Decidir não ir atrás dela, depois de uma vida correndo atrás de Liz, eu enfim tomei vergonha na cara, ela queria me ver se arrastando como antes, mas esse gostinho ela jamais teria novamente. Voltei e peguei meu cavalo, prefiro por hora ficar longe de casa, eu devia ir lá tirar o carro dela e entregá-lo assim facilitar sua fuga para longe daqui.
Mas pensando melhor, ela presa aqui é algo que posso usar ao meu favor, então dei meia volta e deixei meu cavalo no estábulo, minha mãe queria um novo casório, queria um novo escada-lo então eu daria isso a ela, usaria Liz como ela me usou, faria com ela o mesmo que fez comigo, farei pior direi a o “não” em alto e bom tom,para todos ouvir, mas para isso preciso convencer Liz a subir no altar novamente. Eu ri dos pensamentos, eram tolos e mesquinhos, seu Zé me olhou de maneira estranha.
— Tá rindo sozinho sinhozinho? — Ele fala pegando o cavalo. — Ficou feliz com a chegada da nossa menina, não é?
“ Nossa menina” não sei o que Liz tanto tem para todos adorá-la nessa casa, não tem ninguém que possa simplesmente odiá-la. Além de Leila, claro, mas essa estava sofrendo com seus desamores, ainda descubro o nome do desgraçado que a fez chorar e o mato.
— Agora tá fazendo cara f**a. — Zé fala balançando a cabeça. — Essas mulheres tiram nossa paz.
— Ninguém anda tirando minha paz, apenas estou cansando essa festa me fez perder muito tempo, agora terem que fazer sala para os convidados que não são meus.
— Não ficou, nem uma dúzia de pessoas dessa vez, sua mãe de fato se controlou.
— Eu não quero que coloque ninguém em meu cavalo. — A verdade era que eu não queria ninguém em lugar algum, ao contrário da minha mãe eu odiava pessoas andando pela casa, por mim festas seriam em salão, os convidados fossem logo embora ao fim da festa, mas fazer sala para empresários e suas esposas eram algo que sempre tivemos de fazer, o mundo dos negócios se estendem para nossa vida, quem tem boas relações sabe disso, meu pai e minha mãe sempre foram bons nisso, e esperavam que Luan e eu fossemos assim também, porém após a morte de Joice ninguém cobra essa coisas dele, e agora cai sobre meus ombros o dever de entreter essas pessoas. Respirei fundo, iria ao menos acordar Matthew ele sabia muito bem como entreter a todos, ele com toda a certeza é o filho que minha mãe pediu aos céus. Entrei em casa e vi que mãe de Elisabete e a minha estavam reclamando sobre algo, e possivelmente era algo que eu não deveria ouvir, porque elas mudaram de assunto.
— Pensei em colocar as mesas lá fora para o café da tarde, o que acha? — minha mãe falou fingindo não notar a minha presença.
— Os Matins vão embora logo após o almoço então podemos colocar as mesas nos jardins, ficaremos em menos de dezesseis pessoas. — Minha tia falou, dando continuidade da conversa inventada, balancei a cabeça e decidi deixar as duas.
— Vamos precisar que você e Matthew leve alguns dos convidados no lago, ainda são. — Minha mãe olhou para o relógio da parede. — Já são 09:00?! Temos tanto a fazer, leve eles para o lago acho que podemos fazer um piquenique por lá, o que acha?
Ela perguntou para minha tia e voltou a ignorar minha presença novamente, minha tia fez com os ombros, elas tinham uma comunicação estranha. Fiquei ali sem saber se eu devia sair ou não, assim como quando criança.
— Acha que eles gostariam? — Minha tia me pergunta.
— Acho que sim, seria algo bom. — Falei me voltando para subir as escadas.
— Sim, todos ficaram felizes, porque não pensei nisso antes, vamos organizar, os leve na frente, você e Liz ficaram responsáveis por entreter os convidados.
Me virei para encará-la, tão óbvias, minha tia fingiu arrumar um vaso que obviamente, não precisava ser arrumando, minha mãe me encarou de maneira soberana.
— Não vejo o porque, imagino que ela esteja cansada da viagem, Leila irá me ajudar, preciso apenas de um banho, colocarei uma roupa mais confortável, imagino que der tempo de organizar as coisas que precisam. Leila está tomando café?
— Ela e Matthews terão que ir à cidade, preciso que eles peguem algumas coisas, para mim. — Ela acabou de inventar isso, eu a conhecia.
— Acredito que Elisabete ficará satisfeita de ir à cidade, ela mesmo me informou que deseja ir. Mande ela com Matthew, assim todos saem felizes, ele pode deixá-la em sua casa.
— De maneira alguma. — Minha mãe fala, respirei fundo.
— Podemos conversar no escritório? — Ela olhou para minha tia que me encarou com cara f**a.
— Vou procurar minhas crias, quero a ajuda delas, vou organizar as cestas de frutas. — Minha mãe se virou e foi para o escritório, fui atrás dela.
Foi tempo da porta fechar, para ela me encarar como se fosse uma criança m*l criada.
— Sei o que ta fazendo. — Falei para ela, que dar de ombros.
— Eram apenas crianças, não devem viver o resto da vida baseados em um erro.
— Um erro mãe? — Eu ri, ela mais do que ninguém devia saber o quanto aquilo foi devastador.
— Ainda a ama? — Minha mãe me perguntou de maneira firme.
— Amo a garota que corria por esses corredores, a que tinha sonhos insanos e essa garota morreu há oito anos atrás. E não faz sentido tentar revivê-la, fiz o que pediu, a tratarei como qualquer outro convidado, mas se eu achar que estão armando para voltamos, eu vou embora.
— Eu vejo como a olha, eu vejo como ambos se olham, não minta para mim.
— Não fale do que eu sinto, já não sou criança, não pode me manipular como antes mãe, não pode colocar um anel em minhas mãos e me fazer ajoelhar, não pode decidir por mim. Cometi um erro há oito anos, mas isso nunca mais se repetirá. — Minha mãe me encarou por um momento e então saiu.
Peguei o celular se ela queria tanto assim que eu me casasse, então eu daria a nora que ela quer.
— Oi, achei que tinha esquecido meu número. — Bianca fala do outro lado da linha.
— O que acha de uma tarde no lago?