Em seu quarto se encontrava Benjamin arrumando a papelada de mais um caso. Em dia de audiência ele praticamente não dormia quase nada. Cada caso era exigido estratégias específicas investigadas fatos que contrapostos com seus argumentos. Tudo para inocentar o cliente ou retirar uma boa quantia de dinheiro de outro. Era inevitável que em alguns casos ele perdesse o que não impedia os clientes de o admirarem por sua defesa.
Naqueles seis anos longe de seu irmão Benjamin tinha construído seu nome. Além de também ter se casado com um empresário. Ambos se apaixonaram em um caso onde ambos estavam do lado oposto. Daniel estava sendo acusado de não pagar pensão ao seu filho. Como seu cliente juntou provas o suficiente para apresentar em uma audiência formal ele planejou toda uma forma de defesa ao cliente. Usando a manipulação e um pouco de inteligência ele conseguiu uma boa quantidade a sua contratante.
No entanto, alguns meses depois em uma cirurgia o menino morreu foi uma perda terrível e no mesmo ano os dois rivais começaram a se relacionar. Para Benjamin era bem estranho se lembrar que seu caso tinha sido o início de seu relacionamento. Ele tem relação e uma família ao lado do homem que ele prejudicou no passado.
— Olá amigo, em que posso ajudar?
— preciso de um favor?
— que seria?
— Gostaria de encomendar uma reserva pra mim você pode me ajudar?
— Claro agora mesmo. — respondeu e desligou. O resto do caminho seguia tranquilo sem mais conversas ou assuntos aleatórios. Do outro lado da linha Benjamin fez uma reserva para seu amigo que informou a ele a data e o dia certinho.
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E distante dali sob o olhar atento de Aleki m*l sabia Teresa o que estava por vir. Que os momentos de alegria para ela se tornaram lágrimas e tudo que sempre sonhou seria transformado em cinzas.
Mas enquanto isso não acontecia ela teria apenas as lembranças dos bons momentos felizes. Com sua família, amigos e até mesmo sua irmã.
Ainda sim o destino sempre nos reserva muitas felicidades e tristezas. Cabe a cada um de nós rir ou chorar.
Maju acordou com seu celular despertando às seis da manhã. Com preguiça ela se levantou seguindo para o banheiro e tomou um banho relaxante escovando os dentes em seguida e retornando para seu quarto.
Pegando uma saia rosa e uma camiseta de manga longa preta com uma jaqueta cinza e um par de scarpin roxo, ela desceu as escadas tranquilamente.
Seguindo para a cozinha, Maju colocou uma cápsula de café na cafeteira elétrica e deixou sua xícara enchendo de líquido preto.
A exatos três meses em que estava em coma Teresa não sabia que estava grávida. Sua barriga mesmo naquele tempo começava a dar indícios de que esperava uma criança e os exames médicos pedidos por Aleki só confirmam a resposta.
Naquele exato momento os dois se encontravam juntos enquanto ele verificava a pressão dela e seus batimentos cardíacos. Com a mudança no estado dela, o médico informou Maju sobre a situação e deixou uma enfermeira responsável por cuidar de Teresa pessoalmente.
Ela o informaria sobre as mudanças que aconteceram com Teresa naquele curto tempo. Assim Maju poderia fazer o que desejasse naquele período.
Na casa de Maju a mesma ficou um pouco triste ao saber que Teresa estava grávida. Agora teria que matar uma criança também. Ou ela poderia simplesmente roubar o filho de Teresa. Não seria impossível a menos que ela desejasse
No trabalho…
Ainda que seu dia não fosse tão complicado, Maju teria que resolver uns assuntos pendentes no tribunal depois de chegar no trabalho.
Depois de beber seu café e comer um sanduíche de frango esquentado no micro-ondas em cinco minutos ela pegou a bolsa e as chaves do carro e saiu de casa saindo.
Enquanto dirigia para a empresa Maju teve que lidar com o trânsito da madrugada.
Naquela manhã de quinta feira os pensamentos de Maju se recordava de Teresa em um dia como aquele.
“ Maju visitava Teresa para as duas poderem organizar um caso juntas. Era o primeiro da vida de Maju e sua melhor amiga resolveu a auxiliar.
— amiga me ajuda ? — perguntou Maju visivelmente abalada, era um caso familiar muito complicado.
— respira mulher tá muito aflita e vai passar m*l. — Teresa a confortou.
— Estou calma mas a situação em si é mais grave do que eu esperava. Eu comecei a trabalhar na star.
Teresa apenas a observou com tranquilidade e logo confortou a sua melhor amiga.
— eu te entendo super ainda não recebi resposta de nenhum escritório. — informou com tranquilidade mas parecia com pesar em responder sua amiga.
— vamos ao caso pois eu fiquei na dúvida. — expressa Maju com certa preocupação.
Maju tomou uma posição séria e falou cada uma das informações com tranquilidade.
— Antônio Carlos, 28 anos, casado com Andressa, de 27 anos, possui dois filhos com ela e o casal tem bens em comum. Dois apartamentos de muito uso, três carros, algumas casas de aluguel. Também tem em comum algumas ações que receberam de presente dos sogros deles. O caso em si se tornou complicado pois eles têm um relacionamento aberto. Os filhos são biologicamente frutos da união dele mas, não sei o que fazer já que no caso deles não tem muitas solução.
— Vish esse caso aí. Nossa tem muitos problemas para resolver mas vai por partes.
— eu sei mas vou tentar resolver da melhor forma possível. — Maju se decidir visto que sua melhor amiga não tinha ajudado ela em praticamente nada.
— que tal ir no shopping hoje? — Teresa sugeriu para as duas passarem um tempo juntas. Maju descansa depois de uma semana cansativa Teresa por sua vez se ocupar depois de mandar mais currículos pela cidade.
— Claro amiga, vamos sim. — concordou Maju. Assim que saíram elas caminham para o shopping enquanto conversavam.
— Você ainda pensa em namorar Teresa?
— sim Maju mais para frente agora não.
— não precisa ficar na defensiva e só uma pergunta Teresa.
— eu sei me desculpa. Não gosto de ser pressionada.
— entendo perfeitamente. Você não gosta de filme de terror, não é?
— não gosto Maju por ter na maior parte do tempo sangue, mortes e ser sem um final feliz.