entrar, todos sorriram ao passar por ele. - Obrigado, pessoal. - Disse o esverdeado ao fechar a porta. - Amigos são para isso, certo? - Iida golpeou o ar em sua direção. Todos se sentaram ansiosos em frente à TV; ainda estava longe da coletiva começar, então resolveram conversar para matar o tempo. - O Bakugou falou com você sobre essa coletiva, Midoriya? - Indagou Todoroki. - Sim… ele disse que vai confessar. - Izuku comentou devagar para o choque de seus amigos. - E está tudo bem para você? - Uraraka perguntou preocupada. - Sim… na verdade, até prefiro assim. - Confessou Midoriya. - Mas as pessoas não vão te deixar em paz com essa informação em mãos, como vai lidar com isso? - Indagou o bicolor preocupado. - Eu sei… mas, de certa forma, é até melhor do que ouvir o Kacchan mentir e continuarmos em segredo. Prefiro ser julgado do que ser reconhecido como apenas “um amigo”. - Midoriya disse melancólico. Seus amigos se calaram. - Realmente não deve ter nada pior do que passar por isso num relacionamento. - Iida comentou, Uraraka assentiu. - Obrigado, pessoal. - Izuku sorriu para seus amigos. Quando a coletiva foi anunciada, o esverdeado aumentou o volume da TV e todos ficaram em silêncio, aflitos com o que sairia dali. - Bakugou recentemente foi flagrado no casamento de Tenko Shimura dançando com outro homem, iremos ouvir agora sua versão. - Anunciou o repórter. - Senhor Bakugou, o que tem a dizer sobre isso? - As especulações são verdadeiras. - Katsuki disse direto e reto para o choque da plateia. - Esse “outro homem”, como acaba de dizer, se chama Izuku Midoriya e estamos em um relacionamento amoroso. Eu não sei porquê organizar uma coletiva de imprensa para- - Bom…! Esse foi seu depoimento… - Interrompeu o repórter. - Vamos voltar para as notícias- - Espere! - Uma repórter na plateia se levantou, chamando a atenção de todos. - Senhor Bakugou… Izuku Midoriya, por acaso, não foi aquele rapaz com quem posou num desfile? O senhor tinha dito que era “só um amigo” na última coletiva, o que tem a dizer sobre isso? Bakugou parecia visivelmente estar se controlando para não explodir. - Ele era meu amigo… pois acabamos nos envolvendo romanticamente depois daquilo, é isso o que queria ouvir? - Disse ríspido. - Espero que saiba o que isso significa para você e sua grife, senhor Bakugou. - Outro repórter levantou-se. - Todos sabemos como relações homoeróticas são m*l vistas pelo público. Katsuki soltou um riso indignado. - Você é um para falar! Vocês acham que bisbilhotar a vida privada alheia é aceitável mas, na hora que botam homossexuais contra a parede, todos se unem contra. Uma bela visão de valores que vocês têm! A plateia foi à loucura com o sermão; um tumulto começou entre os repórteres e flashes de câmeras batiam ao redor. Estavam quase cortando a transmissão quando alguém mais se pronunciou. - Bom, acho que não tem mais o que fazer… - Todos se calaram e se sentaram ao notarem a figura se movendo entre a plateia, indo em direção ao pódio. Tenko se pôs ao lado de Bakugou e este cobriu o microfone com a mão, sussurrando para ele. - O que está fazendo? - Indagou alarmado. - Salvando sua pele. - Tenko respondeu ao tomar o lugar de Katsuki ao microfone. - Se vão julgar Bakugou e Midoriya por estarem num relacionamento, suponho que devam me incluir… pois eu apoio. - A plateia pareceu prender a respiração às palavras de Shimura. - Meu casamento foi aberto apenas para amigos íntimos, nenhum paparazzi devia ter conseguido acesso, mas parece que as precauções não foram suficientes para penetras conseguirem se infiltrar; se ninguém tivesse nos perseguido apenas por sermos identidades públicas, a privacidade dos meus amigos não teria sido violada. Acho que isso é o suficiente para um depoimento. Com isso, Tenko se retirou e Katsuki seguiu logo atrás; os repórteres se levantaram querendo saber mais, mas ambos já haviam se retirado por completo e a transmissão foi cortada, dando lugar às notícias normais. A âncora retomou o jornal envergonhada pelo que aconteceu na coletiva enquanto que, do outro lado da tela, Izuku chorava com o consolo de seus amigos. Não muito tempo depois, o celular do esverdeado tocou com uma nova mensagem de Kacchan. [KB]: Posso te ver? Izuku sorriu trêmulo ao digitar uma resposta. - É o Bakugou? - Indagou Todoroki. - É… Desculpem, acho que vocês vão ter que ir. - Disse o sardento aos seus amigos. Todos pareciam hesitantes ao pedido. - Você vai ficar bem, Izuku? - Perguntou Uraraka preocupada. - Está tudo bem, gente. Vejo vocês depois. - Garantiu o esverdeado. O grupo se despediu muito contra sua vontade, minutos depois, a campainha tocou novamente. Izuku atendeu a porta para se deparar com Kacchan usando uma máscara, óculos escuros e boné, o mesmo se convidou para entrar rapidamente e suspirou aliviado uma vez no genkan*. - Kacchan…? - Me desculpe, Izuku… foi o maior sufoco só para me livrar dos repórteres. Como você está? - Perguntou Katsuki ao retirar a máscara e os óculos. - É eu… estou bem-! - Soluçou o esverdeado. - Izuku! - Katsuki não pensou duas vezes, apenas tomou o pequeno em seus braços onde este ficou soluçando incontrolavelmente; Bakugou acariciou seu cabelo até que estivesse mais calmo. - Obrigado, Kacchan… Katsuki ergueu uma sobrancelha. - Pelo quê? - Por falar a verdade… por nos defender… - Só fiz o que tinha de fazer… Você já comeu? Posso fazer seu jantar. Izuku negou com a cabeça. - Você deve estar cansado, não quero atrapalhar. - Deixa disso, venha. - Uwah?! - Izuku exclamou surpreso quando o namorado o ergueu no colo, chutando os sapatos no genkan e o carregando até a cozinha. O cupido fez o favorito do esverdeado enquanto este o observava; quando Katsuki serviu a mesa e se sentaram para comer, o loiro se virou pro namorado antes de pegarem os hashis*. - Quer conversar sobre isso, Izuku? - Indagou afável. O pequeno negou com a cabeça. - Não…você estar aqui já é o suficiente. - Sorriu tímido. Bakugou sorriu de volta em compreensão e acariciou seus cachos verdes antes de se servirem. O íncubo passou a noite na casa do namorado assistindo filmes e o aconchegando para que ambos se sentissem melhor depois daquela “bomba”, e então se deitaram na cama de Izuku onde adormeceram abraçados, esquecendo todo sentimento r**m que a situação trouxe naquele momento especial.
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