Capítulo:9- O despertar

667 Words
​Enquanto eu estava deitada, uma das servas entrou no cômodo que deduzi ser o banheiro pelo barulho da água corrente. A outra sumiu em outro cômodo e voltou com alguns vestidos nas mãos. Sentei, observando-as fazer suas tarefas, mas ouvi uma voz me chamar: ​"Anika." ​Dei um pulo e respirei fundo, tentando me acalmar. ​"Finalmente estamos juntas, Anika," falou meu lobo para mim. ​Não pude deixar de chorar de emoção. Era real, realmente era real: eu tinha um lobo. ​"Não acredito. É realmente você? Não estou alucinando?" perguntei, limpando minhas lágrimas. ​"A Deusa da Lua nos deu outra chance, Anika, de ficarmos juntas," disse minha loba. ​"Eu sou muito grata por ser abençoada com tamanha felicidade," falei, sentindo-me mais forte. ​"Meu nome é Rose," falou minha loba. ​"Muito prazer, Rose. Não vejo a hora de termos nossa primeira transformação," falei, olhando para a serva que me pediu para levantar e a segui até o banheiro. ​"Senhora, tire suas roupas para que eu possa te banhar," pediu a serva, ainda de cabeça baixa. ​"Tirar minhas roupas? De jeito nenhum!", falei, envolvendo os braços ao redor dos meus s***s. ​"Senhora, por favor, esse é meu trabalho," pediu a serva novamente. ​Depois de tantos protestos, resolvi ceder e entrei na banheira, como a serva me pediu. Ela lavou meus cabelos e me banhou. ​Depois de alguns minutos, saí e fui enrolada em uma toalha e conduzida novamente ao quarto. Em cima da cama havia um vestido rosa bebê de seda e uma caixa com um par de sapatos altos, brancos com detalhes dourados. ​"Senhora, vista este vestido," instruiu uma das servas. ​Rapidamente, comecei a vesti-lo. ​"Eu irei pentear seus cabelos," falou a outra serva, de cabelos curtos. ​Sentei-me de frente para a penteadeira e a observei trançar meu cabelo através do espelho, colocando alguns enfeites de flores que combinavam com meu vestido. Fui maquiada, e meus lábios foram pintados de rosa. ​Uma das servas veio de um cômodo com uma caixa nas mãos. Ao abri-la, revelou um conjunto de brincos e um colar feitos de ouro com pequenas pedras de diamantes. Fiquei incrédula, com medo de quebrar ou perdê-los. ​"Você está linda, Senhora," falou a serva de cabelos curtos, animada. ​Olhei para minha imagem no espelho e não reconheci a mulher à minha frente. Como eu podia ser tão bonita e nunca perceber isso? ​"Os Alfas virão buscá-la para o jantar," avisou uma serva de cabeça baixa. ​"Alfas? Onde estou?", perguntei, curiosa. ​"Na matilha Sombra da Noite, Senhora," respondeu a serva. ​Quando soube onde eu realmente estava, fiquei nervosa, pois de tantas matilhas na fronteira, a Deusa da Lua tinha que me colocar logo na que os Alfas eram conhecidos por matar rindo. As servas saíram depois de alguns minutos e eu fiquei sentada, ainda pensando no que faria. ​"Estamos ferradas, Rose. Como vamos fazer para fugir desse lugar?", perguntei à minha loba. ​Mas, antes de obter uma resposta, um cheiro de damasco preencheu o quarto, fazendo Rose se agitar dentro de mim. ​"Companheiro," repetiu Rose. ​E uma batida soou na porta. ​"Pode entrar," falei, com meu coração disparado. ​A porta se abriu e Damian entrou. Permaneci sem dizer nada, tentando disfarçar o máximo possível que senti o laço de companheiros. ​"Está pronta? Vim te buscar," falou Damian. ​Somente o jeito que ele estava me olhando fazia arrepios percorrerem meu corpo. ​"Sim, podemos ir," falei, nervosa. ​Ele tocou meu braço para me guiar, e pude sentir faíscas com seu toque. Chegamos a uma grande porta de madeira que tinha um grande espelho. Damian a abriu e me conduziu para dentro. ​Quando entrei, senti o cheiro de damasco ainda mais intenso, e Rose se agitou mais uma vez, repetindo: "Companheiros." ​Olhei ainda mais confusa para Dylan e Dario, que estavam sentados à mesa.
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