Capítulo 25

1970 Words
No décimo terceiro andar, caminharam até a porta 207. Marina praticamente se apoiava inteira nele. Erick buscou o cartão dentro da bolsa dela, abriu a porta e entrou com ela, guiando-a para o quarto arrumado, iluminado apenas pela luz suave da cabeceira. Ela se soltou assim que viu a cama. E simplesmente se jogou. O vestido dourado subiu perigosamente, expondo mais do que deveria. Erick desviou o olhar tão rápido que quase pareceu um reflexo doloroso. — Erick… — a voz dela chamou, fraca, urgente. Ele entendeu de imediato. A pegou pelos braços e a levou correndo ao banheiro. Marina se inclinou sobre o vaso e vomitou, colocando para fora a noite inteira. Erick prendeu os cabelos dela com cuidado, silencioso. Quando ela terminou, lavou o rosto e a boca com enxaguante. Estava pálida, mas mais lúcida. — Desculpa por isso… — murmurou. — Tudo bem. Sabia que ia acontecer — ele respondeu, encostado no batente da porta. Ela passou por ele e voltou ao quarto. Ele observava, avaliando se podia deixá-la ou se era melhor ficar até ter certeza de que ela não ia desmaiar no banheiro. — Você se sente melhor? — perguntou. Ela assentiu. — Então… eu já vou — ele anunciou, começando a dar um passo para trás. Mas Marina segurou o braço dele. E tudo congelou. Erick virou devagar, como se temesse o que encontraria. O rosto dela estava corado, os lábios úmidos, o olhar pesado — e ainda assim, provocante. Marina umedeceu os lábios com a língua de um jeito inocente… e absolutamente devastador. Ele sentiu o corpo inteiro reagir. Ela deu um passo à frente. — Marina… — ele avisou, num sussurro grave. — Você ainda está bêbada. — E daí? Eu sei o que eu quero — ela respondeu, aproximando-se até que seus p****s quase encostassem no peito dele. Ele fechou os olhos quando ela levantou a mão e tocou o rosto dele. E cedeu. Erick inclinou o rosto e a beijou — um beijo urgente, quente, cheio de tudo que ele vinha segurando havia dias. Marina correspondeu com ainda mais fome, agarrando a camisa dele, puxando-o para mais perto, como se pudesse se perder ali. Mas então… A consciência bateu nele como um freio violento. Ele se afastou, respirando forte. Marina ficou ali, os lábios brilhando, o peito subindo e descendo rápido. — Isso não está certo — ele sussurrou, mais para si mesmo do que para ela. — O que não está? — ela deu outro passo. — Você não quer? — É claro que eu quero — ele devolveu, a voz rouca, quase um gemido. — Quero mais do que você imagina. Ela arfou. Ele também. Erick a puxou pela cintura por puro instinto; Marina soltou um som suave, quente. O nariz dele tocou o dela. E novamente ele se afastou, cerrando os punhos. — Eu não posso. Você não está sóbria — explicou, firme, embora a voz tremesse. — Erick… — ela sussurrou, acariciando o peito dele devagar. — Eu sei o que eu sinto. E agora… tudo o que eu mais quero é você. Ele fechou os olhos, perdido por um segundo. O toque dela queimava. Erick segurou as mãos dela, apertando-as como se fosse o último fio de controle que ainda tinha. — Não brinca comigo… — pediu, a voz grave, vulnerável de um jeito que ele nunca mostrava. — Se você continuar… eu não vou conseguir parar. Ela mordeu o lábio. E isso o destruiu. — Tudo bem, Erick — ela sussurrou, aproximando a boca da dele. — Eu não quero que você pare. E antes que ele conseguisse pensar, resistir ou respirar direito… Ele a puxou para si e a beijou novamente. Dessa vez, sem hesitar. Um beijo que carregava tudo: desejo, frustração, saudade, medo — e uma intensidade que ele vinha tentando esconder desde o primeiro dia. O beijo deles veio forte, urgente, como se os dois tivessem ficado tempo demais segurando o que sentiam. Marina perdeu o ar por um instante, sentindo o chão desaparecer sob seus pés. A mão de Erick subiu