Samael Os dias no pequeno apartamento se arrastavam como um relógio quebrado, o tique-taque lento e insuportável de uma rotina forçada. Desde que encontramos o diário, cada momento foi consumido por páginas de escritos antigos, rabiscos em uma língua que Charlotte não entendia e eu fingia não dominar completamente. A verdade, no entanto, era outra. Eu conhecia aquelas palavras. Cada uma delas. Elas eram como cicatrizes gravadas na minha própria pele, lembranças do submundo que sempre pairavam sobre mim. Charlotte, por outro lado, estava presa em uma luta constante entre tentar compreender e lidar com sua frustração. Sua falta de paciência transbordava em olhares furiosos e suspiros exagerados, enquanto ela percorria as páginas amareladas do diário, procurando algo que nem sabia ao certo

