capítulo:13- Damian POV

557 Words
Fui até o campo de treinamento, tirei minha blusa e comecei a treinar até minha raiva amenizar. Eu estava me esforçando para não perder a cabeça. ​Eu sabia que meus irmãos também eram companheiros dela, mas só de pensar em um deles a beijando, tocando nela, me deixava louco. E quando se tratava de Anika, de alguma forma, eu não conseguia me controlar. ​Depois de treinar a tarde toda, voltei para a mansão, ainda queimando por dentro. ​Subi as escadas e fui ao meu quarto. ​Tomei banho e vesti uma calça de moletom, ficando sem camisa. ​Peguei a garrafa de uísque do minibar e levei à boca. Senti o líquido descer, queimando minhas entranhas, mas nem o álcool estava diminuindo a raiva dentro de mim. Joguei a garrafa contra a parede e dei um soco na parede, fazendo os nós dos meus dedos sangrarem. ​Eu precisava de Anika. Eu precisava do cheiro da minha companheira se não quisesse botar a casa abaixo. ​Saí do meu quarto e fui até o quarto de Anika. Bati na porta, ainda com a respiração irregular. Bati novamente na porta e, na segunda batida, a porta se abriu. ​Ela piscou algumas vezes, me olhando com aqueles olhos azuis confusos, com seus cabelos vermelhos soltos e vestindo uma camisola preta que me fazia querer tocá-la. ​"Damian, aconteceu alguma coisa?", perguntou ela, olhando para minha mão sangrando. ​"Anika, eu preciso de você. Por favor, somente alguns minutos," falei, ainda com a respiração irregular. ​Ela hesitou por alguns segundos, mas abriu a porta, dando espaço para eu entrar. ​Sentei-me na cama e ela foi ao banheiro, voltando com o kit de primeiros socorros. ​"Deixa eu cuidar da sua mão," me pediu, sentando ao meu lado. ​Dei minha mão para ela, e seu toque me confortou. ​Observei-a limpar, passar pomada e fazer um curativo um pouco exagerado. ​"Pronto," falou ela, indo ao banheiro com a caixa na mão. ​Eu permaneci sentado, respirando fundo, tentando me controlar para não fazer nada imprudente. ​Ela voltou e sentou-se ao meu lado, me olhando. ​"Quer me contar como você se machucou?", ela me perguntou, desviando o olhar. ​Não falei de imediato. Como iria falar que era porque eu estava com ciúmes e a raiva estava me dominando? ​"Problemas da matilha," menti descaradamente. ​"Entendo." ​"Posso dormir aqui?", perguntei sem pensar muito. ​Ela me olhou e soltou um suspiro. ​"De jeito nenhum," falou, indo para seu lado da cama e deslizando para debaixo do cobertor. ​"Eu prometo não tocar em você," falei, tentando convencê-la. ​"Promete?" ​"Eu prometo. Não vou te tocar sem sua permissão," prometi, mesmo sabendo que seria torturante desejá-la e não poder tocá-la. ​Ela me olhou por alguns segundos e concordou com a cabeça. ​"Está bom, mas sem gracinhas." ​Eu me deitei e a puxei para perto. Deslizei meu braço por debaixo do pescoço dela e joguei meu outro braço por cima, abraçando-a. Aproximei meu nariz do pescoço dela e respirei fundo. Aquele cheiro que me despertava tantos desejos me dava conforto e trazia calma. ​Ela não protestou e não se afastou. ​Fechei meus olhos, mas não conseguia dormir. O desejo de possuí-la estava me deixando maluco.
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