†Capítulo 28†

518 Words

Getúlio A noite cai sobre Palermo como um véu pesado, abafando o murmúrio das ruas, apagando a vida que pulsa além das paredes antigas da catedral. Dentro, tudo é silêncio. Silêncio… e eu. Sento-me no último banco, aquele onde os fiéis raramente chegam. A luz das velas no altar dança, projetando sombras que se estendem pelo piso de mármore como se quisessem me alcançar. Respiro fundo. Os pensamentos não param. As palavras dela, muito menos. “Tempo.” Fecho os olhos. Tempo é exatamente o que eu menos tenho. Tempo é o que Deus me deu e o que o mundo exige que eu não desperdice. Mas ela pediu. E eu, t**o, obedeci. Seguro o rosário com força, as contas pressionando meus dedos como pequenas marcas de penitência. Começo a rezar. Ou tento. — Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é

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