Capítulo 15 - Abrindo os olhos

2173 Words
Flash Black Candice saiu da funerária ainda muito atordoada com tudo que tinha sido dito naquela sala, a cabeça girava e parecia que não tinha fim dos seus pensamentos, todas as peças do quebra cabeça sendo montadas. Dulce também não parecia acreditar, as mãos tremiam, não conseguia dirigir. Alana, sua amiga, estava viva. Ambas sem condições alguma de dirigir, Dulce achou melhor irem de Uber. Visto que as duas m*l conseguiam ordenar seus pensamentos. Quando chegaram ao hospital, logo na recepção Candice se identificou como Candice Puente e que precisava falar com o diretor do hospital. Como os comentários já estavam pelo hospital, a recepcionista só quis adiantar o assunto. E Candice informou que era sobre o laudo médico que estava concluído que sua irmã estava morta, sendo que não estava. Candice e Dulce foram encaminhadas para a sala do diretor. E agora ali parada ouvindo tudo que os médicos estavam dizendo era quiser que impossível de acreditar. Dr. Alberto: Senhorita Candice, iremos fazer de tudo para identificar o erro e reparar todo esse sofrimento. Candice: O erro não foi do hospital. Disse segura. Dr. Alberto: Como? Questionou confuso. E ouviram o barulho da porta. - Entra. Sérgio: O senhor me chamou? O legista perguntou e arregalou os olhos ao ver Dulce ali. Dr. Alberto: Sim, eu chamei. É verdade tudo o que disse a senhoria Dulce? Sérgio: Sim. Candice: A culpa é da pessoa que identificou o corpo. Disse que era Alana sem ser ela. Disse firme. Dr. Alberto: Tem lógica, mas isso seria um crime. Candice: Eu sei, e por isso espero contar com todo o apoio do hospital e sua junta médica diante de um juiz. Alberto olhou os médicos da sua equipe que assentiram. Dr. Alberto: Faremos tudo o que for necessário para reparar isso. Mas no caso, pelo que consta aqui, foi um parente da família quem identificou o corpo. Candice: Eu sei, foi minha meia irmã. Ela deu a própria irmã como morta, para tomar o lugar dela. Ou melhor o noivo dela. Disse sem reservas e os demais ficaram surpresos. Como alguém poderia ser tão c***l e causar tanta dor em uma família inteira, por causa de um motivo desse? Dr. Alberto: m*l consigo acreditar que alguém poderia usar de um meio tão c***l e desumano só para roubar o noivo da própria irmã. Candice: Ela seria capaz. Eu gostaria de vê-la é possível? Preciso muito disso. E ela deve estar confusa achando que ninguém a quis procurar. Dr. Julian: A médica que está cuidado do caso dela, conversou com a sua irmã, explicou um pouco o que tinha acontecido. Candice: Menos m*l. Dr. Alberto: Por ela ter acabo de acordar de um coma, por mais que não tenha tido sequelas, não é bom que seja bombardeada com tantas notícias ruins. Candice: Não farei isso. Só contarei o necessário. Ele assentiu. Quando saíram da sala, Candice m*l conseguia acreditar. Nina viu o diretor do hospital acompanhado de duas mulheres. Uma loira e uma ruiva. Dr. Alberto: Dra. Nina essa é a irmã de Alana . Apresentou. Nina: Ela ficará feliz em vê-la. Disse sorrindo sincera. Candice surpreendeu a todos abraçando Nina. Candice: Obrigada, muito obrigada por ter cuidado da minha irmã. Disse emocionada e Nina também se emocionou. Nina: Eu só fiz meu trabalho. Candice: Não, eu sei que se dedicou a ela, que nunca desistiu que ela fosse acordar, mesmo quando ela não tinha melhora. O Dr. Julian nos contou. Obrigada. Nina: Por nada, a sua irmã é uma mulher muito especial. Percebi assim que ela chegou aqui que era uma mulher muito forte. Candice: Quero muito vê-la. Disse olhando Nina e o Dr. Alberto. Nina: Sugiro que entre uma por vez. Dulce: A Candice vai primeiro. Sabia o quanto a amiga esperava por aquilo. Nina: Tudo bem. Candice acompanhou Nina. A médica entrou primeiro e viu Alana entediada vendo TV. - Olá. Disse entrando sozinha. Alana: Olá. Disse sorridente. - Veio me dá alta? Brincou. Nina: Ainda não. Mas tenho uma notícia boa. Alana: Qual? Nina: Você tem visitas. Alana: Sério? Quem é? Perguntou curiosa e ansiosa. Nina: Entra. Disse perto da porta. Candice chorou ao ver a irmã. Estava viva. Alana também chorou. Candice caminhou rápido até