O som do vento batendo contra as janelas da casa fazia o silêncio interior de Olívia ainda mais profundo. Ela estava sentada na sala de estar, os dedos entrelaçados, o olhar fixo em um ponto distante, como se isso a ajudasse a organizar seus pensamentos. Os últimos dias haviam sido uma montanha-russa emocional, e a sensação de estar no centro de tudo aquilo, sem saber em quem confiar ou o que acreditar, estava a consumindo por dentro. Theo, depois de semanas de silêncio e distância, finalmente havia rompido seu isolamento. Ele estava diferente, ou pelo menos parecia estar. O olhar de possessividade e controle que sempre dominou seu comportamento estava menos presente. Ele parecia mais calmo, mais reflexivo, mas ainda havia algo em sua presença que a fazia questionar se a mudança era real,