até sua nuca, afundando nos fios do cabelo dela; a outra apertou sua cintura com firmeza, guiando-a para mais perto. Quando seus lábios se separaram por um segundo, Erick desceu beijos lentos pelo queixo dela, encontrando o pescoço. Cada toque era quente, preciso, e Marina arqueou levemente, os olhos fechados, como se o corpo dela respondesse sozinho. Ele sentia falta dela — da forma como o corpo dela encaixava no dele, do cheiro suave que sempre o desestabilizava. Cada gesto reacendia memórias que ele jurou esquecer, e cada uma voltava com força ainda maior. Os lábios dele retornaram para os dela com fome renovada, e Marina agarrou sua camisa, desfazendo os botões com uma urgência quase desesperada. Erick deixou escapar um suspiro rouco quando ela deslizou a camisa pelo seu corpo, tocando seu peito com as mãos quentes, abertas, sem disfarçar o quanto o queria. Marina o puxou para si e depositou um beijo no centro do tórax dele, lento o bastante para arranhá-lo por dentro. O corpo de Erick se tensionou de um jeito que fazia tudo parecer mais vivo, mais perigoso, mais inevitável. Ela o olhou de baixo para cima, os lábios entreabertos, a respiração errada, e Erick perdeu completamente o eixo. Quando Marina levou as mãos à i********e dele, Erick segurou seus pulsos, respirando forte, lutando contra a própria sanidade. — Você quer mais… não quer? — murmurou perto da orelha dela. O suspiro que ela deu como resposta foi tudo o que ele precisava. Ele a beijou de novo — um beijo que tirava qualquer dúvida do caminho — e a puxou pela cintura, erguendo-a com facilidade. O vestido curto de Marina subiu, revelando mais pele do que ele era capaz de lidar naquele momento. Ela gemeu quando seus corpos se encaixaram, como se aquele contato fosse exatamente o que vinha implorando em silêncio. Erick a colocou sentada sobre a escrivaninha, sem descolar a boca da dela. O objeto tremeu, algumas coisas caíram no chão, mas nenhum dos dois ligou. Ela se curvou para ele, as pernas envolvendo sua cintura, e o atrito entre eles arrancou um som abafado de ambos. — Erick… — ela suspirou, a voz falhando. Ele deslizou a mão pelas costas dela, subindo devagar até a nuca, enquanto seus lábios encontravam novamente a curva sensível do pescoço dela. Marina arqueou-se, os dedos se enterrando nos ombros dele, como se tudo dentro dela estivesse tremendo e acordando ao mesmo tempo. Com uma calma perigosa, Erick puxou o vestido para cima, deixando-o cair no chão. Ele parou por um instante — só para olhar para ela. O peito arfante. A pele quente. Os olhos brilhando, como se ela estivesse à beira de se perder e de se entregar ao mesmo tempo. — Você é… inacreditável — ele murmurou, tocando seu rosto com cuidado, como se temesse que qualquer movimento mais brusco quebrasse aquele instante. Marina respirou fundo, as mãos apoiadas atrás de si, o corpo entregue àquele olhar. A vulnerabilidade misturada ao desejo tornou tudo ainda mais intenso. — Eu quero mais — ela confessou, a voz baixa, quase um pedido. Erick sentiu o corpo reagir inteiro. Ele voltou a beijá-la, lento no começo, depois com mais pressa, mais fome, mais verdade. As mãos dele deslizaram pela cintura dela, pelo quadril, pela curva que ele conhecia melhor do que gostaria de admitir. Marina segurou o rosto dele entre as mãos e aprofundou o beijo, como se precisasse senti-lo por completo, como se estivesse prestes a perder o momento se não o puxasse de volta. Ele a deitou na cama com cuidado, sem pressa, sem tirar os olhos dos dela. Marina levantou o tronco, envolvendo o pescoço dele com os braços, mas Erick segurou seus pulsos acima da cabeça. Ela arfou com o gesto, sentindo um arrepio percorrer sua espinha inteira. — Calma… — ele sussurrou, o sorriso curvando apenas um lado da boca. — Você