a irmã e a abraçou. Candice: Alana..... As duas choravam emocionadas sentindo falta uma da outra. Alana: Candi... Candice: É você mesma? Disse a olhando. Alana: Sou eu, irmã. As duas sorriram e voltaram a chorar. Candice: Ó meu Deus. É você. Sua voz. Não acredito. Alana, sentimos tanta sua falta. Alana: O que aconteceu, Candi? Quando acordei falaram que ninguém tinha vindo me ver. Por quê? Candice: Pensamos que estava morta, Alana. Pensamos ter perdido você. Disse sincera. Alana: Que? Acham que estou morta? Perguntou ainda digerindo a informação. Candice: Sim, por um erro. Achamos que você estava morta. Todos sofremos muito, mas agora vamos esquecer isso. Olha só você. Está até corada. Disse alisando o rosto da irmã. Alana: Perdi meu bebê, Candi. Disse agora triste. - O Afonso acha que estou morta. A mamãe e o papai também. Candice: Uma coisa de cada vez, sim? Eles vão ficar felizes em saber que tudo foi um engano e quanto ao bebê, sinto muito, vocês dois mais do que ninguém mereciam essa criança. Mas poderão ter outros filhos. A Dulce está aqui, ela veio comigo. Alana: A mande entrar, eu quero muito ver aquela ruiva. Disse sorridente secando as lágrimas. Candice: Tudo bem. Foi chamar Dulce e quando a ruiva entrou no quarto, foi mais uma sessão de choros emocionados, abraços e até risos. Dulce: Não acredito que é você mesma. Disse ainda sem acreditar. Parecia que a ficha não tinha caído. Alana: Sou eu sim. Mas enquanto Candice e Dulce desfrutavam de uma das maiores alegrias. Afonso andava de um lado para o outro na sala do seu apartamento. De tanto chorar e se culpar acabou pegando no sono. E seus sonhos misturavam com lembranças, eram confusos. Uma hora ele via Bela se aproximar e beija-lo em outros momentos ele via Alana fazendo a mesma coisa. As coisas se misturavam na sua cabeça o deixando cada vez mais confuso. Foi então que começou a pensar, que com três garrafas de vinho, ainda mais sendo divididas com outra pessoa, não iria o deixar tão bêbado assim, a ponto de não se lembrar de nada, a ponto de se deixar levar por uma noite com Bela. Pensou em que momento começou a se sentir confuso e tonto. E por que não conseguia se lembrar? Porque tinha lápsios de memórias? Ele não estava tão bêbado assim para não conseguir se lembrar. A única que tinha era a palavra de Bela dizendo que tinha acontecido. Ele era acostumado com vinho, trabalhava em um restaurante, tinha um amigo dono de vinícolas, ele bebia até muito mais que aquilo. Então por que raios ficou daquele jeito? Ele olhou tudo a sua volta. Momentos começaram a vir na sua cabeça. Flash Black Um ano antes Alanaí: Só queria que a Bela se soltasse mais, arrumasse um namorado. Afonso: No momento certo ela vai encontrar, amor. Disse beijando o pescoço dela, enquanto estavam no banho. Alana: Não sei, já cheguei a pensar que ela gostasse de mulheres e não quer falar. Afonso: Por que acha isso? Alana: Ela não namora com ninguém, não se mostra interessada em nenhum rapaz. Afonso: As vezes ela só não encontrou alguém que despertasse o amor nela. Alana: É pode ser que tenha razão. Afonso: Chega de falar da sua irmã. Ele sorriu malicioso a virou de frente para ele. Ela passou os braços pelo pescoço do namorado, os lábios se tocaram de forma calma e que foi tomando ritmo. Mais uma lembrança veio a sua mente enquanto ele passava a mãos nos seus cabelos. Três anos antes Afonso: Fala como foi? Perguntou ao irmão. Estava ele e os amigos na sala assistindo ao jogo enquanto bebiam. Hugo: Péssimo. Disse sincero. Ian: Por que? Ela r**m de cama? Hugo: Não chegamos nem lá. Ela não me parece interessada. Ou ela gosta de outra pessoa ou joga no outro time. Ian: Tá aí uma mulher que não caiu nos encantos do Hugo. Riram. Afonso: Acho que deveriam tentar mais uma vez. Todo primeiro encontro é r**m. Hugo: Afonso, eu não vou sair com a Bela de novo. Ela pode ser sua cunhada, mas não rolou. Sério. Meses antes do assalto. Alana: Amor...para ... Disse tentando resistir. Afonso: Por que...? Você quer... Disse se acomodando entre as pernas dela. Alana: A Bela tá no quarto ao lado... Ela pode nos ouvir. Soltou um gemido quando ele roçou