Parte II — Fugindo outra vez

2298 Words
Com facilidade, o que mostrava o quão experiente o Jeon mais velho era, liberou o pênis molhado da prisão de suas coxas e, com tamanha destreza, o levou até dentro de si em uma sentada certeira e profunda, ligando lá seus corpos e tornando seus gemidos um só. Jungkook quase perdeu todo e qualquer controle de si com o ato. Segurou-se para não gozar miseravelmente rápido com o interior quente e apertado de Yoongi. Era um virgem, não negava, mas sabia que tinha resistência para fazer Yoongi suar e gritar até incomodar os vizinhos, então respirou fundo e controlou os quadris do menor. O pálido nunca tinha se sentido tão cheio. Não era simplesmente o fato de que aquele m****o preenchia cada canto de si, mas também por causa da sensação de que se ligavam ainda mais daquela forma, crua e s****l. Então, apenas deitou contra o peito do maior, absorvendo o calor dele, enquanto se mexia devagarinho. Os movimentos iniciais eram tão lentos. Um pouco da euforia provocativa se esvaiu. Esqueceu-se de outros; aquele momento era deles e apenas deles. Por isso, naquele início, iam devagar, pela primeira vez, pelo menos naquela vida, conhecendo o tato do corpo alheio e todo o prazer extra-sensorial do toque tão aguardado por seus corpos, mas por suas almas já conhecido. O prazer que ambos sentiam era como raízes, dominando de forma profunda seus corpos, levando o ato para além do carnal. Suas almas se reconectavam, porque essa união era o último muro derrubado por seus medos ou qualquer outra coisa que pudesse impedir aqueles dois de estarem juntos mais uma vez. De todas as coisas que Yoongi abominava em si, o desejo que sentia e estar se deleitando ao ter o p*u do outro lhe acertando, ao mesmo tempo que degusta de seus beijos e compartilha o calor de seus corpos, era a prova que nada mais o seguraria. Jungkook era seu, e, da mesma forma, também o pertencia, assim como as juras de amor, que fizeram de forma tão sincera que, ainda estavam gravadas no fundo de suas almas, reminiscentes. Talvez eternas, por quantas vidas mais viessem a ter. — Amor.... — aquele apelido saiu são doce de seus lábios que Yoongi teve que pausar a fala para sentir a satisfação que era proferi-la finalmente, só que ainda tinha algo a mais, era exatamente o que estava prestes a dizer: — S-somos um só... — acariciou o maxilar marcado de seu homem e tremeu ao pensar nele assim. — Eu sou seu... — não mais irmão. — E você é meu, Jungkookie, meu homem e meu amante. Foi nesse momento que se deu o descontrole do mais novo. Em um movimento rápido, ele levantou-se com o amado em seus braços e este gritou de prazer, sentindo o quão fundo seu cuzinho era preenchido. Trêmulo, Yoongi agarrou-se ao pescoço do namorado e o encarou, arfando, e os gemidos baixos que escapavam de ambos foram calados na hora em que suas bocas se encaixaram e suas línguas se mantiveram ocupadas demais com a outra. Não demorou muito para que Jungkook continuasse o que havia iniciado. Foi para o chão com cuidado e deitou Yoongi sobre o tapete macio e aspirado com frequência. Recebeu um olhar malicioso e um sorriso mais travesso ainda, então o Jeon mais velho prendeu bem suas pernas na cintura do outro e o apertou contra si. — Continua me fodendo... Isso. — gemeu em aprovação ao senti as investidas brutas que ganhava. Jungkook estava sentindo um desejo um tanto agressivo e seus gemidos eram quase rosnados sutis. Ele queria colocar Yoongi de quatro e lhe f***r assim, como sabia que o faria gemer ainda mais manhoso e empinar sua b***a, pedindo mais. Também queria marcar mais sua pele, gravar sua passagem por aquele corpo, assim como marcá-lo como seu, como o único que, de agora em diante, podia ter o privilégio de tocá-lo, já que o amor sempre tivera. Porém havia algo a mais naquilo, em ver Jeon Yoongi deitado sobre seu tapete, completamente despido, com a pele clara suada e arroxeada, com seus cabelos bagunçados, molhados de suor, o peito subindo e descendo ao arfar. O cheiro que exalava da sua pele, as coxas macias apertando seu corpo em desespero porque seu cuzinho rosado e dilatado engolia de forma exigente seu p*u e, honestamente, encará-lo fazer isso era de enlouquecer. — De quatro. — falou de repente, mostrando um ar dominador que Yoongi não tinha noção ainda, mas gostava. Obediente, virou-se, empinando