Capitulo:52-Romeu Pov

632 Words
Toda a minha vida foi pautada pelo amor que sentia por Gabriela. Juntos, tivemos nossa primogênita, Olívia. Éramos felizes, vivendo o sonho de construir uma família grande e unida, até que Gabriela descobriu sua segunda gravidez. No início, a notícia nos trouxe uma alegria transbordante; estávamos ansiosos pela chegada de mais um bebê. ​Contudo, com o passar dos meses, Gabriela começou a sentir dores constantes e m*l-estar. Pensamos que fosse apenas o peso da gestação, até que, em uma noite fatídica, perto de completar oito meses, ela sofreu um descolamento de placenta devido a uma pré-eclâmpsia. Infelizmente, ela não resistiu, mas me deixou Stella, recém-nascida, como seu último suspiro. ​Nunca quis procurar uma segunda companheira. Após Gabriela, o silêncio preencheu meu coração, e criei minhas filhas sozinho. Mudei-me para a matilha Sombra da Noite quando elas ainda eram crianças. Lá, conheci Augusto; desenvolvemos uma amizade sólida e acabei me tornando o Beta da matilha. ​As meninas cresceram correndo ao lado dos três filhos de Augusto. No começo, eram apenas crianças brincando, até que Olívia completou quinze anos e despertou o interesse dos rapazes. Proibi que qualquer um tocasse nela até que atingisse os dezoito. Na noite em que Olívia despertou sua loba, transbordei de orgulho: ela herdara a linhagem de loba branca da mãe. Olívia ficou radiante por ter esse elo com Gabriela, já que fisicamente ela era a minha cópia: cabelos loiros, olhos azuis e pele alva. ​Stella, por outro lado, tornou-se a imagem esculpida de Gabriela. Cabelos negros e lisos que descem até a cintura, olhos castanhos amendoados, baixa e delicada. Ela carrega a mesma linhagem de lobo da mãe e, a cada dia, torna-se sua cópia exata. ​Na noite em que Olívia sentiu o laço de companheirismo com Dylan, Stella sorriu e celebrou pela irmã. Mas, naquela mesma madrugada, ela chorou em meu quarto. Foi o momento amargo em que descobri que minhas duas filhas estavam apaixonadas pelo mesmo homem. Vi o sofrimento de Stella ao ver a irmã com Dylan, mas, com o tempo, ela se aproximou de Dario e Damian, distraindo-se e voltando a sorrir. ​Tudo parecia caminhar para a normalidade, até a noite da invasão dos vampiros. Lutamos com tudo o que tínhamos para proteger a matilha, e foi ali que perdi minha primogênita. Tive que carregar o corpo sem vida de Olívia nos braços. Stella viu a irmã morta, com o peito violado de onde arrancaram seu coração. Mesmo tão jovem, ela mostrou uma força que eu mesmo não possuía. ​Agora, anos depois, vejo minha filha chorar novamente por causa de Dylan. Desta vez, eu a afastarei. Não permitirei que ela definhe vendo-o viver com outra o sonho que um dia ele planejou com ela. ​Preparei o café da manhã e chamei Stella, mas ela não parecia bem. Quando a vi vomitando, a preocupação me atingiu como um soco. Arrumei-me e saímos para o hospital da matilha. No caminho, Damian me parou na mansão; achei estranho seu interesse repentino, mas apenas informei que levaria Stella ao médico. ​Enquanto resolvia pendências rápidas com Damian, voltei ao carro e vi que Stella havia adormecido novamente. Dirigi em silêncio até o hospital. Ao estacionar, ela despertou, meio perdida no tempo. ​— Chegamos. Vamos? — perguntei, abrindo a porta para ela. ​Fomos até a recepção e seguimos os protocolos de atendimento. Ficamos sentados esperando o chamado; eu estava mais nervoso que ela, que parecia consumida por uma sonolência profunda. Após alguns minutos, a doutora chamou Stella. ​Fiquei do lado de fora, com o coração na mão e o pressentimento pesando em meu peito. Mas o que realmente me alarmou foi ver a expressão de Dylan ao cruzar as portas do hospital, entrando desesperado à procura de Stella
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