Depois de horas tentando disfarçar que não senti o laço de companheiros durante o jantar, aqui estava eu, me virando de um lado para o outro na cama, sem conseguir dormir. Eu ainda não estava acreditando que senti o laço de companheiros com os três irmãos — que peça a Deusa da Lua estava tentando me pregar?
Eu não havia comido direito no jantar porque estava muito nervosa com a mão de Dario segurando a minha. Não conseguia acreditar que um simples toque fazia minhas pernas parecerem gelatina, mas de uma coisa eu tinha certeza: era melhor manter distância desses irmãos.
Eu me levantei e fui até a cozinha. Abri a geladeira e peguei algumas sobras da sobremesa do jantar. Sentei e comi como se minha vida dependesse disso.
O cheiro de damasco se espalhou pela cozinha antes mesmo de Dario entrar.
"Dario, pensei que você estava dormindo," falei, envergonhada pelo flagrante.
"Com fome?", perguntou ele, me examinando de um jeito estranho, e depois olhou para a bagunça em cima da mesa.
"Estava, mas já terminei. Eu vou limpar tudo," disse, já começando a limpar a bagunça que tinha feito.
Mas senti algo segurando meu braço. Em um movimento rápido, ele me puxou contra o peito.
"Você não precisa limpar. Temos empregadas para isso," falou, levantando meu rosto para que eu pudesse olhar em seus olhos.
Ele sustentou o olhar por alguns segundos, e seus olhos caíram para meus lábios. Pensei que ele ia me beijar, então fechei os olhos, mas ele somente limpou o canto dos meus lábios que estava sujo com o polegar.
Eu queria que a terra me engolisse de tão envergonhada que fiquei. Como fui tão ingênua ao pensar nisso, se nem mesmo tinha confirmado que éramos companheiros?
"Eu vou me deitar," disse, me afastando.
Mas ele me puxou novamente, fechando a distância entre a gente, e esmagou os lábios nos meus. Tentei empurrá-lo e resistir, mas no momento em que a língua dele deslizou contra a minha, num beijo urgente e apaixonado, meu corpo se rendeu à aproximação.
Ele me puxou mais para perto, aprofundando o beijo. Eu podia sentir Rose pulando de alegria dentro de mim.
Ele deslizou as mãos para minha cintura, me pegando no colo e me colocando sentada em cima da mesa. Suas mãos deslizaram para o meu quadril, e seus dedos vagaram pela minha coxa, encontrando a barra da minha camisola e enviando ondas de arrepios pelo meu corpo. Seus dedos fizeram caminho com lentidão deliberada para dentro da minha calcinha, roçando contra minha entrada.
Eu ofeguei contra seus lábios, abrindo minhas pernas.
Seus dedos encontraram meu c******s, me fazendo arquear as costas, antes de empurrar um dedo para dentro de mim.
"Dario...", ofeguei com a sensação que seus dedos me proporcionavam.
"Querida, gema para mim," pediu Dario, deixando meus lábios e plantando beijos no meu pescoço até chegar aos meus s***s, chupando e lambendo.
Senti uma explosão na parte inferior da minha barriga enquanto ele trabalhava em meus m*****s. Eu agarrei seus ombros, minhas unhas cravando no tecido da sua camisa.
"Goza para mim, Anika," pediu Dario enquanto aumentava os movimentos dos dedos.
Minha cabeça caiu para trás e meus gemidos se tornaram mais frequentes e abafados enquanto eu tentava ficar quieta. Minhas pernas tremiam enquanto eu me desfazia, alcançando o orgasmo.
Ele diminuiu os movimentos, retirou o dedo e o levou à boca.
Minha respiração ainda estava irregular e meus lábios ainda formigavam pelo beijo selvagem. Ele plantou outro beijo em meus lábios, mas eu me levantei e saí correndo.
Não sei o que deu em mim. Por que eu fugi se ele era meu companheiro?
Voltei para meu quarto e me deitei.
"Como vou encará-lo amanhã? Que vergonha! Como eu pude deixar isso acontecer?", murmurei, enfiando o rosto no travesseiro, falando com Rose.
"Não precisa ter vergonha, Anika. Ele é nosso companheiro," falou Rose, tentando amenizar a situação.
"Não só ele, mas também seus irmãos," falei, tocando meus lábios.
"E onde foi parar aquele papo de manter distância?", perguntou Rose com um sorriso irônico na voz.
Eu sorri, nem acreditando que tinha dado meu primeiro beijo.