a b***a, assim como Jungkook imaginou, e para agradá-lo lhe deu uma palmada forte na b***a redondinha. Além de tudo, foi satisfatório ver o corpo pequeno e magro tremer sob o toque forte de sua palma, assim como o cuzinho exigente piscando de saudade de si. Encostou, sem demora, a glande na entrada molhada e se meteu dentro por inteiro. Naquele ritmo sabia que estava prestes a gozar, só que mais importante que seu prazer era o do outro. Queria satisfazer cada pedacinho do irmão. Queria ouvir sua voz falhar quando estivesse enlouquecendo com o orgasmo. O estocou apressado, acariciando sua cintura, observando a coluna curvada, os ombros rosados, até mesmo a marca salientada dos ossos sob a pele. Seus dedos deslizaram pela cena, pois Yoongi era tudo o que via. Não existia mais nada, era só Yoongi. Alcançou sua nuca e parou de se mover. Deixou seu p*u parado dentro, bem no fundo, mas não daria tempo a nenhuma resmungo. Enfiou os dedos entre os fios negros e os puxou com força, o trazendo para junto de si. As costas do mais velho colaram-se em seu peito. Levou sua outra mão a barriga e subiu até seus m*****s pequenos e durinhos, brincando com eles, voltando a dar estocadas firmes. — Jungkookie... — gemia seu nome como se essa fosse a única palavra de seu vocabulário e, como imaginara, rebolava, batendo a b***a contra seus quadris gananciosamente. — Você está me fazendo gozar... — alertou. E tomado por um desejo impetuoso, Jungkook rodeou os braços em volta do corpo do mais velho, lhe dando um abraço aconchegante, lembrando a Yoongi um conforto nostálgico que sentia entre eles. Um grito rouco lhe escapou e sua voz realmente falhou ao gemer, durante seu g**o, pelo nome do amado. Seu corpo inteiro tremia, sua mente se embaralhava e mesmo que estivesse perto de gozar, como avisara há segundos, não entendia o porquê da mordida forte que Jungkook lhe dera em sua marca de nascença adiantou tanto prazer em seu orgasmo. Mas havia adorado aquilo, ter os dentes do mais novo machucando sua pele. — Jungkookie! — somente o próprio deve ter entendido aquilo, enquanto também gozava, se derramando todo dentro do cuzinho que lhe apertava. O mais alto sentou-se, levando o corpo enfraquecido do outro consigo, o mantendo em seu colo, com seus cheiros carinhosos e toques singelos pelo corpo. Sentia que tudo tinha valido à pena, a espera, o sofrimento, porque agora tinha essa estranha sensação de completude, como se finalmente tivesse concluído algo importante. Algo que havia acabado. Sido interrompido de forma prematura. — Eu te amo, Yoonie, amo tanto, como nenhuma outra pessoa poderá. — Não importa. Eu não quero o amor de outro, eu só quero o seu, meu Jungkookie. — o lançou um olhar terno e beijou seu queixo. Os rapazes ficaram daquele jeito por um longo tempo, sem trocar tantas palavras, apenas sentindo como era bom finalmente estarem juntos. Finalmente cumpriam uma promessa feita há dois mil anos atrás, mesmo que isso fosse só uma sensação muito vaga, em memórias que já não tinham mais, apenas guardavam os resquícios da força que elas ainda tinham em seus interiores. Um amor tão forte e cheio de proibições, almas interligadas, mesmo quando não sabiam disso ao se verem pela primeira vez em sua primeira passagem por aqui. O inevitável se fez, pois desde o princípio fora como se não tivessem escolha de se apaixonarem ou não, ligação tão intrínseca antes como agora, sempre lutando contra o destino e pagando o preço, seja qual fosse, para encontrar o conforto nos braços alheio. E mesmo que nesta vida as proibições e desonra, tivessem vindo em forma de um sacrilégio carnal, ao nascerem irmãos, o peso da escolha daquele amor, fora tão doloroso como o do passado. Mas, naquele momento, tudo que não fosse aquele toque simples de pele, o calor aconchegante e singelo de um abraço, o conforto de palavras de amor sussurradas ao ouvido, não importava ou tinha força o suficiente para ser um empecilho, pois o amor de Yoongi e Jungkook deixou marcas em suas almas que nem o tempo e a morte podem apagar as juras de outrora, pois desde ali, apesar de agora terem que reafirmar a escolha, se reivindicaram e juraram não abrir mão um do outro, mesmo que significasse a morte, a desonra e, tão latente nesta vida, a condenação eterna. Por isso, mesmo sabendo que fizeram o "errado", Yoongi sentiu a paz que