Narração de Muralha Minha cabeça tava um vulcão prestes a explodir. As palavras do Rato não saíam da minha mente: "Eles querem ela, acham que tirando ela de você, te quebram." Eles acham que eu sou fraco, que podem tocar no que é meu. Mas na minha mulher, desgraçado nenhum toca. Voltei pra "salinha", onde o Rato tava amarrado. Gaspar tava de guarda, mas o desgraçado continuava com aquele sorriso debochado no rosto, como se soubesse que tava mexendo na ferida. — Você tá brincando com fogo, o****o — rosnei, dando um chute na cadeira onde ele tava amarrado. Ele cambaleou, mas não perdeu o sorriso. — Você tá nervoso, Muralha. Perdeu o controle? É só uma mulher... Aquilo foi a gota. Peguei ele pela camisa e puxei tão forte que a cadeira quase caiu. Minha voz saiu num tom que nem eu reconh

