Renata On
Acordo ouvindo um som estranho na casa, parece que tem alguém brigando, me levanto, deixo a banheira enchendo, fico a mexer no celular até o alarme apitar, quando escuto vou tomar um banho, não quero me envolver na briga deles se realmente estiverem brigando, entro no banheiro e tiro minha roupa, entro na água quente e fico a relaxar.
Fico longos minutos alí até finalmente sair e pegar uma toalha para me cobrir, pego uma roupa no armário e me visto, vou até o espelho me olhar, estou aceitável para meu primeiro dia de trabalho.
Saio do quarto e caminho pela casa até achar a escada para o primeiro andar, desço e vou para cozinha, todos estão comendo, acho que será um pouco complicado pedir para um deles me levar para o trabalho.
— Já vai trabalhar? — pergunta Andrei comendo.
— sim, mas é meu segundo dia na Romênia e eu não conheço nada. — falo me sentando na cadeira, pego uma maçã e como.
— não se preocupe com isso, um dos meus doces filhos vai te levar não é? / Diz Daciana com um sorriso esperando um dos filhos responder.
— irei levar ela depois de comer. — diz o homem de olhos verdes comendo.
— por que Andrei não pode me levar? — pergunto curiosa.
— ele ia ter um carro se não tivesse ido embora daqui. — diz Aurelious olhando o filho que não se importa com o comentário.
— não me arrependo nem um pouco de ter ido para Inglaterra, irei trabalhar para comprar minha moto. — diz Andrei olhando o pai.
— desculpa a pergunta, mas quando acordei escutei um som estranho. — falo e término de comer a maçã.
— foi o Andrei e o Cezar brincando por algum motivo i****a, eles não crescem nunca. — Diz Aurelious que pega um copo de suco e bebe.
— a culpa não é minha se ele entra no meu quarto e pega minhas coisas. — Diz Andrei que parece estar bem puto com esse assunto.
— vocês dois deveriam crescer isso sim, você acabou de voltar e já está brigando. — diz Daciana que parece um pouco brava.
— irei escovar os dentes e já irei te levar. — Vejo Nicolae a se levantar e sair do quarto.
Me levanto depois de comer a maçã e vou para o meu quarto passar em enxaguante bucal, desço novamente e vejo Nicolae me esperando.
— demorou. — Diz me olhando sério.
— desculpa, podemos ir, não quero chegar atrasada. — Falo querendo ir logo embora.
Saímos da casa, sigo ele até o que parece ser a garagem, vejo ele entrar em um dos carros, entro e fico ao lado dele.
— espera, irei te entregar o endereço. — Falo procurando o papel na minha bolsa, depois de revirar tudo consigo achar e entregar a ele.
Fico olhando a paisagem fixamente, é tão incrível estar na Romênia, espero conseguir me adaptar bem aqui.
— por que decidiu vir para cá?— Diz enquanto dirige, sinto curiosidade em sua voz.
— amo o folclore daqui, é muito fascinante.— Falo observando a vista.
— quer dizer que ama as histórias de vampiros?— a pergunta dele até que é interessante.
— amo muitas outras histórias além dessa.— falo o observando dirigir.
— entendo, já estamos chegando no seu trabalho, não fale com homens estranhos, pois pode acabar sendo sequestrada ou pior. — a forma que ele falou me fez ficar com medo.
— está bem.— vejo ele parar o carro, abro a porta e saio.
— quando for ir embora liga para o Andrei e manda ele me chamar para te levar para casa. — diz me olhando, aceno com a cabeça e vejo o carro se distanciar.
Vou em direção ao prédio que irei trabalhar, estou um pouco nervosa mas é normal, entro e vou até a recepcionista, falo com ela e mostro meu documento, ela chama outra mulher que me leva pelos corredores, acho que estou indo falar com o chefe, vejo a mulher parar em frente a uma porta, respiro fundo e entro.