sempre quis encontrar. Se desfez dos julgos morais daquela sociedade hipócrita e aceitou o seu pecado — se é que realmente seu amor fosse caracterizado por isso. O abraçou como um humano falho e sem forças para lutar contra, pois Jungkook, o dito pecado, lhe despertava muito mais que o desejo devasso. Ele era o amor por completo, o benigno, paciente, que tudo suporta, tudo espera e tudo crê. E como na passagem de Coríntios: sem o amor, nenhuma bondade, fé e altruísmo o valeriam. Então agora se sentia livre dos seus medos e receios. E depois de sentir em sua forma tátil o poder daquele amor, não existia mais fuga, só convicção de que sua casa — o lar, o ninho — era Jeon Jungkook. E independente das consequências que estavam por vir por sua escolha, as enfrentaria, mesmo sem saber mais uma vez, lutaria com unhas e dentes por aquele amor, pois aquelas poucas horas que se entregou completamente para ele tiveram mais significado, mais vida que todos os anos que resistiu. — Me perdoe por demorar tanto, Jungkookie. — o menor soltou quase como um sussurro. — Eu nos fiz sofrer por medo de ser julgado. Eu fui i****a. — Shh... — levou o polegar até os lábios, que estavam mais vermelhos pelo beijo e mordidas, o calando. — Não pensemos no passado, amor. Não quero lembrar da dor ou guardar mágoas do que passou. Foque nessa alegria, meu Yoonie. — tirou o dedos dos lábios alheios e sugou a região vermelha, sentindo mais uma vez o sabor viciante dos lábios do menor. — Na alegria de um singelo beijo como este, se for para pensar, pense em nosso futuro. — Confesso que ainda não sinto coragem para contar para a mamãe e papai. Na verdade, ninguém além do Hoseok. — Pressupus que ele sabia sobre nós. Às vezes ele me jogava algumas indiretas. — Sim, Hoseok não é tão ingênuo. Para falar a verdade, foram as suas palavras hoje que me fizeram ter coragem de lutar por nós, de finalmente acabar com essa louca fuga que vim praticando esse tempo todo. — fez desenhos incoerentes no peito desnudo do maior. — Porém, como você falou, não vamos falar do que passou, mas do que estar por vir. Nosso futuro. — Gosto do nosso em frente do futuro. Você não sabe a euforia que sinto ao escutar você dizer que vai ficar ao meu lado, que não serão mais caminhos opostos para nós. — Sem mais separações para nós, Jungkookie. Sabe por quê? — como o mais novo fizera minutos atrás, o beijou e logo o viu negar. — Porque eu te reivindico para mim como meu homem e nunca mais abrirei mão disso, mesmo que signifique a morte, desonra ou condenação eterna. Então, eu te peço, fuja comigo, amor? Nem Busan ou Daegu; um destino novo, um lugar onde ninguém conheça nossa ligação sanguínea, onde o nosso amor seja aceito. — Não preciso que peça. Agora que me aceita, eu irei contigo para onde for. Busan, Daegu ou qualquer outro lugar, não importa, na verdade. Meu lar são seus braços. — Mas em qualquer lugar que formos ainda teremos que ser cuidadosos. Nossos pais... — Entenda, Yoongi, mesmo que tivéssemos que viver aqui em Busan e que eu não pudesse te tocar como amante na frente de qualquer outro, fingir que nunca te beijei ou amei teu corpo, que somos apenas irmãos, mas no fim da noite te ter aqui em meus braços como agora, já valeria. — olhou nos olhos gateados que tanto amava. — Pois eu não preciso expor que você é meu, eu preciso apenas que seja. Eu não quero fotos nossas em contas de f*******:, i********: ou Twitter, quero apenas o toque de seu corpo quente e uma vida longa ao teu lado, então, partirei contigo, pois é apenas você, sempre foi e sempre será você, o único que detém a minha felicidade em seu lábios. — o beijou. — Em sua pele. — lhe apertou a cintura e aspirou o cheiro do menor. — Em sua voz sempre que um "eu te amo" é proferido. — Eu te amo, Jeon Jungkook. — Eu te amo, Jeon Yoongi. E com aquela jura, amaram-se mais uma vez sobre aquele chão. Os detalhes da viagem poderiam ficar para amanhã, o tempo tinha deixado de ser inimigo, pois agora as horas não eram mais contadas. O preço foi pago ao se escolherem acima de tudo, e a súplica do alfa finalmente estava sendo concedida, porém com algo a mais, pois não fora apenas mais um toque, mais um beijo ou mais uma transa que estava sendo concedida, mas sim uma vida e o futuro que lhes foram roubado naquela clareira.
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