Julia: quero ficar com a pirralha.
Diana: não sou um bicho de estimação pra ti me escolher.
Larissa: ela vai ficar com a Dalila, vocês duas se matariam hoje mesmo, e não quero mais dor de cabeça.
Julia: mas a Dalila é boazinha demais, não vai te...
Menina: só tu que vê ela assim, você não tem pulso firme, a última vez maltrato a garota, já foi decidido, eu quero a pequena ali.
Larissa: tudo be..
Elas tão pensando o que, acham que somos animais, nem nos olham direito, não vou deixar a Camila com ela, imagina o que vão fazer com ela.
Diana: não vai não, não somos animais numa vitrine pra vocês escolherem, vou ficar com a Dalila, mas ela vai comigo, não sei se essa guria vai cuidar da menina direito...
Larissa me olha da cabeça aos pés, me analisando por completo, mas não é só os olhos dela que me chamam atenção, e sim de um menino do lado de um homem, com um porte físico do hunk( mesmo não vendo esses desenhos conheço por conta da escola), eles olham pra nós de forma intensa, o homem com seu olhar de quem pode te matar e o menino que aparenta ter uns quinze anos, mas com um porte bem mais avançado pra sua idade, tem um sorrisinho como se tivesse satisfeito com a situação, me desvio do olhar quando sinto um puxam na minha mão, olho pro lado e vejo que é Camila me chamando pra prestar atenção.
Dalila: já que quer isso, você vai ficar responsável por ela, qualquer coisa de errado que acontecer com ela, você que será punida.
Larissa: estou de acordo.
Julia: ela m*l chega e já ta tomando decisões, isso não é justo, na nossa vez...
Larissa: já chega Julia, pegue outra, meninas escolham a de vocês, já sabem.
Não tem nada que elas façam, que a vida já não fez em mim. E assim seguiu todas as meninas pegaram alguém, não entendi o porquê, é bem estranho, mas pelo menos não fiquei com a Julia, ninguém fico na realidade, não deu tempo de ela escolher, acho que era uma menina pra cada, e como Dalila fico com duas, ela fica sem, mas duvido que sabe cuidar de alguém além dela mesmo. Seguimos caminho até a casa, passando pelos dois homens parados a porta, um homem e um garoto na realidade, mas não parecia já que ele era grande demais para seu tamanho, tinha algo em seu olhar que era diferente familiar, parecia que já tinha visto seus olhos em algum lugar, tropeço no degrau e acabo esbarando na Dalila, que só me olha feio, mas não um olhar qualquer, é um de raiva, ela não parecia esse tipo de pessoa, só o que falta se fiquei com a pior delas, e ainda arrastei a pequena comigo, a Julia eu já conheci o tipo dela, mas a Dalila tem algo a mais, é como ela não demonstrasse ser quem é de verdade. Assim que subimos a escada fomos guiadas para um quarto, assim como as outras meninas foram, nesse só entro nós três, Dalila indico as camas e mando nós sentar, começo a explicar tudo.
Dalila: Bom, como vocês podem ver cada uma das mais velhas tem seus quartos, e cada uma pego uma criança, no meu caso e azar fiquei com duas, mas enfim, com a Larissa vocês tem duas opções, trabalhar no bordel, juntar dinheiro e viverem suas vidas, ou trabalha pra Larissa.
Diana: qual a diferença? As duas a gente trabalha pra ela.
Dalila: olha só, eu vou falar uma vez, só falem quando eu deixar, o castigo vai ser pior, e se vocês acham que o que passaram foi r**m aqui vai ser pior, e não os dois não são iguais, no bordel vocês ganham o dinheiro pra se mandarem, e aqui vocês trabalham pra Larissa, nunca é falado assim de cara essas duas opção, porque sempre vem adolescente, então é difícil confiar, mas vocês são pequenas, vão ser treinadas desde novas, tem mais opção, e além disso, vocês iram estudar, fazer faculdade, estarão formadas pra vida, vão ter opção, só vai depender de vocês, vocês irão aprender luta, danças e aula de tiro, em cima da cama tem seus documentos novos, com seus nomes, só devem se chamar por eles, ok?
Diana: ok, podemos falar agora?
Dalila: pode
Diana: meu nome agora é Any, isso? Por que temos que aprender dança? Iremos ter que fazer stripper? E sobre armas, isso não é ilegal?
Dalila: só irão trabalhar se quiser, se não tem outra opção como foi dito, ninguém saberá o que vocês fazem, o restante das coisas vocês vão conhecendo no decorrer do dia a dia, agora tomem banho e vistam suas roupas, ali no closet cada uma tem a sua parte com seu nome novo na frente, espero vocês lá embaixo, na mesa de jantar.
Vejo ela sair pela porta nos deixando sozinha, e sinceramente olhando tudo, não parece tão r**m assim, entro no closet e fico chocada com a quantidade de roupa que tem aqui, vejo as repartições com os nomes, Dalila, Any(eu) e Kaira que creio eu que se seja da Camila.
Any: é seu nome agora?
Camila: É, eu gostei, é diferente.
