†Capítulo 26†

1472 Words

Elisa O silêncio entre nós pesa tanto que quase posso ouvi-lo. Ele aguarda. Eu também. Meu peito sobe e desce rápido, como se meu próprio corpo lutasse contra uma escolha que eu nunca pediu para fazer. Se eu disser para ir embora… ele vai. Essa frase ecoa na minha mente como um desafio e como um aviso. Respiro fundo, tentando encontrar firmeza onde só existe caos. Os olhos de Getúlio continuam presos aos meus — não com arrogância, mas com uma vulnerabilidade que eu jamais imaginaria ver naquele homem. E é isso que me desequilibra. — Você quer que eu decida por nós dois? — pergunto, com a voz baixa, quase frágil demais para ser minha. Ele não hesita. — Sempre foi você quem decidiu, Elisa. Eu só… segui. Um nó se forma na minha garganta. Quase quero rir. Quase quero chorar. —

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