vai ter tudo de mim. Marina fechou os olhos por um instante, mordendo o lábio. Ele deslizou a mão livre pelo corpo dela, devagar, como quem decora um mapa que já conhecia — mas agora queria ler de novo, linha por linha. O modo como ela reagia a cada toque, cada aproximação, cada suspiro dele perto da pele dela… aquilo quase o derrubava. — Hoje… você é só minha — ele murmurou no ouvido dela, a voz grave o suficiente para estremecer seus ossos. Marina puxou o ar com um tremor involuntário, como se cada palavra dele entrasse diretamente em seu corpo. O que veio depois foi um encontro de dois corpos que já se desejavam havia tempo demais. Movimentos lentos, profundos, depois mais rápidos, mais desesperados, guiados por gemidos involuntários, mãos que se procuravam no escuro, suspiros que escapavam sem permissão. Ele a segurava firme; ela o puxava com a mesma intensidade. Ele murmurava o nome dela; ela sussurrava o dele de volta como se fosse a única palavra que lembrava. O mundo parecia desaparecer ao redor. Só existiam os dois e o ritmo que construíam juntos. Quando ela finalmente se desfaleceu contra ele, tremendo, arfando seu nome em um suspiro quase quebrado, Erick perdeu qualquer resto de controle que ainda tinha. A puxou mais para si, mais fundo, mais perto, até também se entregar por completo, o corpo tenso, a respiração irregular, a boca entreaberta contra o pescoço dela. No silêncio que veio depois, Marina se aninhou no peito dele. Tão pequena. Tão quente. Tão… dele. — Você é tão cheiroso… — murmurou, já quase dormindo. Erick fechou os olhos, sorrindo sem conseguir evitar, os braços envolvendo-a devagar, como se quisesse guardar tudo naquele abraço. — E você… — ele sussurrou no topo da cabeça dela, antes de adormecer — …é tudo o que eu esperei por tanto tempo. A claridade da manhã já começava a invadir o quarto, riscando o chão com tons pálidos. Erick estava acordado havia muito tempo, embora mantivesse os olhos fechados. Marina dormia profundamente em seus braços, completamente entregue, o rosto sereno encostado em seu peito. Ele não sabia o que fazer. Se deveria ficar… ou ir embora antes que a realidade desabasse. Ficar seria fácil — o corpo dela era quente, macio, encaixava no dele como se fosse feito sob medida. Mas era arriscado demais. O medo de que ela acordasse sem lembrar de nada, ou pior: sem querer lembrar, corroía cada canto dele. Um suspiro pesado escapou antes que pudesse impedir. Como ele pôde…? Não que ele não a desejasse — desejava desde sempre. Mas não assim. Não depois de vê-la cambaleando, vulnerável, sorrindo torto por causa da tequila. Ele queria aquela noite, sim. Queria cada segundo. Mas queria que ela estivesse sóbria o suficiente para sentir tudo junto com ele. Para lembrar. Para querer. Agora, tudo que ele sentia era uma pontada amarga de culpa. Com cuidado quase reverente, Erick deslizou a mão até o braço de Marina, levantando-o gentilmente de seu peito. Depois, com a outra mão, livrou-se do braço dela que repousava sob sua cabeça. Marina grunhiu, virando-se para o outro lado, encolhendo-se nas cobertas. Ele fechou os olhos por um instante — como se aquilo doesse mais do que deveria — levantou-se e começou a se vestir em silêncio. Quando estava prestes a sair, olhou para ela novamente. Marina continuava ali, tão pequena na cama enorme, uma mecha rebelde caindo sobre o rosto, o lençol escorregando demais pelo corpo nu. Ele se aproximou devagar, puxou o cobertor até os ombros dela e ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha. Inclinou-se e depositou um beijo leve no topo de sua cabeça. — Adeus, Marina… — sussurrou. — E obrigado por me dar a melhor noite da minha vida. E, com o peito apertado, ele saiu.
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