Oito meses haviam se passado. Meses intensos, de descobertas e aconchegos, de noites longas e manhãs preguiçosas. Erick estava plenamente estabelecido no trabalho; Marina, agora diretora da Mercury, brilhava mais a cada dia. A vida de ambos parecia finalmente ter encontrado seu eixo — e esse eixo, de algum modo, era sempre um no outro. Marina decidira que não iria se mudar tão cedo… mas isso não mudava o fato de que quase não dormia mais em seu próprio apartamento. Erick fazia questão de tê-la por perto — fosse para dividir o silêncio da madrugada, fosse para se perderem um no outro até o corpo cansar. Aos poucos, sem perceber, Marina foi tomando espaço no apartamento dele: uma peça de roupa aqui, um perfume ali… e Erick parecia amar cada detalhe disso. Naquela manhã, Erick despertou dev