Any: combina com você, vê uma confortável o suficiente pra correr, caso precise, não podemos confiar nessas pessoas, então não diga seu nome, interaja o mínimo possível, vamos aprender o que poder aqui, e caso precise fugimos.
Kaira: mas elas parecem se legar daí... Any, confie pelo menos uma vez nas pessoas.
Any: aí pequena, o mundo é tão c***l, mas enfim, só não confia muito ta, principalmente na Julia, aquela guria não é flor que se cheire, agora vê sua roupa pra tomamos banho.
Pegamos nossas roupas e seguimos para o banheiro, peguei uma calça de moletom, uma blusa de manga comprida e um tênis, fiz a cam...Kaira pega o mesmo, talvez seja exagerado da minha parte, mas não vou sair confiando nelas, entramos no banheiro verifico pra ver se tem câmera, e graças a deus não tem, verifico o banheiro, e me pressiono com a quantidade de produto que tem aqui, vejo uma banheira e um chuveiro, é confortante e chique, ligo o chuveiro, vendo a carinha de animada da Kaira, e é bom ver um sorriso em seu rosto, assim que sinto a água em minha mão, é bom demais, nunca tive a oportunidade de tomar banho com água quente, ajudo a pequena a tirar a roupa, e direciono ela pro chuveiro, tranco a porta por garantia, vejo os produtos de cabelos, pego o shampoo e o condicionador, entrego pra ela o sabonete, enquanto vou lavando a cabeça dela, ela vai se lavando.
Kaira: é tão bom, tomar um banho assim, fazia tempo que não tomava um banho tão relaxante, e tu Da... Any?
Any: Nunca tive isso pequena, nada disso.
Kaira: quando vai me contar sua verdadeira história, você sabe a minha, de quase todas também, mas a sua, ninguém sabe.
Any: não é algo que eu me orgulhe de falar, não tive um lar estruturado, tenho cicatrizes incapaz de ser apagada, é bom todo esse conforto, mas nada disso tem importância pra mim, mas vamos nos lavar, pra eu pode te secar e pôr a sua roupa.
Kaira: ta bom, mas amanhã vamos ter que tomar banho nessa banheira, deve ser muito bom.
Confirmo com a cabeça dando um sorriso pra ela, quando eu fui parar no cativeiro, eu já tinha desistido da minha vida, não fazia mais sentindo eu estar viva pra sofrer, mas daí a Camila chego, dava pra perceber que ela nunca tinha passado por isso, ela era inocente, acreditava em todos, e por um tempo tentei não dar bola para o que estavam fazendo com ela, mas não resisti, e a ajudei, dei carinho e cuidei dela, acabei criando um vínculo, me partia o coração quando ela falava que seus pais iriam buscar ela e ela me levaria junto, foi difícil pra ela aceitar, que o único motivo dela estar ali era culpa dos próprios pais, ela fico uma semana sem comer, eles iriam dispensaram ela, no caso mataram, mas dei a minha palavra que ela iria comer, e voltar ficar bem, por mais que fosse aquela porcaria que nos dava, ela teria que comer, e eu conseguir, fiquei muito feliz por ver ela melhor, apesar de saber que ela tinha mudado um pouco, aquela menina esperançosa tinha ido embora, não tinha mais aquele sorriso contagiante, não até agora, ela não para de tagarela que quer conhecer a casa, sobre o chuveiro, a roupa que ela está vestindo, e sobre o cuidado que tenho com seu cabelo enquanto penteio e seco ele, infelizmente aqui está frio, não sabia o que era, já que no rio de janeiro é muito calor, mas pra evitar que ela fique doente, seco o seu cabelo, para deixar mais quentinha. Assim que termino de arrumar ela, tiro minha roupa, com um pouco de vergonha, por conta dos machucados que tenho, as marca do... enfim, assim que entro de baixo do chuveiro, meu corpo todo relaxa, é tão satisfatório que não tem explicação, lavo meus cabelos, e percebo que ele fica macio apenas com o shampoo, depois da sujeira ter saído dele, passo o condicionador e deixo ali, enquanto vou lavando meu corpo, a cada marca que vejo e passo a mão, lembranças horríveis vem na minha mente, fazendo algumas lagrimas caírem, balanço a cabeça espantando o monstro da minha infância, vou para debaixo do chuveiro deixado todo o produto do cabelo sair, junto com a espuma, percebo que meu cabelo está bem mais leve, uma vez ouvi uma menina conversando com a amiga dela na escola, sobre cabelo, que ela deixava o condicionador no cabelo enquanto lavava o corpo, eu nunca tive a oportunidade de testar o que ela disse, porque nunca tive esses produtos, mas agora percebo o quanto fica bom. Desligo o chuveiro, retiro o restante da água do cabelo, pegou uma toalha e me seco, visto a roupa e cuido meu cabelo, passo o mesmo produto que usei no cabelo da pequena, não sei se é pra cabelo, ta tudo em inglês, mas uso igual, penteio e seco com secador, assim que junto as roupas sujas, e toalha, me olho no espelho por e percebo o quanto meu cabelo é lindo, um liso ondulado, com as pontas cacheadas, saio do banheiro carregando as coisas, tomo um susto quando vejo a Larissa sentada na cama da Dalila.