UM CASO PARA CHLOE’S?

791 Words
Voltei ao hotel com o coração aflito, torcendo para que tivesse outra chance com ela. Liguei para o Armand no caminho; — Armand, temos uma história possivelmente parecida com a da Chloe! — Explique-se amigo! — Ainda não posso, mas, lembra-se do que eu te contei a respeito da expressão nos olhos da Chloe? É estranho, mas essa garota iria se matar, eu a impedi por enquanto. — Que? Se matar? Uma suicida? — Ela ia saltar da ponte, Armand, e eu consegui chamar a atenção dela por hora, Óscar a esta seguindo neste momento. — Tem certeza de que é um caso de abuso? Ela pode ser só psicótica sei lá, não lidamos com isso Nick. — Eu apenas sei Armand, como nos olhos da Chloe cara, tenho sonhado muito com isso. Nos meus sonhos a Chloe sempre fala para olhar nos olhos dela, eu não sei explicar, ela me olhou com a mesma expressão da Chloe no dia que morreu. — Cara isso é fodido! — Muito, ela simplesmente atravessou a via expressa, com tráfego intenso e nem sei como ela chegou ao muro de proteção, ela ia pular cara, eu quase a vi morrer, foi por milagre. Armand vem para cá, traz a Jackie, ela vai precisar de muita ajuda. — Estou indo, tomara que possamos fazer alguma coisa então. — É, tomara amigo, até mais! Quando voltei ao hotel, pedi que preparassem minha mesa, e reservassem o mezanino para nós. Pedi aos meus amigos que me encontrassem no escritório, fui até eles ligando para o Óscar no caminho; — Óscar, como ela está? — Chorando senhor, ela chorou, por todo o caminho. Ela está hospedada em uma pousada próxima à rodoviária, os dados serão enviados via mensagem. Devo esperar aqui senhor? — Sim Óscar! Vou mandar um carro para facilitar a sua vida, e vou ver com o Julian, talvez ele descubra em que quarto ela está, enquanto isso aguarde. Óscar mantenha-me informado ok? Mandei um carro para o Óscar poder se locomover se precisasse. No meu escritório, encontrei Paul, Becky e Julian à minha espera. Penso que se tivéssemos planejado, não teria sido tão perfeito. Um agente federal, um dos maiores especialistas em segurança e da informação de toda a história da informática e uma das melhores psicanalista e psicoterapeuta especializada em casos de abuso e violência s****l de Boston. Contei-lhes a respeito da garota, Paul e Becky concordaram de cara que era um possível caso de abuso. Becky me instruiu sobre a melhor forma de aborda-la e reconhecer possíveis sinais de fuga. Julian entrou em ação, entrou no site da pousada e descobriu em que quarto ela estava além de outros detalhes como Documentos pessoais, endereço telefone, etc. O básico necessário para iniciarmos uma investigação. — Julian ela aceitou jantar comigo quase torcendo para que eu fosse um serial killer, e que fosse por fim a miséria dela. Ela vai tentar de novo Julian eu sinto isso. — Então precisamos agir rápido, precisamos da Jackie, — Disse Paul. — Vamos ver do se trata hoje, caso ela venha, e se for necessário irei com o Armand para cidade dela, enquanto isso, ligarei para o Jean! Passamos a tarde inteira, tentando descobrir o possível sobre ela com a investigação do Julian, ele é bom no que faz. — Ela é de um lugar chamado Pouso Alegre no sul do estado, com cerca de 200 mil habitantes, não dá para saber muita coisa, o Brasil deixa a desejar no assunto informatização, mas tem mais sete pessoas registradas no nome de seus pais, são seis irmãs e um irmão. De acordo com os dados trabalhistas ela atualmente trabalha em uma loja de motos, e tem uma moto 125cc registrada em seu no seu nome! — Um dossiê "A La" Julian! — Becky disse com orgulho do marido, e ele piscou para ela. — Mas é só isso que tem no sistema, Nick! Precisamos do celular, você disse que ela falou com o possível abusador no celular? Temos que identificá-lo e pega-lo seja ele quem for! — Julian continuou. — Pode ser alguém da família, o pai ou um irmão? — Perguntou Paul — Não acho, ela pedia para que ele deixasse sua família em paz, deve ser alguém de fora, é mais provável que seja um namorado! — Acrescentei. Peguei uma bebida, olhei para o meu copo e virei todo o liquido sentindo-o queimar na minha garganta. — Paul? — Meu amigo me encarou. — Acha que dessa vez eu cheguei a tempo? — Vai dar certo amigo, vamos ajuda-la. — Meu amigo me olhou triste, ele sabia exatamente do que eu estava falando. Paul era a pessoa que melhor entendia o que aquela situação significava para mim.
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