Capítulo:10- Dario Pov

682 Words
Eu fiquei ainda mais encantado quando ela finalmente acordou e me olhou com aqueles olhos azuis. Ronne se agitou dentro de mim, esperando pela loba dela, mas nada; era como se ela não sentisse que éramos seus companheiros. ​Olhei para meus irmãos, que estavam sentados no nosso escritório. Damian tinha a mesma expressão de preocupação que eu. Já Dylan estava perdido em pensamentos, com aquele olhar vazio, e era difícil saber o que ele realmente estava sentindo. ​Ficamos alguns minutos sem falar, até Damian ser o primeiro a quebrar o silêncio. ​"Como ela não sentiu a ligação de companheiros?", perguntou, passando a mão no rosto. ​"Eu realmente não sei. Ela não demonstrou nenhuma emoção ou reação," respondi. ​"Só há duas explicações: deve ter algo errado com o lobo dela, ou ela está fingindo não sentir," falou Dylan, ainda com a expressão séria. ​"Vamos esperar. Ela tinha acabado de acordar e talvez ainda tenha acônito no organismo dela, o que a impede de sentir seu lobo," falou Damian, jogando-se no sofá de canto como se um peso estivesse sobre ele. ​"E o que vamos fazer? Perguntar a ela?", perguntei, abrindo uma garrafa de uísque. ​"Se ela sentiu, não terá como esconder. O laço de companheiros trai o corpo dela. A atração é inevitável," falou Damian com um sorriso malicioso no rosto. ​"Então, vamos descobrir logo. Dylan, vá buscá-la para o jantar." ​"E por que diabos tem que ser eu? Mande uma serva trazê-la." ​"Eu vou buscá-la," falou Damian, se levantando. ​O Jantar ​Eu e Dylan fomos para a mesa de jantar. Depois de alguns minutos, Damian voltou, e logo atrás dele estava Anika, deslumbrante com aquele vestido que caía bem em suas curvas. ​Ela estava me olhando novamente, mas com uma expressão totalmente diferente: confusão e nervosismo. Eu me perguntei se ela finalmente sentiu a ligação de companheiros. Mas ela simplesmente respirou fundo, sentou-se e olhou para mim e meus irmãos, sem falar nada. ​Um silêncio ensurdecedor se instalou no cômodo, e nenhum de nós falou nada. Damian lançava olhares entre mim e Dylan, que, ao contrário de nós dois, estava mais empenhado em focar na sua refeição. ​"Anika, não é? É de qual matilha?", perguntou Dylan, sem tirar os olhos do prato. ​Ela ficou ainda mais nervosa. Segurei uma de suas mãos, entrelaçando nossos dedos. O corpo dela respondeu ao meu simples toque. Ela mordeu o lábio inferior, tentando se concentrar no que Dylan havia perguntado, mas não tirou a mão. ​"E-eu, hum... não tenho matilha. Sou uma renegada," mentiu ela descaradamente. ​Assim como eu, meus irmãos também perceberam. ​"Renegada? Interessante," falou Dylan, levando sua taça de vinho à boca. ​Eu não estava entendendo o comportamento de Dylan, mas sabia que era pelo laço de companheiros. Em relação ao meu irmão e seu gosto peculiar em relações sexuais, eu tinha quase certeza de que isso seria um problema. ​A Caminhada Noturna ​Depois do jantar, conversamos por alguns minutos antes de Anika ir dormir. Voltei para o meu quarto, tomei um banho e me deitei. ​"Eu a quero," reclamou Ronne. ​"Eu também a quero, Ronne, mas não podemos pressioná-la agora." ​"E o que você vai fazer? Esperar até que um dos seus irmãos a tome de nós?" ​"Isso tem que ser uma escolha de Anika, e meus irmãos também são companheiros dela, então temos que ser pacientes." ​Falei, tentando dormir, mas Ronne era muito impaciente. Às vezes, eu pensava que ele deveria ser o lobo de Dylan; eles se dariam bem. ​"Infelizmente, não estou conseguindo dormir, então vamos dar uma caminhada," falei para Ronne, pegando uma jaqueta e saindo do meu quarto. ​Desci as escadas, mas o cheiro de pêssego e baunilha chamou minha atenção, vindo da cozinha. Fui até a cozinha, e Anika estava comendo, mas se levantou quando me viu entrar. ​Eu pude ter um vislumbre de sua camisola curta de seda e como ela a fazia ficar tão sexy.
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