Vejo um homem lindo que parece ter uns 30 e poucos anos, tem cabelos pretos, pele bem branca e olhos cor de mel, mesmo com o terno social da para perceber que ele malha pois seus músculos são visíveis, errado dizer mas ele é literalmente um deus grego muito gato.
— você deve ser a nova fotografa da empresa, é um prazer ter conhecer, ter uma bela dama trabalhando aqui será ótimo. Já ia me esquecendo, meu nome é Anthony Grifford. — Diz meu belo chefe me olhando de uma forma intensa.
— meu nome é Renata Bernardi, obrigada por ter me aceitado na empresa, prometo fazer um trabalho excelente enquanto estiver aqui. — Falo sorrindo.
— não tenho dúvidas disso, senhorita Renata. — Diz com um tom que eu identifico com malícia mas não posso confirmar.
— o que exatamente irei fazer hoje? — Pergunto olhando meu chefe.
— por hoje só irá conhecer a empresa e ver o melhor meio de publicidade. — Diz me olhando, sinto que ele está a me analisar.
— Está bem, senhor Grifford. — falo sorrindo.
— pode me chamar de Anthony quando estivermos a sós. — diz com um sorriso galanteador.
— mas você é meu chefe, preciso te tratar com respeito. — falo meio insegura disso.
— estamos sozinhos não precisa ser respeitosa, vou mandar minha secretária de levar para conhece a empresa, depois ela irá levar você até sua mesa. / Diz me olhando.
Vejo Anthony chamar a secretária que aparece na porta, sigo ela pela empresa que é enorme, tem várias pessoas trabalhando aqui, depois do passeio ela me leva até minha mesa, tem uma câmera bem cara em cima dela e um computador, "ótimo", acho que vou trabalhar assim por um bom tempo.
(...)
Finalmente terminei de escolher as melhores imagens para o anúncio, falta cinco minutos para o meu tempo de trabalho acabar. Acho que vou comer alguma coisa na máquina depois que o horário terminar, estou com um pouco de fome.
Quando meu horário acaba me levanto e vou para a máquina no corredor, vejo uma funcionária passando a mão no pescoço, tem gotas de um líquido vermelho em sua roupa, vejo a mesma mulher pegar um cachecol na bolsa e cobrir o pescoço com ele, escuto uma porta abrir, vejo o chefe Anthony sair dali, sua boa está com um líquido vermelho, ele vem em minha direção.
— senhor Grifford, sua boca está suja. — Falo não querendo perguntar o que não é da minha conta, apesar de ser estranho para c*****o.
— eu estava bebendo suco de morango e beterraba. — diz com um sorriso simpático, não parece estar mentindo, também não parece razoável pensar que ele é um vampiro, pois todos sabem que eles não existem.
— entendo. — Falo voltando minha atenção para a máquina de comida a minha frente.
— tem um refeitório na empresa, pode comer um pedaço de pizza ou lasanha lá. — fala me olhando calmamente.
— acho que só irei comer um biscoito mesmo. — falo sorrindo.
— vai para casa sozinha? Se quiser posso te levar, você é nova aqui, não deve conhecer ninguém. — falo me olhando de uma forma estranha.
— não precisa, o irmão de um amigo meu irá me buscar. — Falo sorrindo.
— está bem, espero que volte bem para casa. — Diz sorrindo.
— obrigada. — falo pegando um biscoito, ele sai de perto de mim e volta para sua sala.
Pego meu celular e mando uma mensagem para Nicolae avisando que já irei embora, caminho pela empresa para encontrar a saída, passo pelo refeitório, vejo que as mulheres jovens e bonitas estão usando um cachecol ou algo do tipo para cobrir o pescoço, agora assim está estranho.
Saio da empresa e fico no lado de fora esperando Nicolae, depois de longos minutos esperando ele chega. Entro no carro e ele começa a dirigir para casa, o dia foi longo e estranho, muito estranho na verdade.