o m****o em sua entrada. Afonso: Amor ...como se ela não soubesse né.... Alana não conseguiu conter o gemido quando ele a penetrou. - Gostosa... Ela se entregou sem conseguir resistir. Ele sorriu. Alana gemia ao sentir o noivo rebolar a levando a loucura. Abriu os olhos e por um momento pensou estar sendo observada. Afonso sentiu a diferença. Alana: Amor, para! Afonso: O que foi? Perguntou parando o que fazia. Alana: Eu não sei, me senti sendo observada. Disse o encarando. Afonso: Amor, isso é coisa da sua cabeça só tem nós dois aqui. E a Bela. Alana: Não sei, não gostei da sensação. Sei lá, fiquei tensa. Afonso: Só para te deixar tranquila, eu vou lá olhar, está bem? Ela assentiu. Ela não entendia o porquê, mas uma sensação r**m passou pelo corpo dela. Quando ele voltou garantiu que estava tudo trancado e Bela dormia no quarto dela. m*l ele sabia que Bela fingia dormir, após observar os dois transando, sabia que a irmã tinha visto alguém, por isso voltou para o quarto e fingiu dormir. Afonso: Não pode ser... Ele se lembrou da briga entre Sabrina e Bela, das coisas que Sabrina disse. - Não...eu não posso ter sido tão cego assim. Candice e Dulce saíram do hospital com o coração alegre e tranquilo, depois de um bom tempo conversando com Alana. Dulce: E agora? O que vamos fazer? Candice: Vamos até o Afonso. Primeiro precisamos saber o que aconteceu e contar a verdade a ele. Dulce: Eu não acho que ele tenha passado a noite a Bela. Candice: Eu também não, mas precisamos saber o que de fato aconteceu. Dulce: Como acha que vai ser quando ele descobrir tudo? Candice: Não sei, acho que ele vai ficar feliz pela Alana, afinal ele a ama. Mas triste pelo bebê e por descobrir quem é a Bela. Quando as duas chegaram ao apartamento dele, Afonso abriu a porta e elas perceberam como ele estava transtornado. Ele tentava falar com o irmão, desabafar e alguém que pudesse o ajudar a entender. Dulce: O que aconteceu? Perguntou ao ver a expressão dele. Afonso: Não sei, eu acho que fui dopado, não sei. Disse transtornado. Candice: Como assim? Afonso: Eu não sei o que pensar, mas acho que fui dopado, pela Bela. Disse olhando para Candi. - Sei que ela é sua irmã, mas. Foi interrompido por Candi. Candi: É bem a cara dela. Vamos conversar. Disse e foi entrando no apartamento dele seguida por Dulce. Afonso fechou a porta. Dulce: Nos conte exatamente o que aconteceu. Afonso: Tá bom. Disse respirando fundo. Ele começou a contar desde o escândalo da Bela no restaurante até poucos minutos que ele começou a pensar na possibilidade. Candice se levantou do sofá como um foguete. Candice: Que nojo! Disse em pé. - Nunca mais sento nesse sofá. Afonso: Ficaria surpresa da quantidade de vezes que eu transei com a Lana nesse sofá e você vinha no dia seguinte e passava horas aqui de papo com ela, nessa mesmo sofá. Riu. Candice: Nojentos! Pensava que a Alana era mais calminha e que só gostava de camas macias. Afonso: Ficaria surpresa ao saber do potencial da sua irmã em me tirar do sério na transa. Dulce: Chega! Sem detalhes, ok? Candice: Sério que nunca percebeu o jeito que ela te olhava? Disse séria agora. Afonso: Juro. Nunca. Disse sincero. Candice: Se você não se lembra, talvez tenha sido dopado mesmo. Dulce: Você deu muito mole, Primo. Ela se aproveitou muito bem da situação. Afonso: Eu sei, está bem? Eu só nunca imaginei que ela faria algo do tipo, para mim ela sempre foi a irmã da minha noiva. Sempre a vi como irmã. Candice: Olha tem muitas coisas que não batem. Dulce: Se tudo o que você beberam e começaram foram vinho e pizza. Só há um jeito. Afonso: Qual? Dulce: Você fazer um exame de sangue. Candice: Verdade, se você foi dopado de alguma forma, só assim saberemos. Afonso: E se não tiver sido? Se realmente tiver feito isso? Perguntou colocando para fora seu medo. Candice: Aí teremos um problema e dos grandes. Por que além dela se aproveitar disso. Vai fazer da tua vida um inferno. E outra... Dulce: Candi, agora não. Candice: Agora sim. Ele precisa saber. Afonso: O que preciso saber? Candice: A Alana está viva. Disse de uma vez. Afonso: Que?
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