Dalila: não é isso que você está pensando, el...
Any: tem certeza, porque tu quase me arrastas pra cá, e agora ele está aqui, vo..você vão me entregar, é isso?
Talita: claro que não any, eles vieram resolver uns negócios, mas não é nada relacionaram a vocês, juramos.
Any: mas que tipo de negócio, aqueles caras também estão fazendo negócio?
Julia: teu bonitinho é tão sujo quanto o teu traficante.
Dalila: cala boca Julia, tu és insuportável, não é nada disso Any, um dia você vai entender, que existe outro mundo.
Any: o mesmo que eu estou treinando pra destruir.
Dalila: vamos esquecer isso, vamos nos divertir.
Ignoro a mão dela estendida por um tempo, até que decido aceitar, ela me guia pro andar de baixo, junto com as outras, ela começa a me balançar, e até que tento não dançar, mas não resisto, começo a me envolver com elas, e percebo que estou dançando, eu nunca dancei antes, isso é bom, renova a alma, parece que toda raiva que eu estava sentindo foi embora, até que sinto alguém na minhas costas, meu corpo gela, porque isso é um homem, homem que está com seu p*u encostado em mim, eu travo ali mesmo, mesmo que eu queria sair pra longe dele, eu não consigo, minhas pernas não se mexe, parece que o ar não existe mais em meus pulmões, está tudo rodando, as lembranças vem na minha mente, como um tsunami, meu rosto esta molhado, eu estou chorando, e não consigo me mexer, ele se esfrega ainda mais em mim, até que não sinto mais ninguém nas minhas costas, e meu corpo está agora no chão, com dois par de olhos castanho claro me olhando, enquanto ela fala comigo, mas infelizmente eu não consigo escutar, não consigo fazer nada, eu simplesmente estou paralisada, até que minha mente destrava, quando sinto mãos masculina em mim, então simplesmente eu grito, grito para que me soltem, caído no chão novamente e me encolhendo no canto, a tremedeira me toma, não consigo levantar os olhos, não sabendo quem está na minha volta, e se eles estiverem lá me esperando, e..eu não vou conseguir suportar, escuto a voz da Larissa, de longe, que aos poucos vai ficando forte, até que sinto sua mão em meus braços.
Larissa: hey querida, vamos pra casa?
Any: e... eles estão aí ainda? Não deixa eles me tocarem por favor Larissa
Larissa: ninguém nunca mais vai encostar um dedo em ti, vamos pra casa meu bem.
Eu não me mexo, não consigo, e eu acho que ela percebe isso, pois me junta para um abraço caloroso, abafando meu rosto em seu peito, não me deixando enxergar nada, e assim me levanta do chão, tomo um susto quando sinto outra mão nas minhas costas, fazendo quase eu cai de novo, mas os quatro pares de mão me seguram.
Dalila: sou eu any, pode confiar.
E assim sou guia para o transporte, que não enxergo nada, e nem sei se quero, as imagens, o cenário em minha cabeça se repete a cada instante, fazendo mais lagrimas se derramar, fazendo Larissa me apertar mais contra ela, sinto o carro se mover, e sei que estou segura, não sei porque, mas me sinto segura, me corpo automaticamente fica mole, como se toda adrenalina que passei, começasse a se desfazer, me deixando leve, me fazendo adormecer.
Acordo meio assustada, não reconhecendo o lugar que estou, mas assim que olho para o lado vejo Larissa dormindo do meu lado, me sinto mais tranquila, me sinto bem por um momento, me sinto protegida, nunca me senti assim antes, é bom sentimento, olho para a minha roupa, que é um pijama, me deixando curiosa sobre quem troco as minhas roupas, será que todas viram as minhas cicatrizes? Não estou pronta pra isso, não para as perguntas que irão fazer, me levanto da cama com bastante calma pra não acordar ela, mas é inútil, já que a mesma está sentada me olhando.
Larissa: está tudo bem? Teve outro pesadelo?
Any: na realidade, eu ia comer algo, estou com um pouco de fome, eu posso fazer uma pergunta?
Larissa: pode, talvez imagino qual seja.
Any: ã... quem troco minha roupa? Todas... estavam aqui ou...
Larissa: apenas eu, tu queres falar sobre isso agora?
Any: ta bom, eu não estou pronta, não sei se um dia estarei, mas obrigado por tentar.
Larissa: tudo bem, mas você vai falar com um psicólogo, não precisa falar sobre isso, mas precisa conversar sobre seus gatilhos, não queria falar sobre isso, não depois de tudo, mas é necessário, pra sua segurança quando for fazer alguma missão, mas isso é assunto pra amanhã, vamos ir comer algo, estou com fome também.
Não falo nada, apenas confirmo com um pequeno sorriso, e sigo ela para fora do quarto, indo em direção a cozinha, preparamos uns sanduiches, nos sentamos para comer no balcão mesmo, vejo seis meninas descendo com malas, vestindo roupas simples, mas elegante, deve ser caro essas coisas, mas fico intrigada, elas estão indo para missão, porque não estão vestindo roupa preta? Como se adivinhasse uma delas responde a minha cara de dúvida, depois que todas estão conosco tomando café.
Hanna: bom dia querida, respondendo sua pergunta, não usamos roupa de espiã, não ainda, primeiro usamos disfarces, nos misturamos no mundo do alvo e depois de todas as informações que precisamos, aí sim matamos eles.
Any: bom dia a todas, uau, é impressionante, espero ser boa assim como vocês.
Hadassa: e vai, sua primeira missão é com quinze anos, uma de nós, de sua confiança te ajudara na sua missão, mas não matar por você, se você quiser e a Larissa liberar, você pode ir nas missões conosco quando tiver dez anos é claro, assim você já vai vendo como funciona as coisas.
Larissa: vamos ver como ela vai estar até lá, mas pode ser considerado, depende da evolução dela.
Any: vou dar o meu melhor pra ir, não vejo a hora.
Larissa: agora comam, vocês têm que sair logo, e você dona Any tem que dormir, pra amanhã estar em pé pra treinar.
Nem retruco, apesar que queria perguntar mais para as meninas, mas já está muito tarde, termino de comer e ajudo a Larissa a limpar tudo, as meninas já foram, assim que terminamos subimos pro quarto dela de novo, ela falo que era melhor eu dormi lá por conta dos pesadelos, e assim eu fiz, não queria acordar as meninas, faço a minha higiene e vou pra cama, me aconchegando e permito que o sono venha, apesar da ansiedade pelo meu aniversário de quinze anos, o sono fala mais alto.